<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071</id><updated>2012-01-31T15:41:04.255-08:00</updated><title type='text'>Rápidas</title><subtitle type='html'>NOVA ORTOGRAFIA
Regra 11-SÃOMIGUELENSE.Não se usa o hífen quando o prefixo termina em consoante seguida de vogal)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>55</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-3562188278426896202</id><published>2012-01-31T15:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T15:41:04.262-08:00</updated><title type='text'>VEM AÍ A FESTA DA CHUVA, DIGO, A FESTA DA UVA -           Orlamdo Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OwO2a_otrb4/Tyh7MV-6SbI/AAAAAAAAKxo/uvgmDw2FNJY/s1600/ParreiraisInterior.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-OwO2a_otrb4/Tyh7MV-6SbI/AAAAAAAAKxo/uvgmDw2FNJY/s320/ParreiraisInterior.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Não posso mais viver aqui neste exílio permanente, misturando-me com as coisas de um mundo estranho, que nunca foi meu, cercado de seres alienígenas, na grande procissão de mutilados, catando no vão dos prédios os restos dos retalhos de uma vida mal vivida, atirada da janela do destino, transformando homens, mulheres e crianças num amontoado de sobreviventes pelo próprio instinto. Deixa-me descer deste ônibus lotado, onde o ser humano se espreme absorvendo o pouco de ar que ainda resta para respirar. Nesse burburinho, o grito dolorido da criança esbofeteada no rosto pela própria mãe, mal trajada de crente de fé pequenina e cabeloscompridos como uma burca. Ela é incapaz de abrir os olhos para mostrar que à cada bofetada, sulca no rosto do pequeno com profundas marcas de ódio do futuro e pela vida que jamais o receberá de braços abertos. Delinqüente já forjado no espancamento pela própria mãe madrasta. Nem o vestido longo até o tornozelo e o cabelo vasto, encarapinhado, feito pitote no alto da cabeça, lhe valem como diferencial de uma crença na santidade. Ela é má porque a vida e a cidade grande são más e lhe deixaram assim. Por isso, ela absorve mais a maldade do mundo, do que as palavras santas de todas as noites no seu ritual religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não posso mais viver no corre-corre alucinado dessa gente sem nome e sem fisionomia, a praguejar maldições na fila do banco, quando tentam invadir a porta eletrônica que seleciona passagem de pobre. Sou levado por essa imensa massa de loucos atormentadps pelo dinheiro curto que não deu até o fim do mes. Na realidade, sou um pouco Napoleão, visionário consertador do mundo que a desigualdade detonou. Nesse volume de palavrões e esconjuros, fecho os olhos por um momento, tentando buscar em um canto da mente, onde estão os verdes parreirais da minha terra onde a chuva tamborilava uma música nas folhas. Lá eu podia correr livre, de encontro ao vento. Quero ir para bem distante dos prismas dos prédios, cujas sombras envolvem a miséria de mãos trêmulas estendidas na mendicância de um níquel reluzente, ainda que de pouco valor, que mal dá para comprar uma migalha de vida que lhe caiba na cova do dente, ou até mesmo uma pedra de crack para engnar a fome. Do outro lado, ciganas em profusões de roupas coloridas e sorriso dourado, oferecem ao passante um destino melhor por pouco trocado, expondo ali mesmo, as vísceras da sua própria sorte madrasta e mesquinha, que  todos os dias estão ali, expostas, cumprindo o cotidiano mister de cercar a sorte na calçada, com promessa de transformação de vidas ou o resgate de amores naufragados na desilusão de uma vida cor de cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...É cansativo correr atrás do dia, antes que ele termine, com tempo de levar para casa um sustento que seja, de uma fala mansa com tom de esperança, ocultando a histeria. Há sempre uma desgraça rondando em cada beco e a morte súbita por uma bala perdida, pode acontecer na próxima esquina, onde bandinho de meninos imberbes fuma maconha, sem se preocupar com quem passa. Nem mesmo o giroflex da viatura policial os intimida com suas luzes confusas na mente entorpecida. É o nada somado a coisa nenhuma, sem futuro algum. Apenas fuma... sem saber porque. Quem sabe para passar o tempo, o dia, a vida. Quando muito, por uma sorte cigana, um deles poderá contar mais meia década de vida se estiver em dia com o fornecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Quero voltar ouvir a chuva nos parreirais para não compartilhar do mesmo crime de omissão da catedral imponente, de portas fechadas aos bêbados e prostitutas da praça. Por aquela porta eles jamais entrarão no Reino do Céu. Há sempre uma viatura de plantão que só sai dali quando chegam noivas elegantes em carros de luxo. É o templo da feliz cidade! O pecado e a pobreza do mundo, que sempre andam de mãos dadas,jamais prevalecerão contra ela. Quando muito, ricocheteiam na madeira grossa do portal! Ah! Como eu queria a simplicidade das capelas de roça, onde passei a minha juventude e via fé simplescapaz de transportar bandeirolas coloridas para enfeitar a festa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Quero regressar para os meus parreirais. Sentir  o beijo da brisa que acaricia meu cabelo. Quero reencontrar a minha felicidade esquecida e enterrada do lado esquerdo do Guarupu, onde nas tardes de calor pescava peixes dourados, sob o azul daquele céu de outono. Bandos de quero - quero riscavam os ares numa esquadrilha simétrica, em direção ao sol.  Cansei de ser anônimo em plena multidão, sufocado pelo medo das pessoas e da sombra da noite, transformando sonhos em pesadelos. Quero dormir novamente no meu travesseiro de macela do campo, ouvindo o canto dolente de um sabiá. Preciso fugir do “rush” dos carros que parecem ter vida própria. Prefiro ouvir os chiados dos rodeiros de uma carroça, traçando rastros em paralelas profundas, tal qual o trilho que eu sigo na estrada da minha vida. Quero voltar para onde murmura o regato de águas na profusão de verde, escorregando sobre as pedras até a cachoeira da minha saudade, onde mergulhei nessa água benta e pura, a minha capacidade de sorrir e ser feliz.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-3562188278426896202?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/3562188278426896202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=3562188278426896202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3562188278426896202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3562188278426896202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2012/01/vem-ai-festa-da-chuva-digo-festa-da-uva.html' title='VEM AÍ A FESTA DA CHUVA, DIGO, A FESTA DA UVA -           Orlamdo Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OwO2a_otrb4/Tyh7MV-6SbI/AAAAAAAAKxo/uvgmDw2FNJY/s72-c/ParreiraisInterior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-7614976520505048600</id><published>2012-01-26T15:39:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:28:55.275-08:00</updated><title type='text'>COISAS DA CARNE        -                                                Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_5e_w5354Tg/TyHkE9JOYnI/AAAAAAAAKxE/9pXFzkRoIgQ/s1600/nu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="263" src="http://1.bp.blogspot.com/-_5e_w5354Tg/TyHkE9JOYnI/AAAAAAAAKxE/9pXFzkRoIgQ/s320/nu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente chega numa certa idade, passa a ser observador de coisas corriqueiras do dia a dia, mas que no fundo revelam o inconsciente coletivo. São valores de coisas que nos colocam num “status” de privilégio perante os demais. Por incrível que pareça, estou falando das minhas observações na longa fila de um açougue num supermercado. Você pode não acreditar, mas é justamente ali que se manifesta o poder econômico de cada um. Já cansei de dizer pro pessoal lá em casa que eu não gosto de ir ao açougue, pois me sinto acanhado diante daqueles que compram quilos e quilos de picanha para o churrasco com os amigos. Tem a elite do “filé mignon”. Essa também nos deixa embaraçado, principalmente, se na seqüência de atendimento, o próximo for a gente, que está ali só por causa de meio quilo de toicinho, pra fazer um virado de feijão com torresmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa dessas vezes, estava na minha frente, uma mulher de traços finos e trejeitos de madame a solicitar do açougueiro três quilos de filé de Merlusa. O açougueiro só tinha dois quilos de resto e ela chiou, pois não poderia completar a receita do seu cardápio. Depois de todo o lero-lero, chegou a minha vez. Já com cara de maus bofes o atendente me perguntou: “O que você quer?”. E meio envergonhado, falando quase baixinho disse: “meio quilo de lambari”. Também não tinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída da fila do açougue, encontrei-me novamente com a madame do “filé de merlusa”, pegando na prateleira, um litro de vinho tinto sem qualidade alguma. Ao me ver, talvez ela tentou justificar sua posição social e me disse: “é para fazer sagu”. Eu não agüentei e pus pra fora o meu complexo de inferioridade que estava ruminando e disse: “Mas esse não presta para fazer sagu. Ali na frente, na prateleira de bebidas finas tem um “Almaden Merlot” de primeiríssima qualidade...experimente aquele pra fazer o seu doce!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Miguel do meu tempo existia uma madame muito chegada em beiço de porco. Quem foi açougueiro naquele tempo, há de se lembrar de quando ela chegava toda altiva e perguntava: “Tem beiço de porco?” Se a resposta era afirmativa, ela complementava: “Eu quero bem magro, senão engordura os lábios...” Parece piada, mas não é...Minha filha quase teve um “treco” quando soube como era feita a lingüiça. E a história se fez mais sinistra para ela, quando veio saber o que era um chouriço. Na minha análise de psicólogo de botequim, quando vejo esse desfile de poder aquisitivo e brigamos com o açougueiro por esta ou aquela peça, me projeto nos primórdios da humanidade e chego a conclusão de que somos pouco diferentes dos cães que rodeiam a porta dos açougues. O que aquela agente reunida ali naquela fila não sabe, é que há pouco tempo, em relação à idade da pedra, coisa de dez doze mil anos mais ou menos, nós disputávamos carniça com lobos e chacais. Alguém precisa contar isso pras madames exigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada do final do ano e com o advento do Natal, há uma força capaz de revolver no nosso interior, os instintos mais primitivos. Diga-se de passagem, em nome da fé e da religiosidade. Existem pessoas, que principiam nos meses de outubro e novembro, a estocar carne no “freezer” para as ceias de fim de ano. Vão se o Natal e Ano Novo, mas ficam a azia e o colesterol em ponto de bala. É o nosso lado primitivo, o qual não conseguimos evoluir, por mais que tenhamos um verniz de civilizados do século XXI. Lá no íntimo, ainda festejamos com muita carne, os grandes momentos, num verdadeiro ritual primitivo e tribal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo confessar que não sou nem um pouco contra os “pecados da carne”, pois participo avidamente de uma mesa, onde sirvam carne vermelha, branca ou amarela. Eu apenas fotografei e registrei o comportamento do ser humano diante do objeto do desejo, independente de sexo ou idade, para alegria dos frigoríficos. Se o objeto do desejo vier embalado numa bandeja com isopor e celofane, encarecendo o produto, essa embalagem adota ares de aristocracia. O subconsciente produz o mesmo efeito visual de uma caixa de bombons com laço de fita dourada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa realidade na qual vivemos hoje, em pleno coração da cidade grande, me remete ao passado. Vem na minha memória, o velho Aníbal de Góes, o Dito Dias, o Ditão de Góes, o Valdir, o Zé de Almeida, o Airton Favoretto, o João Agostinho, o velho Joaquim Cunha e o Amador Nunes. Muitas peças que hoje custam razoavelmente, antigamente eram doadas por esses açougueiros aos menos favorecidos. Hoje se aproveita tudo! Até o berro do boi…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao confrontar a dama do filé de merluza, me vem na retina, como uma névoa, as mulheres bucheiras do matadouro de São Miguel no meu tempo de menino, como um retrato em preto e branco, quase apagado...Elas disputavam espaço com cães vadios, urubus, sob a fedentina do matadouro. Buchos e intestinos de boi ou porco eram lavados no rio que circundava o local. Depois, a tripa era soprada e exposta à defumação nos fogões de lenha. Hoje em determinados restaurantes, tripa é prato sofisticado.O açougue mais modesto que vi em São Miguel no meu tempo de menino, foi o do velho Joaquim Cunha, nos altos da Vila Nova...Porta feita em grade de madeira, num cômodo minúsculo. Não havia geladeira! O velho trabalhava somente carne suína salgada. Outras vezes, ele só matava o porco depois de vendidas as partes, para não correr o risco de perder a peça. Um dia a fiscalização chegou e lacrou o seu estabelecimento. Faltava-lhe carimbo de inspeção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tudo o que consumimos tem de ter carimbo e data de validade. Eu me recordo de um senhor, no mesmo supermercado do qual estou falando, discutindo com a mocinha do caixa por não conseguir achar o prazo de validade num saquinho de pipoca. Fiquei imaginando o quanto nos somos intransigentes com as pequeninas coisas.Como diz a Bíblia: “Coamos um mosquito e engolimos um camelo!” Não vai muito tempo, nós e nossos filhos consumimos leite radioativo, contaminado pela usina nuclear de Chernnobyl, importado pelo Presidente Sarney. Foi um tempo sem leite e sem carne para satisfazer os nossos instintos mais primitivos. Por isso contrabandeávamos picanha ou roubávamos leite em pó nos saques em supermercados. Assim sendo, uns carunchos de milho, possivelmente contidos na pipoca, não iriam fazer muito mal. É como diz o caipira: “O que não mata engorda. Bicho de fruita é fruita”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo começou quando o homem principiou a comer com garfo, faca e colher. Depois, transformou esses instrumentos de utilidade prática para extensão e auxílio das mãos, em sofisticadas peças de puro luxo. Às vezes, nas nossas caminhadas pela cidade, observamos sob pontes e viadutos a raça humana na sua forma quase original. Comendo resto do lixo com as mãos. Não são nossos ancestrais adâmicos que sobreviveram até os dias de hoje! São nossos contemporâneos, que por alguma razão, foram marginalizado dessa sociedade que todos os dias está no açougue só para saciar a sede de sangue...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-7614976520505048600?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/7614976520505048600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=7614976520505048600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7614976520505048600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7614976520505048600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2012/01/coisas-da-carne-orlando-pinheiro.html' title='COISAS DA CARNE        -                                                Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_5e_w5354Tg/TyHkE9JOYnI/AAAAAAAAKxE/9pXFzkRoIgQ/s72-c/nu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-9047218680685726258</id><published>2012-01-20T10:08:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T10:10:55.918-08:00</updated><title type='text'>MEU TIO AMADOR FAMA               (Aparício Dias)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ahYGT_1CLF0/Txmtf20kxcI/AAAAAAAAKro/D3NGgOc6-f4/s1600/Amador%2BFama.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="318" width="253" src="http://3.bp.blogspot.com/-ahYGT_1CLF0/Txmtf20kxcI/AAAAAAAAKro/D3NGgOc6-f4/s320/Amador%2BFama.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ontem, 17/jan/2012, recebi a triste noticia do falecimento de meu tio Amador Fama. &lt;br /&gt;Para mim sempre foi um tio especial, não no sentido de proximidade já que tínhamos pouca, mas no sentido figurativo, visto que minha mãe tinha um foto dele em nossa sala, no vidro transparente da cristaleira, onde aparece ainda bem moço, montado em um belo cavalo branco, segurando nas mãos um relho com cabo de prata. Parecia um São Jorge. Aliás, essa foto desapareceu da nossa casa, nunca mais a vi. &lt;br /&gt;Sempre foi o mais extrovertido e o mais divertido dos irmãos de minha mãe, tendo morado com ela por um pequeno período, antes de se casar, pois tinha brigado com meu avô, Paulino Fama, que era um pater famílias amoroso, mas bastante severo. Tio Amador era alegre, festeiro, gostava de beber, gostava de cantar. Quando criança virei seu fã, pois vi ele cantar uma bela moda de viola em uma festa na Lavrinha, na casa de sua sogra, que mexeu com minha paixão pela música. &lt;br /&gt;Sempre foi muito trabalhador, a vida inteira trabalhou na roça, no sol a sol, sendo o último dos irmãos a abandonar o sítio do Bairro dos Famas para morar na cidade. Só mudou para São Miguel Arcanjo quando velho, após sua aposentadoria. Criou um monte de filhos, chegando um deles a se ordenar padre, creio que mais pela devoção de sua dedicada esposa Maria, sempre muito católica e uma pessoa muita especial, cuidando de meu tio e de seus filhos com muito amor até o fim de sua vida. Nunca vi minha tia reclamar de nada ou falar mal de alguém. &lt;br /&gt;Meu tio era tão irrequieto que jamais conseguia assistir a missa por inteiro. Isso na maior parte de sua vida.  &lt;br /&gt;Enfim, a vida passa e somente ficam as boas lembranças das pessoas que fizeram parte de nossa vida, em algum momento especial.  &lt;br /&gt;Descanse em paz Tio Amador, você viveu a vida e cumpriu a sua missão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-9047218680685726258?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/9047218680685726258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=9047218680685726258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/9047218680685726258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/9047218680685726258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2012/01/meu-tio-amador-fama-aparicio-dias.html' title='MEU TIO AMADOR FAMA               (Aparício Dias)'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ahYGT_1CLF0/Txmtf20kxcI/AAAAAAAAKro/D3NGgOc6-f4/s72-c/Amador%2BFama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-1636447950288515070</id><published>2012-01-14T11:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:29:29.375-08:00</updated><title type='text'>O QUINTO INFERNO DE DANTE, A HISTÓRIA E A REALIDADE -     Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cRCnmFPeK10/TxHU2CfSWrI/AAAAAAAAKo0/BWAPD2vXYTQ/s1600/inferno.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="213" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-cRCnmFPeK10/TxHU2CfSWrI/AAAAAAAAKo0/BWAPD2vXYTQ/s320/inferno.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Orlando Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Naquele tempo, quando algum funcionário público “pisava na bola” em sua repartição”, fazendo desfeita ou pouco caso contra alguém importante em numero de votos, o chefe político o mandava para o “Quinto dos Infernos”, que poderia ser traduzido como Sete Barras, Eldorado, Apiaí e São Miguel Arcanjo. Mandar alguém para o quinto dos infernos está saindo de moda, talvez porque neste mundo ateu, pouco, muito pouco mesmo ainda acredita em inferno. Os mais tementes que ainda crêem nesse poço de fogo eterno não costumam mandar mais para lá seus desafetos. Resolvem aqui mesmo, na bala. Parque que lá nos morros do Rio de Janeiro já se chegou ao sétimo dos infernos, assim como se diz que existe o sétimo céu de Dante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Eu nunca consegui chegar até o fim do livro “A Divina Comédia”. Era um texto arcaico e chato. O máximo desse clássico que consegui ler foi algumas páginas resumidas da antiga enciclopédia “Trópicos”. Depois li também na enciclopédia “Ler e Saber” outra sinopse desse romance do imortal escritor italiano. Observei  que a obra é semelhante uma peça de teatro em três atos. No primeiro ato tem o purgatório, abolido ultimamente por Bento XVI, depois de ter sido excluído do contexto pela igreja reformada, o segundo ato é o paraíso, penso que é porque onde o poeta encontra com a sua amada Beatriz e por fim, dividido em cinco círculos o terrível inferno. Muitos pensam que o termo quinto dos infernos venha da literatura medieval, mas não é. Quinto dos infernos é coisa nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Nada tem a ver com aquele lugar dito como a sala de espera, o estágio antes de ser engolido pelas labaredas eternas os políticos corruptos, os usurários, os pedófilos, os sodomitas, os comerciantes desonestos... Enfim, os piores tipos de pecadores que seriam castigados com os mais terríveis castigos por ordem de satanás. No quinto estavam os iracundos, os insolentes, os idiotas do BBB do 1 ao 12, a Xuxa, os insolentes, os grileiros de terra, o emergente soberbo... Todos absorvido pelo charco ardente. Mas não era como eu pensava. Não se sabe se o quinto dos infernos era o imposto das nossas riquezas que os portugueses vinham buscar, por se tratar de 1/5 de ouro e inferno devido aqui ser um lugar inóspito e distante. Outros historiadores atribuem a frase à Dona Carlota Joaquina, quando ela pisou no sagrado solo brasileiro. De qualquer forma o ôco, do ôco do mundo é aqui. Só não sei onde nós são-miguelenses nos localizamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Com a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil em 1808 fugindo da sanha de Napoleão, a comitiva real foi obrigada a trocar a pompa do império lusitano pelo sol escaldante e mata verdejante do Rio de Janeiro de um mau cheiro nauseabundo. E olhe que ainda não existia favela por lá. A fogosa Carlota Joaquina, esposa de D. João VI, não deixou por menos e vociferou como se predissesse uma profecia: “Esta terra é o quinto dos infernos...” De volta para a Europa, Carlota sempre assim se referia quando falava sobre o Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A história da Independência do Brasil, cheia de ufanismo, com gente marchando de verde-amarelo conta a vida de um herói de duas nações. D.Pedro I do Brasil satirizado e ironizado até hoje e D.Pedro IV, de Portugal, o qual teve que tomar a força o reino lusitano em discórdia entre sua filha D. Maria Amélia e seu irmão D.Miguel. Em terras lusitanas tornou-se um herói nacional respeitado e venerado até hoje. A independência do nosso país era quase uma quimera, mesmo passado algum tempo após o brado do Ipiranga. Havia necessidade de impor a liberdade através de luta armada na Bahia e no Maranhão, entre brasileiros mal treinados, contra tropas armadas leais a Portugal. Havia ainda, como pedra de tropeço para este país crescer os escravagistas, liberais e republicanos. Era mais ou menos como foi quando da nossa emancipação político administrativa neste chão de tenente Urias. Ou vocês pensam que foi fácil se desmembrar de Itapetininga? Até hoje a gente vive lá, não sai de lá, faz compra lá, faz faculdade lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Nunca foi fácil ser liberal e nem pensar com a própria cabeça. Podia perder-se o pescoço. Eu me recordo quando em 1971 peguei um bico de vender livros da Editora Saraiva e um deles, chamado “As Maluquices do Imperador”, do escritor tatuiano Paulo Setúbal que mostrava D.Pedro I como um príncipe chegado em rabo de saia, briguento e arruaceiro. Uma pessoa cheia de defeitos como todos nos. Era uma versão da historia do Brasil que não ensinavam para crianças, tal como “O Rei Cavaleiro” de Pedro Calmon. Hoje nem sei se ainda ensinam história. Sempre acreditamos nas coisas simples dos livros de escola, sem muita pesquisa e profundidade. Para nós, Colombo descobriu a América porque botou um ovo em pé. Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil por causa das calmarias das costas africanas. Inconfidentes como Tiradentes e seus companheiros eram bonzinhos e inteligentes. A independência e a República foram conseguidas com um simples grito. A princesa Izabel era “tão” boazinha que libertou os escravos. Se ela e seu pai eram bonzinhos, porque foram mandados embora do Brasil? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Entender e discutir política, sem visão maniqueísta, nem ilusão com os salvadores da pátria é uma arte e faz bem. Doutrina-nos e faz-nos entender como votar e mandar pros quinto dos infernos (neste caso o ostracismo) os candidatos de meia tigela. Sem escrupulo e sem princípios que vão aparecer aos montes dando tapinha nas suas costas. Já é tempo desse povo nosso entender que processo eleitoral é a hora e a vez do eleitor. É um exercício consumado de cidadania em seu mais elevado gráu de firmação democrática e não barganha de votos por interesse.  Agora, geograficamente falando, por estas bandas, será que já estamos no século XXI? Já era para estarmos no Sétimo Céu de Dante, de imagens indescritíveis, ou continuamos capengando no quinto círculo da Divina Comédia, andando de lá para cá, sempre voltando no mesmo lugar que é o lugar nenhum? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-1636447950288515070?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/1636447950288515070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=1636447950288515070' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/1636447950288515070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/1636447950288515070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2012/01/o-quinto-inferno-de-dante-historia-e.html' title='O QUINTO INFERNO DE DANTE, A HISTÓRIA E A REALIDADE -     Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-cRCnmFPeK10/TxHU2CfSWrI/AAAAAAAAKo0/BWAPD2vXYTQ/s72-c/inferno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-5146144485806404839</id><published>2012-01-05T06:49:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:31:01.392-08:00</updated><title type='text'>O REI E EU               -                                                     Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1KGWndZ3Cvc/TwW4Xqa1CII/AAAAAAAAKXk/cDKkGQBJpuk/s1600/Roberto%252BCarlos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-1KGWndZ3Cvc/TwW4Xqa1CII/AAAAAAAAKXk/cDKkGQBJpuk/s320/Roberto%252BCarlos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...O Rio de Janeiro passou a ser para o pessoal aqui de casa uma espécie de caminho da roça, coisa que jamais imaginávamos acontecer um dia. O ponto mais distante de minha viagem teria sido até a Praça da Sé. O Rio de Janeiro fui conhecer quando era um dos jovens romântico dos anos 70 por obra e graça do saudoso Vicente Lobo que nos levou no velho “Dojão” carregado de abóboras. Se não fosse com o Vicente, o Mauro Bechelli, conhecido entre nós por Mauro Abobreiro, haveria de dar um jeito da gente conhecer o Corcovado e o Pão de Açúcar, mesmo à distância. Nessas idas e voltas da vida, eis que me vejo em casa do meu genro na Região Oceânica de Niterói. Como dizia o velho Cassiano Vieira, uma espécie de Sorocaba, circundada de belas praias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Naquele dia, à uma semana do Natal, minha mulher e eu nos acomodamos no banco de traz do carro do meu genro e fomos pela orla admirando a paisagem do cartão postal carioca que encantou o mundo inteiro. O queixo caído diante do vetusto e luxuoso Copacabana Pálace onde adentrava uma luxuosa limusine, longe da pobreza das favelas violentas. Rememorei o triste destino do Jorginho Guimle, playboy herdeiro daquele palácio onde se hospedaram nomes importantes do mundo inteiro, mas que por desatino de rico mimado, terminou seus dias como escravo de um salário mínimo para mal sobreviver, recebendo ajuda das “socialites”, para pelo menos morrer dignamente. Nosso ponto de chegada seria o bairro da Urca, onde minha filha e seu marido iriam rever amigos manauaras que por força do ofício haviam sido transferidos à Cidade Maravilhosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Seria até pedantismo da minha parte falar daquele bairro famoso da orla, logo abaixo dos bondinhos, o qual abrigou os melhores teatros no passado. Mansões cinematográficas de tirar o fôlego deixavam este santa-cruzense em alumbramento, visto ter a minha vida toda familiaridade somente com casa de pau à pique e rancho de sapé. Estava ali matutando essas coisas do capitalismo que faz os ricos cada vez mais ricos e os pobres enclausurar seus medos em casas simples à borda dos morros que nem tem mais aquela conotação romântica inspiradora de versos sublimes como “Chão de Estrelas” de Orestes Barbosa ou mesmo a “Ave Maria do Morro” do Herivelto Martins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Fugindo da conversa que se animava lá dentro entre aventura nos mares da costa brasileira dentro das duzentas milhas protegidas pela marinha, ou nos embates jurídicos de minha filha, fiquei observando um pedaço de rua onde as crianças brincavam com os presentes de natal antecipados quando de repente surgiu no meio delas aquela figura conhecida desde os tempos de eu garoto. Dono de uma simplicidade contagiante, o homem se entregou aos folguedos da garotada da rua que se multiplicava no seu entorno. Eu só poderia estar tendo uma alucinação por causa do calor. Ali estava na minha frente, em carne e osso, o maior ídolo de todos os tempos da música brasileira: o Rei Roberto Carlos, sem seguranças, sem holofotes. Um verdadeiro menino brincando com outros meninos. Ver aquela majestade de perto era o meu melhor presente de natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Arrisquei uns passos tímidos para ficar mais perto do grande cantor que embalou gerações desde os tempos da revolução da Jovem Guarda. Não podia ser verdade aquilo que eu estava vendo. Encolhido num canto da minha insegurança ele me observou e convidou-me para entrar na brincadeira de uma parafernália eletrônica que corria de mão em mão. Pude ver de perto, ao vivo como aconteceu sua inspiração para compor “A Guerra dos Meninos” uma das suas mais belas obras, porque à sua volta os garotos se multiplicavam em alegre correria. Com o coração aos pulos cheguei mais perto para me certificar. Era ele, o rei. Não havia dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Estava formulando uma pergunta na cabeça para ter certeza, mas não precisou. Entre tantos presentes à mostra tinha alguém com um violão. Ele tomou o instrumento e começou a dedilhar. Pensei comigo se ele desafinasse seria o “O Sósia” e não o original. Mas ele cantou bem afinado, como sempre, o que o faz dono da voz mais afinada do Brasil. A melodia me transportou daquele cenário cinematográfico da Urca, daquela realidade quase sonho a qual estava vivendo por alguns instantes, às ruas de pó de São Miguel Arcanjo. Sua voz solou cheia naquele pedaço de rua: “...Tudo estava igual como era antes/Acho que só eu mesmo mudei/ E voltei. Eu voltei, agora pra ficar/Porque aqui, aqui é o meu lugar...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Meu Papai Noel, sempre ingrato estava sendo bondoso para comigo naquele dia que antecedia a grande festa. Difícil seria contar para alguém o acontecido e convencer quem quer que fosse sobre a veracidade do fato. Nem mesmo a minha mulher, fiel escudeira e testemunha ocular das minhas histórias estava ali comigo para testemunhar esse encontro. Ela provavelmente estava entretida, quem sabe com trocas receitas para a noite da ceia. Eu não queria sair dali para chamar alguém, com medo de quando chegasse mais pessoas o Rei se recolhesse em seu castelo. Continuei no meu posto embevecido, absorvendo aquele instante, o qual jamais se repetiria em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Roberto Carlos atendendo ao meu pedido de admirador tímido e caipira principiou os acordes daquela que eu acho a mais bela de suas músicas, a qual embalou meus sonhos românticos de jovem dos anos 70. Quando as primeiras notas de “Detalhes” encantaram o meu canto, um pequeno detalhe me chamou à realidade. Era minha mulher me acordando para irmos ver de perto a árvore de natal na Lagoa Rodrigo de Freitas. Tudo foi um sonho. Nada mais que um sonho. Acordei suando em bica naquele maldito calor de 40 gráus. Coloquei meus pés no chão da realidade, mas no ouvido permanecia como um eco aquela canção: “Hoje tive um sonho/Que foi o mais bonito/de todos que já tive em minha vida...”    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-5146144485806404839?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/5146144485806404839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=5146144485806404839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/5146144485806404839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/5146144485806404839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2012/01/o-rei-e-eu.html' title='O REI E EU               -                                                     Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1KGWndZ3Cvc/TwW4Xqa1CII/AAAAAAAAKXk/cDKkGQBJpuk/s72-c/Roberto%252BCarlos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-4940626282383878592</id><published>2011-12-31T06:19:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:31:27.113-08:00</updated><title type='text'>EU, UM DOM QUIXOTE DANTESCO   -                            Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OOwqb4q80g4/Tv8Zy1Qv9bI/AAAAAAAAKXM/B4nF6mdriL8/s1600/don_quixote_ilusao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="234" src="http://4.bp.blogspot.com/-OOwqb4q80g4/Tv8Zy1Qv9bI/AAAAAAAAKXM/B4nF6mdriL8/s320/don_quixote_ilusao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Orlando Pinheiro &lt;br /&gt;...Eu sou o “Segundo Personagem”, amigo do Personagem que surgiu na cabeça oca desse autor santa-cruzense de cepas hispano-lusitana. Igualzinho aquele espectro sinistro do o cavaleiro da triste figura que resolveu se revelar na matéria anterior. Eu também moro na cabeça desse inveterado poeta de noites enluaradas, mas costumo ficar em silêncio, sem mesmo questionar se sou homem ou mulher. Descobri que sou homem à moda antiga, desde quando percebi que a gente tem que tirar chacoalhar e guardar. Ao contrário do autor que fala pelos cotovelos eu sou econômico nas palavras. Sou seu lado sorumbático, tímido e triste. O mundo é uma porcaria por causa desse palavrório desnecessário e fora de hora. Desconfio das pessoas que falam de mais e minha desconfiança se avoluma muito mais se o cidadão é político.&lt;br /&gt;... “O bom coração sofre em silêncio” dizia um dos pára-choques dos caminhões do Cassiano Vieira. Concordo com a frase em gênero, número e gráu. Prefiro muito mais sofrer em silêncio do que ficar gritando meus ais e uis para o povo saber. Desta vez eu não posso me calar. O que o Personagem fez na última crônica desmoralizou-me e mexeu com minha reputação. Na última crônica o Personagem encheu de frases lacrimosas compondo um cenário que não corresponde à verdade. Deu a entender ser ele o único habitante desta cabeça com liberdade para passear pelos labirintos de massa encefálica. Reclamou dos momentos de solidão e o tempo quando precisou pegar no batente.&lt;br /&gt;...Estou escrevendo enquanto meu criador tira um cochilo numa noite sufocante de calor. Não sou fruto da imaginação do autor. Eu sou a imaginação do autor, o seu super ego. Aquele outro é o Id. Id ego. Com Id de idiota. Eu entro somente em entrevero onde acredito sair vencedor e por isso evito discussões estéreis por qualquer “me dá lá aquela palha”. Sou Personagem de ação, tal qual os heróis do cinema. Quando eu apareço, o Id, aquele outro personagem some. Ele sempre foge na hora do pega pra capar. Isso é rotineiro com quem tem o miolo mole, o coração mole e aquilo mole. O outro personagem é daqueles que mandam bilhetinhos com versos antigos para as menininhas que curtem na noite um barzinho e um violão. É capaz de amar até não poder mais e por isso monta cenários românticos na penumbra de um abajur lilás para conquistar a moça desencantada. E mete-lhe canções do Chico e soneto do Vinicius a noite inteira.&lt;br /&gt;...Ah o amor... Como dizia o outro: “ao findar leva a paz...” Esse amor que dura alguns encontros desconhece a importância da responsabilidade. Para ele viver é uma eterna folia de Pierrô e Colombina. Eu existo. Sou o Super-ego, personagem cria do casamento da literatura com o noticiário convencional. Não sou nenhum pouco lírico. Só acredito em fatos e de fato vendo, pois desde menino aprendi que o mundo e assustador. Para mim, um olho vivo vale mais do que um coração transbordante de ternura. Não preciso da ajuda de ninguém. Tenho marcas feitas a ferro, fogo e navalha cicatrizadas pelo corpo. Sempre há muita gente espreitando meu caminho e tentando me apanhar na próxima esquina ou no último semáforo. Mas corro, canso e vivo todas as etapas.&lt;br /&gt;...Sou parecido com o Omar Sharif em “Doutor Jivago”. Agora nem tanto, pois ego também envelhece. Minha aventura pela vida é como um filme “noir” repleto de fumaça e sordidez. É a vida como ela é, conforme contava Nelson Rodrigues. Não me apego em anotações de cadernos de poesia que andam debaixo do braço de botequim em botequim. O meu caso é com o aqui e o agora. Não sou de fuçar anotações pois isso é um ato que mescla maldade e ignorância. Para aquele personagem, anotações e rabiscos já são obras acabadas e não projetos de uma narrativa.&lt;br /&gt;...O personagem anterior não entende nada de processo de criação literária dos dias de hoje por dificuldade na sua formação intelectual. Ele nem sequer mencionou as centenas de páginas de contos curtos dedicado à cidade aonde o vento sul muito macho, chega da franjas do mar e espalha as folhas no jardim, assim como a novidades das mulheres comadreiras da janela. É essa crença no rascunho que tem enfraquecido a literatura nos dias de hoje, transformando-a quase numa música sertaneja sem arte nenhuma. Feita só para o povo dançar. Uma música sertaneja e uma zabumba bem batida fazem o mesmo efeito.&lt;br /&gt;...Muitas anotações morrem antes de se transformar num verso ou num poema. Os rabisco as vezes não passam de meros rastros da mente na busca incansável do estilo próprio. Sem anotações Jorge Amado não teria revelado seu talento, muito menos Darwin teria revolucionado o mundo com a sua teoria da evolução das espécies. O próprio Roberto Carlos, certo dia encontrou uma anotação esquecida há muitos anos em algum canto e revendo os rabiscos deu alma à ele e assim surgiu uma das suas mais belas obras: “A Rotina”, que não faz parte das apresentações de fim de ano de  padrão Global para fazer lavagem cerebral no povo. As anotações são o laboratório do autor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-4940626282383878592?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/4940626282383878592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=4940626282383878592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/4940626282383878592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/4940626282383878592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/12/eu-umdom-quixote-de-hoje.html' title='EU, UM DOM QUIXOTE DANTESCO   -                            Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OOwqb4q80g4/Tv8Zy1Qv9bI/AAAAAAAAKXM/B4nF6mdriL8/s72-c/don_quixote_ilusao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-604743856786852474</id><published>2011-12-22T12:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:32:18.985-08:00</updated><title type='text'>RUMINAÇÖES DOS ÚLTIMOS 10 ANOS               -                          Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wVYdNhzqJx0/TvOV0tsZFHI/AAAAAAAAKW0/E4X-XFNmeos/s1600/450px-Banespa_SP_01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-wVYdNhzqJx0/TvOV0tsZFHI/AAAAAAAAKW0/E4X-XFNmeos/s320/450px-Banespa_SP_01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Todos os anos quando dezembro chega a gente faz um balanço do ano que passou. Como a mente só guarda o momento, é muito difícil para o ser humano calcular uma conta corrente exata dos fatos que ultrapassaram além do ciclo de doze meses. Neste ano que se finda, por exemplo, dá para observar a absoluta democracia com que a imbecilidade foi distribuída entre os Ministros de Estado, lá em Brasília. Deus não permita fato idêntico acontecer nesta terrinha, principalmente no ano de eleição. Entre tantas coisas para se rememorar como manda o fim do ano, antes do brinde final (ou inicial), pois quando as badaladas da meia noite de 31 de dezembro soam a gente não sabe quando termina o ano e nem quando começa o outro. Decidi contabilizar a minha corrida igual à de tantos brasileiros nos últimos dez anos. Inclusive contando perdas irreparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Quando o ano 2000 surgiu no horizonte estávamos apreensivos por causa da venda do Banco do Estado de São Paulo S.A, o tradicional Banespa para o Santander. Era grande incógnita do nosso futuro, tirando o sono dos funcionários! Será que os espanhois vão nos absorver como funcionário, assim como o Banespa fez nos anos 70 com os empregados do Banco Intercontinental do Brasil, do mesmo grupo? E absorveu. De estatal passamos a ser funcionários de um banco particular. Era agora que ganharíamos em “Euros”, afinal era um banco europeu. Seis meses depois a diretoria enviou-nos um documento comunicando-nos que se quiséssemos permanecer no banco teríamos de nos adequar às regras, a começar pelo salário proposto pela empresa. Para se ter uma idéia da perda, um escriturário contratado no último concurso de 1988, realizado pelo Quercia, praticamente ainda em início de carreira, ganhava bem mais do que um gerente do Santander. E nós, ingênuos, pensando ganhar em Euro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Quando vi a coisa preta, procurei meus documentos, somei meus anos de coroinha e durante as férias corri atrás do Toninho Fiscal para me ajudar. Nessa data eu já contava 30 anos de serviço por conta da Folha de São Miguel Arcanjo. Tirei xerox disso, daquilo e autentiquei até o pensamento. Entretanto, tinha o malfadado pedágio criado pelo Fernando Henrique.Voltei das férias para assumir minhas funções no Departamento Jurídico, onde eu estava lotado. O Jurídico não existia mais. Era inviável para os espanhois manter departamentos similares em locais geográficamente próximos, pois havia um em Sorocaba, dois em Campinas e outro em Piracicaba. Murchavam-se as tetas rechonchudas do Governo e à revelia fui transferido para São Paulo, no 11° andar do Edifício Patriarca, onde ficava o Contencioso do Departamento Jurídico do Banco Santander. Hoje, esse edifício pertence à Prefeitura de São Paulo. Eu viajava, almoçava, pagava metrô com minhas expensas. Não existia mais as polpudas diárias, suporte que o Banespa creditava para essas finalidades. Diante disso valeria a pena queimar as licenças prêmios que eu tinha de sobejo para voltar e brigar com o INSS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Algum tempo depois, fui com meus papeis na agência da previdência social, mas não havia agenda com vaga para dar entrada no pedido de contagem de tempo. Só havia vaga para dali à dois anos. Ainda me aconselharam, dar entrada em uma agência que não estivesse com a agenda tão cheia. O INSS não estava ainda sistematizado. O meu amigo e ex-chefe, Dalmiro Francisco, hoje advogado da Afabesp, se sensibilizou com este santa-crucense e deu entrada por São Paulo. Entretanto, quando ele apresentou meus documentos e os peritos da previdência pegaram minha carteira profissional da qual eu me orgulhava, descobriram que entre de 1974 e 1975 a antiga empresa na qual trabalhei, não havia recolhido os tributos para a minha aposentadoria. Coisas de São Miguel Arcanjo! Tive vontade de chorar. Eu era registrado só de mentirinha. Ao me lembrar da integridade à toda a prova dos meus patrões, ambos já falecidos, me vinha na cabeça que o escritório contábil não havia  feito o recolhimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Pelo beneplácito consentimento do INSS eu poderia apresentar provas documentais e testemunhais. Sai correndo atrás da Perpétua, da Luiza Válio e quem mais tivesse material da época. Eu já estava tão velho que meus documentos já se consistiam em peça de museu. Assim eu me aposentei como jornalista por força da lei 5250 de 09/02/1967 a qual regulamentava a profissão antigamente. Apesar do sufoco valeu a pena. Só estou preocupado com a garotada que está trabalhando no Santander. Rumores do problema financeiro europeu, com a Espanha no meio, ouve-se algures a possibilidade dos espanhois venderem o seu banco aos “bradescos” da vida para fazer capital. Já foi assim com outro banco espanhol, o Bilbao Viscaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O que sinto mesmo dolorido no peito nestes dez anos é a falta dos amigos que se foram deixando um rastro de saudade. Gente de primeira grandeza, os quais fizeram parte da minha história de vida, como o companheiro de Banespa Carlos Alberto Garcia; meu grande mestre de violão Adalberto Tafuri; o açougueiro Zé de Almeida; o intelectual Mauro Rita, tio do Canhoteiro; o artista plástico Heitor Beranger que retratou meu pai; o amigão Benedito Brandão, meu melhor vizinho; o amigo Plínio Maziero; o Miguel Cinquenta; o Curiango, o Og e o seu irmão Ed, duas vidas ceifadas repentinamente; o amigo José Carlos Molitor, com quem chegamos até compor uma melodia juntos; o parceiro das minhas andanças na juventude pelo Turvo dos Hilários, Daniel Marchesin; o cabo Bendito Vieira; o presbítero José Ramos Gavin; outro presbítero, José Lopes Pascuine, amigo e conselheiro; meu parceiro de rádio, o advogado Renato Camargo; meu cunhado Miguel Assunção, o rei da feijoada; meu sogro José Domingues, homem de seriedade absoluta e palavras comedidas; meu cunhado Benedito do Nascimento Domingues, que muita falta faz até hoje no seio da família; o construtor João Assunção; o santa-crucense Nego de Almeida, pessoa de bondade e simpatia extremas e amado por todos; o Severino da Hora, que me cedeu este espaço; o empresário Ivo Cerqueira, com quem começamos na Folha de São Miguel Arcanjo; o Toninho Caju, grande Sanfoneiro; o Ricardo Muller; o conterrâneo João Gatto; o Luiz Carlos Filipe de Moraes; o Paulinho Bôca; o Amador Teixeira; o Pedro Xisto do taxi; o Tico França, o Ditão de Góes, do açougue... Fica no peito a saudade daquelas que se foram. Mulheres de primeira grandeza como: dona Miquelina, lá de Santa Cruz dos Matos; dona Inês Balan Maziero, dona Honória Galvão; professora Elisa Sena; Irene, a maior cantora que a cidade já teve; Cida Gorda; Telma Helena Válio; Deolinda Pascuine, a mãezona da minha igreja no Jardim Novo Horizonte, entre tantas pessoas muito amadas que se foram nesse decênio. Aqueles que se vão nos dão a certeza de que o homem é um ser só e pode se sentir só mesmo em plena multidão.Não estou meio velho para minha auto-suficiência, eu estou ainda meio novo para o futuro que me espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-604743856786852474?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/604743856786852474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=604743856786852474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/604743856786852474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/604743856786852474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/12/ruminacoes-dos-ultimos-10-anos.html' title='RUMINAÇÖES DOS ÚLTIMOS 10 ANOS               -                          Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-wVYdNhzqJx0/TvOV0tsZFHI/AAAAAAAAKW0/E4X-XFNmeos/s72-c/450px-Banespa_SP_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-553583409403999360</id><published>2011-12-14T13:10:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:33:41.448-08:00</updated><title type='text'>FIM DE ANO!       -                                                          Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3o2Unm_yjU0/TukQyBrVrFI/AAAAAAAAKWc/Dbc5ZX5YZew/s1600/Chamapnhe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="233" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-3o2Unm_yjU0/TukQyBrVrFI/AAAAAAAAKWc/Dbc5ZX5YZew/s320/Chamapnhe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Prosa com jeito de poesia. Só por ser fim de ano)  &lt;br /&gt;Orlando Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Fim de ano! Já nem sei quem sou. Nem de onde venho, nem pra onde vou. As flores que trazia no peito, dividi com as floristas da vida. Nada mais restou. Apenas sinto que vou caminhando, como se estivesse vagando na busca de mim mesmo ou de uma ilusão perdida. Ah! Ilusão desvanecida.  Sigo ao encontro comigo mesmo levando a alma ferida. Saudosa de manhãs de outrora e madrugada colorida. Coisas belas que o tempo levou. Já nem sei quem sou nesta carência. Num turbilhão de horrores, vou vivendo por viver na epidemia da violência, Coração descrente de todos os amores. Já nem sei quem sou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Fim de ano! Mais um circulo se fecha em desengano.O plano que tracei num instante se desfaz. Viver ou morrer, agora tanto faz. Na mente a fantasia colorida dos sonhos que sonhei ao longo desta vida. Já nem sei quem sou... É fim de ano de um pobre sentimento que se desvaneceu no véu do esquecimento. A vida é para ser vivida nua e sem adorno. Uma estrada só de ida, sem nunca haver retorno. Assim passaram meus anos de pequenino e hoje na lembrança o repicar do sino. É o toque da esperança de sempre ser menino. A meia noite é viver na solidão do agora. Nunca houve amanhã e nem amanhecer. O tempo é de quem chora a angustia de viver a dor da solidão que nunca vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A cidade se enfeita novamente em cada esquina. De onde vem esta saudade de uns olhos de menina? Sorriso de boneca, alma cristalina. Oculta na vidraça enquanto o ano novo, explode-se em luz embriagando o povo. Assim sempre foi e assim será por certo. Apenas quero a luz daquele olhar bem perto, enquanto a festa continua lá na praça, eu fito os olhos meigos escondidos na vidraça. O velho se faz novo numa ilusão constante, um engalanar-se de falso brilha nesse instante. Luzes coloridas, como se a vida fosse, de agora para em diante suave e sempre doce. Como se no fechar de mais um ano tudo se renovasse... E o roto ser humano, a dor mais doída de sua alma aplacasse, e assim jamais vivesse no amargo desengano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Já nem sei quem sou, nem sei o que faço. Sei que a minha alma anseia por abraço. Desde quando trazia na mente um arsenal de plano. Hoje em meus dias são iguais é sempre um fim de ano. Sou mescla rara do último sonhador que palmilhava a vida em busca de um amor. Depois de tanto caminhar pelo deserto da alma abandonada descobri, um árido sentimento no rumo dessa estrada, que por mais longa que seja sempre leva ao nada. No meio dessa estrada a dor de uma saudade que no passar dos anos tornou-se realidade. Hoje já nem sei quem sou nesta corrida para pegar o último trem que passa pela vida, além do horizonte onde ao longe onde se vê despida, a manhã de purpurina de encanto enternecida. Ah! Manhã que sonhei voar no meu corcel alado, em busca do castelo azul do meu reino encantado, onde repousa a eterna primavera. Por certo envelheci na triste longa espera! Ah! Voar, voar... Transfundir-se no infinito do meu sonho dourado, sentir o beijo da brisa num céu todo bordado. Viver, viver triste quimera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Já nem sei quem sou... é fim de ano! O início de um sonho ou o findar de um plano? No céu a mesma lua de tanta serenata me espera nesta rua. Não cantarei mais para a mulher ingrata extenuante e nua. Nem tampouco oscularei a imagem sua. Lua que osculou nos meus cabelos, tristonha e timorata. Até os branquejarem com beijos cor da prata. O troféu da solidão. Noites de ilusão a cantar para quem nunca viu a lua, nem a sua luz prateada que eterna continua, a iluminar meu pulsante coração. Venho de noites e madrugadas que o tempo resguardou. De noites enluaradas que a alma resgatou. E nesse doido encanto meu, venho das madrugadas antigas que o tempo hoje esqueceu. Passageiros toda essa gente sem ternura que segue sua própria sombra no templo da amargura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Quem conta as contas e reconta é escravo do fracasso. É presa enredada no seu próprio laço. Ainda é tempo e o amor é eterno. Porque multiplicar a sordidez do inferno? Deixe a dor ir se embora, deixe a lágrima fluir... Porque somar? É fácil dividir. E divertir! Já naveguei por águas puras de uns olhos cristalinos, quebrantei corações com meu verso antigo, tracejando meu destino. Vamos amar pela vida neste viver que é castigo, Mas o tempo passa e a vida corre lá fora. Já nem sei quem sou. Ou sou resto de um passado que o tempo não levou. É ano novo. E preciso navegar na vida que restou. Naveguei mares sem fim no oceano do querer e hoje carrego no peito a pena de padecer. A angustia quer me matar, mas eu preciso viver. Abrace a doce ternura de tristeza que há em mim, alivia-me com um abraço essa dor que não tem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Foi no sol da minha vida que há muito tempo findou. Este chão era pequeno, era o meu mundo sereno que um vendaval carregou. Que vale agora, um novo romper do dia, ver na praça rebeldia de arruaceiros sem razão? De que adianta agora ver o sol se levantar? Uma manhã sem aurora igual a tantas raiar... Aqui dentro do meu peito, aconchegado com jeito, no bojo do violão. Guardo em mim nova esperança desde os tempos de criança. Aqui minha história encerra. Já nem sei quem sou, estou mudado, mas eu tenho desejado que melhore a minha terra. Não só por ser ano novo, tempo de reunir o povo, ali na frente do Paço. Quando a chave da cidade contradiz com a realidade eu sem poder fazer nada. Então pego a minha viola, uma moda me consola eu ponho meu pé na estrada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-553583409403999360?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/553583409403999360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=553583409403999360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/553583409403999360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/553583409403999360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/12/fim-de-ano.html' title='FIM DE ANO!       -                                                          Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3o2Unm_yjU0/TukQyBrVrFI/AAAAAAAAKWc/Dbc5ZX5YZew/s72-c/Chamapnhe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-2237608560551838647</id><published>2011-12-11T07:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:34:11.471-08:00</updated><title type='text'>MEU IRMÃO, EU E O LIVRO DO CASSIANO VIEIRA  -       Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3JpFX4qnGdc/TuTLXkt1o1I/AAAAAAAAKWE/Kkeye61bAcw/s1600/cassiano.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-3JpFX4qnGdc/TuTLXkt1o1I/AAAAAAAAKWE/Kkeye61bAcw/s320/cassiano.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Orlando Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não sei por quanto tempo ainda tenho de explicar a mal fadada piada do Cassiano Vieira escrita no jornal “Tapixi”, de 1976 criado pelo Miguel Arcanjo Terra, o “Miguelzinho do Trincheira”, em campanha a favor do Zaga, a qual foi parar no livreto “Causos do Cassiano Vieira” publicado pela Casa do Sertanista, através Editora Trombetti. Tanto que em agosto de 2010, quando recebi um exemplar da obra, escrevi com o bom humor de sempre a minha rápida passagem pela prefeitura, cujo cargo nunca foi aprovado pela Câmara. Nunca fui levado à administração pública pelas mãos do Cassiano nem quando ele era o eterno vice-prefeito. Fui convidado e guiado  com aval dos vereadores Orlando Rosa e Roque Mariano num acerto em abril de 1975 na casa do prefeito José França, em reunião com uísque “Passport”, mesmo na Semana Santa. O Roque sabia do meu trabalho como redator do seu jornal, a Folha de São Miguel. O Orlando Rosa me conhecia desde menino, e está ai forte rijo para confirmar o fato. O problema é que nesse contexto (o que está dentro do texto) da fala do saudoso vice-prefeito, a quem a minha família reconhece até hoje amizade, o carinho e os favores (tanto que Cassiano era padrinho de casamento do meu pai) tem muita mágoa política. Nós éramos do MDB. Apoiávamos o Gijo Válio, com quem fundamos o partido. Cassiano Vieira era o prefeito em exercício. Foi um dos primeiros a desqualificar o objetivo da juventude na criação de um partido diferente das duas Arenas existentes. E no inicio do ano da eleição de 1976, Cassiano resolveu se debandar para o lado do Zaga, preterido pelos seus companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Jamais dei importância às piadas ferinas do Cassiano. Principalmente quando ele textualmente dizia que me contrataram para “falar bem” do prefeito. Ora, ele como velho jornalista do tempo da “Razão” e do “Progresso” na década de 20, inclusive dono de um semanário naquele tempo da política velha, sabia melhor do que ninguém que jornalista não é pago para falar bem, mas para noticiar a verdade. Agora, se o velho Cassiano dizia que eu falei mal do prefeito era porque, com certeza, alguma coisa errada o alcaide havia feito e não me valia à pena ser cúmplice. Mas isso nunca houve. Nunca fui nomeado para Relações Públicas. E, realmente eu não falo com ninguém, como diz o texto. Principalmente com quem não conheço. Fui, teoricamente, contratado para escrever e não para falar. O “xiru das falas”, como diz o gaucho, naquele tempo era o Toninho Fiscal, sempre bem relacionado com o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Nossa! Gente, quanta falta de assunto para escrever na cidade em pleno século XXI! Ter de voltar no tempo porque a imprensa está rapada de pauta. Essa história da qual o livro de causos se refere foi escrita no jornal satírico-político Tapixi em 1976, portanto à 35 anos. De vez em quando, por falta de um tema mais profundo, o assunto vem à tona. Nunca fiquei chateado pela gozação à meu respeito. O que calou fundo no meu coração até hoje, foi ver a tristeza e a decepção dos meus pais pelo desrespeito no tratamento do ser humano. O deboche à uma família que devotava ao autor do texto, total apreço, e este, sem subterfúgio algum citava termos desbragados na tentativa de ser engraçado, como “a parentaiada fica brava”incluindo meu irmão que não morava mais na cidade e não podia se defender do seu argumento que dizia: “...Ele está no Cruzeiro do Sul e é importante, mas nunca apareceu o nome do coitado...Dizem que ganha um milhão e oitocentos lá no Cruzeiro, porque é adjunto, auxiliar de diretoria, etc, e tal...” E ele era. Meu pai ficou tão triste. Naquele mesmo dia peguei um exemplar do Tapixi, e fui bater na casa do Cassiano e na do João Ortiz onde o Miguel Arcanjo Terra estava hospedado. Não teve ora viva do Cassiano que me convencesse. E por isso ele colocou a culpa toda no redator do semanário. O jornalista, entretanto, “copiou ipse litere” e gravou em fita cassete a fala e o jeito do velho político se comunicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Cassiano Vieira fez parte da nossa vida e da nossa família. Foi numa das casas dele, em seu imenso quintal onde começamos nossas vidas e até montamos o famoso cirquinho do qual a cidade inteira até hoje se lembra. Foi num aparelho de alto falante dele, numa campanha do Partido Democrata Cristão que falamos pela primeira vez num microfone. Tínhamos-lhe tanto carinho que nunca mencionamos na imprensa, em tempo algum, a sua mania de engatar marcha-ré no carro sem olhar para traz, resultando uma tragédia imensurável. O meu irmão esteve “par i passu” junto dele, como sua testemunha, quando as hostes adversárias o processaram criminalmente pelo acidente de seu filho Zuta em carro oficial da municipalidade num domingo no tempo em que ele ocupava o cargo de prefeito, logo após a morte de Nestor Fogaça. Nem foi questionado, pelo carinho que tínhamos e pelo respeito às cãs de sua velhice, o fato do Zaga não aceitá-lo como companheiro de partido. Por isso, não teve alternativa ao velho, senão a de engajar no MDB do seu sobrinho Gijo Válio, por ordem e prestigio de José França, na tentativa de arrebanhar seus votos antigos para o jovem empresário Jaime Tozzo. Tudo isso aconteceu lá em 1976. Viu como está faltando assunto em São Miguel Arcanjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O velho Cassiano morreu uma semana antes do meu casamento, em  julho de 1980, nos deixando uma saudade profunda e uma gratidão muito maior. Não só pelo fato dele ter nos estendido à mão. Como eu gostaria que ele tivesse me visto locutor de rádio, comandando o programa de maior audiência na região de Sorocaba. Ou então, como apresentador de jornal de TV. Essa tal arte de falar foi coisa praticamente repassada à mim por ele. E se o velho me visse falando em público para muito mais gente do que na festa do padroeiro, ou primeiro de janeiro? Foi com ele que aprendi a não ter medo do público. Quem esteve no Bernardes Júnior no Festival Lollo Terra no dia 30 de outubro, pôde observar o resultado da lapidação do trabalho de comunicação que o velho Cassiano nem sequer imaginava estar realizando em mim. O meu irmão, depois do jornal Cruzeiro do Sul, fundou a primeira revista da região de Sorocaba, chamada “Análise”, foi diretor do “Manchester News”, fundou o jornal “O Regional”. Como assessor de imprensa ficou vinte e um anos na prefeitura de Ibiúna, terra do Quinzote, do Carlão e do Una. Até agora não lhe perguntei se foi por profissionalismo, ou porque falava bem do prefeito que ele permaneceu por lá tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Esse assunto me remete àquela São Miguel Arcanjo da politicalha de ontem, sem ideologia e provinciana de tudo. Ruas descalças, com muares puxando carroça na limpeza pública. Valeta para escoar água da chuva e o jornalista tendo que escrever sobre qualquer ponte velha reformada e pintada pelo Lauziro de Almeida. Escrever também sobre a moto-niveladora reabrindo um caminho tomado pelo mato, ou o pedregulhamento da estrada São Miguel à Pilar do Sul, ou mesmo São Miguel à Sete Barras. Não se podia escrever sobre as estradas rurais intransitáveis em tempo de chuva. A manchete era sempre sobre os cofres públicos abarrotados pela arrecadação de impostos. Isso, Cassiano não contou no jornal “Tapixi”, por isso o Miguel Arcanjo Terra, o Miguelzinho do Trincheira não escreveu, pois ele não viu essa realidade porque foi embora muito jovem, guardando em sua memória apenas o inesquecível Tapixi, patrono do seu jornal, hoje um importante nome de rua na cidade. Agora, depois de muito tempo, me sentindo paladino da verdade pergunto a mim mesmo se escrever isso tudo é falar mal? Por essas e outras que eu fico sempre com um pé atrás quando penso em voltar pra minha terra. Será que a mentalidade do povo evoluiu, ou ainda está 35 anos atrasada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-2237608560551838647?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/2237608560551838647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=2237608560551838647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2237608560551838647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2237608560551838647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/12/meu-irmao-eu-e-o-livro-do-cassiano.html' title='MEU IRMÃO, EU E O LIVRO DO CASSIANO VIEIRA  -       Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3JpFX4qnGdc/TuTLXkt1o1I/AAAAAAAAKWE/Kkeye61bAcw/s72-c/cassiano.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-5811908905265455084</id><published>2011-12-10T06:31:00.000-08:00</published><updated>2011-12-10T06:31:26.345-08:00</updated><title type='text'>SÃO FRANCISCO, A BÍBLIA, PRETA GIL, ZEZÉ DE CAMARGO E LUCIANO.ÊTA "CURTURA" PAI D'ÉGUA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lhtIcQdBQBI/TuNtGzlWwfI/AAAAAAAAKV4/ZQ0rhcCrXRw/s1600/franciscodeassis.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="178" src="http://3.bp.blogspot.com/-lhtIcQdBQBI/TuNtGzlWwfI/AAAAAAAAKV4/ZQ0rhcCrXRw/s320/franciscodeassis.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Amigos:&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Ontem presenciei um crime cruel contra a cultura geral no Vídeo Show. A Preta Gil, o Zezé de Camargo e Luciano disseram em alto e bom som para o Brasil inteiro ouvir que Francisco é um nome bíblico. Se vc pegar a bíblia em qualquer versão literária, de capa a capa não encontra um Franciscon nem pra remédio, Cisco, voce encontra. É aquilo que temos de tirar dos nossos olhos, conforme diz o livro sagrado. Triste mesmo, e sem perdão é o ato profano e herético de ver e ouvir "Os dois Filhos de Francisco" e a Preta Gil, filha do ex-ministro da cultura (e meu ídolo no tempo da repressão), a qual tem um filho também chamado Francisco não saberem, nem por conta de uma rápida passada de olhos num almanaque ou revista de palavras cruzadas, que Fracisco é um chamamento nominativo medieval que quer dizer "o que veio da frança" -"Francesco"-no latim-e Franchesco em Assis, onde o "poverello" viveu e se tornou santo. ´Não resisti e Mandei esta para o You Tube onde a pérola de cultura está gravada: "...E tem gente que segue ao pé da letra esses bucéfalos como se fossem os ícones da sabedoria. Essa é a cultura geral do brasileiro.Só se houver uma bíblia escrita só pra eles, tendo um Francisco como personagem porque naquela, cuja hoistória é universal não tem."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                                                                                                 Abs&lt;br /&gt;                                                                                                               Orlando&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-5811908905265455084?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/5811908905265455084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=5811908905265455084' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/5811908905265455084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/5811908905265455084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/12/sao-francisco-biblia-preta-gil-zeze-de.html' title='SÃO FRANCISCO, A BÍBLIA, PRETA GIL, ZEZÉ DE CAMARGO E LUCIANO.ÊTA &quot;CURTURA&quot; PAI D&apos;ÉGUA'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lhtIcQdBQBI/TuNtGzlWwfI/AAAAAAAAKV4/ZQ0rhcCrXRw/s72-c/franciscodeassis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-489261802940868459</id><published>2011-12-03T08:13:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:35:10.466-08:00</updated><title type='text'>EU, O CAVALEIRO DA TRISTE FIGURA!  -                       Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Z3NiZ94LyAs/TtpKZngu7fI/AAAAAAAAKUM/5n3j2qk6uI8/s1600/D_-QUIXOTE.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="232" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z3NiZ94LyAs/TtpKZngu7fI/AAAAAAAAKUM/5n3j2qk6uI8/s320/D_-QUIXOTE.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Orlando Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O meu nome é “personagem” e moro na cabeça ôca ou louca desse pseudo cronista que assina aí “in riba” por mim, como o nome de Orlando Pinheiro. Nos anos 70, acho que por timidez ou vergonha ele usou o pseudônimo de Germano Garcia Neto. Era outro personagem. Como personagem, posso ser assexuado, homem ou mulher. Um de cada vez, mas nunca intermediário porque eu sou personagem, obra da criação de uma idéia. Personagem vem da palavra “persona” que em latim quer dizer máscara. As personas eram aquelas máscaras que representam o símbolo do teatro. Uma tem a boquinha sorrindo e a outra chorando, significando drama e comédia.  Hoje, aproveitei uma cochilada do dono da cabeça que criou esta Rápidas, que já não são tão rápidas para falar um pouco de mim. Esta cabeça onde vivo, quando chega final de ano fica meio fora de órbita. Por isso, fica sem tempo para alimentar meu ego. Eu entendo. Fim de ano endoidece qualquer um!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Na minha condição de personagem não devo jamais inspirar piedade. É verdade que tenho queixumes, tristezas e angústias. Em certos momentos da vida a angústia da solidão me sufoca. Entretanto, tem vez que preciso ser sagaz e esperto. São quando acontecem os surtos criativos do meu autor, mas que passam tão rápidos como chuva de verão. Muitas idéias geniais, criações sensacionais estão encerradas num caderninho onde ele anota tudo. Nada de valor. Apenas risco e rabisco que nem quer dizer Francisco. É ele que costumar dizer: “o pau que bate em Chico não bate em Francisco”. Eu, pobre personagem, ao longo do tempo já fiquei guardado num gravador de fita cacete, num gravador de rolo e depois num CD. O caderninho, ali, sempre do lado. Vai que de repente surge uma idéia genial. Quantas vezes eu o vi levantar no meio da noite para anotar um sonho extraordinário, mas que no amanhecer do dia seguinte era descartado. Como personagem sou um sobrevivente das bravatas, arroubos e heroísmo para olhos iluminados e rostos meigos de moças em profusões. Com o tempo isso foi passando.  Agora, tudo não passa de um relicário de recordações na base do “tantas fiz, mas agora tanto faz”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Ao longo dos anos, eu, personagem fui criando uma carapaça protetora para agüentar melhor as oscilações de humor do meu autor. Sina de quem mora dentro de uma cabeça de um sonhador que gosta de passar para o papel tudo que idealiza, mas depois se apaga feito fumaça no ar. Esse tipo de gente nunca tem sossego. Tive que descobrir isso na marra. Observando alguns rabiscos do caderno desse colunista, tudo se revela como o negativo em preto e branco de diversas fases de sua alma aflita. Um dos momentos de profundo êxtase está num dos seus livros, quando ele escreve sobre os olhos cansados do seu pai, como se fossem os mesmos olhos do Cristo do lenço da Verônica estendido ao povo na Semana Santa. É profunda ternura quando ele memoriza Santa Cruz dos Matos e isso faz verter água viva dos seus olhos opacos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Se eu fosse falar da minha vida de personagem, daria uma romance com centenas de capítulos diferentes. O dono dessa cabeça já guarda nas suas coisas pastas e mais pastas da coluna “Rápidas” já publicadas, creio que desde 1977, quando entrei na vida dele. Fora isso, imaginem o que tanto ele guarda. Textos de radio novela que nunca foram ao ar, peças de teatro jamais encenadas. Ah! E os sonetos do caderninho dele! Muitos foram feitos em mesa de bar, como fazem todos os poetas boêmios. Entretanto, a única coisa que esse poeta bebia era água mineral. E entrava em transe... Não é coisa de louco?  Eu, personagem, já substitui, como um ator coadjuvante, musas inconfessáveis de poemas recheados de segredos e nomes impronunciáveis. Quando ele se casou pensei que a coisas tomavam seu rumo, mas não tomou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Às vezes tenho a impressão de que seus textos são feitos num momento febril. Eu explico: Muitos personagens, tal como eu, também entraram e ficaram para sempre na sua vida e de vez em quando afloram em forma de saudade. Quando escapa um desses personagens saudosistas, aí o bicho pega! È quando ele deixa o caderninho de rascunho e procura ansioso pelo violão empoeirado, de cordas enferrujadas como seu sentimento de velho moço e descerra no peito a rubra cortina do tempo que já teve seu tempo em forma de um coração. Então ele estreita no peito sua musa com ansiedade e sofreguidão.  Lembro-me de certa vez, quando ele rabiscando uma canção dizia ter roçado os dedos rudes na roupa suave de tão esquiva dama. Idiotice dele! Musa é sempre esquiva... Musa foge sempre! O seu estado de graça dura tão pouco e para não fugir do lugar comum, ou quebrar as regras da vida que foi escrita para ser vivida, ele garante a minha sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não pretendo ser um personagem ranheta na mente de um autor. Longe de mim ser rancoroso ou indiscreto. Gosto por demais desse santa-cruzense e da sua simplicidade de gente simples da roça. Eu gostaria de saber capturar musas para dar-lhe de presente, mas não sei nem por onde começar. Uma vez pensei que fosse da mesma maneira como se caça borboletas, mas me disseram que elas têm o mesmo encanto do arco-íris, que encanta a alma, embeleza a paisagem, mas a gente jamais sabe se ele existe mesmo, ou é apenas uma ilusão de ótica que na realidade não passam de respingo de chuvas. Arco íris então, deve ser de respingo colorido de lágrima de poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não posso deixar de constatar que os livros o despertaram, principalmente determinados trechos de D. Quixote e assim a sua vida foi se cobrindo de paginas e mais páginas que se estenderam por anos e anos de leitura devoradora e fatigante. Vejo que nas conversas do meu autor e nos seus textos  ele sempre tenta passar uma esperança nova, coisa que nem sempre consegue, pois muitas vezes ele não tem nem para si um pouco dessa esperança que oferece. Não que ele seja mentiroso e promesseiro. Não, por favor. Não me interprete mal. Ele é um autor conciso. Ele é vitima da sua fúria criativa e pertence ao grupo dos grandes sonhadores. Por isso, eu, seu personagem, ao longo desse tempo, já tomei para ele todas as formas e cores. E nesta cabeça vou vivendo. A única coisa difícil que me incomoda, é que não é fácil, aliás, nunca foi simples acompanhar o ritmo da batida do seu coração. Sem pedantismo. Eu sou um personagem, entre tantos que essa cabeça criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-489261802940868459?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/489261802940868459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=489261802940868459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/489261802940868459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/489261802940868459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/12/eu-o-cavaleiro-da-triste-figura.html' title='EU, O CAVALEIRO DA TRISTE FIGURA!  -                       Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Z3NiZ94LyAs/TtpKZngu7fI/AAAAAAAAKUM/5n3j2qk6uI8/s72-c/D_-QUIXOTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-8298126718388077098</id><published>2011-11-26T07:02:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:35:50.978-08:00</updated><title type='text'>MUDOU O NATAL OU MUDEI EU?   -                                Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Z3iRBghUzvs/TtD_VjCjN-I/AAAAAAAAKPU/j6GVr5TZwcg/s1600/papai-noel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="261" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Z3iRBghUzvs/TtD_VjCjN-I/AAAAAAAAKPU/j6GVr5TZwcg/s320/papai-noel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Eu sou uma pessoa que detesta Papai Noel. Como já disse antes, ele deve ser pai dos comerciantes donos de shopping e se alimenta de juros de cartão de crédito. Tente andar num shopping num mês de dezembro e fique louco. Lá você encontra de tudo que é ilusório, mas compromete profundamente sua paz de espírito. Logo, o Natal transformou-se em virose. De uns tempos para cá, até o bom velhinho se transformou em velho safado. Substituiu a bonachona Mamãe Noel por umas garotas de pernas grossas e longas, todas dentro de uma mini saia ultra-minúscula. Cada uma mais linda que outra. Tá certo ele em trocar aqueles gnomos e duendes horríveis por essas beldades voluptuosas. Não tem pai que não leve o filho tirar uma foto com Papai Noel, só pra disfarçar. Eles querem fotografar mesmo as ancas de potrancas das chacretes do velho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Sou uma pessoa de esperanças vãs, daquelas que acreditam que os erros podem ser corrigidos e os pecados perdoados no decorrer de um ano para o outro. Só não acredito na magia do Natal e nem por isso quebrei a cara. O Natal para mim (e um bando de gente que pensa como eu) era um tempo de reflexão e perdão. Hoje é tempo do cidadão quebrar a cara e se chafurdar no lodaçal da sua própria angústia, disfarçando de alegria. Afivela-se uma máscara de felicidade e sai tomando todas. O Natal tornou-se um misto de religião, comércio e trapalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... “O Natal vem vindo/vem vindo o Natal...” diz a musiquinha da Coca-Cola, o refrigerante tão popular quanto Papai Noel. Para se ter uma idéia das maquinações diabólicas do alto merchandising, a Coca detém a exclusividade da imagem do bom velhinho. Cada vez que seu neto senta no colo de um vovô caracterizado num Shopping qualquer, a indústria de refrigerante mais famosa do mundo ganha um dólar. É pouco ou quer mais? O Natal chegou faz tempo! Lá pelo mês de setembro já era possível ver enfeites natalinos expostos em algumas lojas. Sinceramente isso é um mercantilismo devasso. Eu sou da geração de quando Papai Noel e sua troupe apareciam depois do dia de finados nas lojas e shopping de todas as cidades. E cada cidade queria armar uma árvore de natal maior do que a outra só para virar atração turística. Então estava pronto hospício natalino, legitimo templo do deus gastança, o qual nada tem a ver com um menino nascido em Belém da Judéia, o filho de um carpinteiro que com sua eloqüente simplicidade transformou o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E as montanhas de panetones dos hipermercados? Tem a ala dos panetones dos ricos e dos panetones dos pobres. O dos pobres vem envolvido apenas num papel celofane impresso “Feliz Natal”.  Festa das desigualdades! Neve artificial, enquanto o mês de dezembro explode em calor lá fora, onde não tem ar condicionado e nem sequer uma brisa para amenizar a temperatura. Natal hoje é sem dúvida, uma sólida indústria. E não adianta tentar esclarecer quem quer que seja sobre isso porque a lavagem cerebral já foi feita. De vez em quando há quem se lembre de uma tal Missa do Galo que a saudosa vovó não perdia de jeito nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Uma promoção para festa natalina com o intuito de incrementar o comércio para iludir o povo, nunca vem sozinha. Há recrutamento de homens, mulheres e crianças. Os mais gordos fazem o papel de Papai Noel, as crianças para sentarem no colo do personagem central e as mães para multiplicarem a histeria coletiva. Há sorteio de carros, viagens e às vezes até lancha. Para mim, bastaria ser sorteado com uma das belas assistentes do bom velhinho, mesmo que fosse usada, já no finzinho da festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Sempre ouvi dizer que o homem se torna sábio à medida que envelhece. Acho que isso só acontece com os outros, pois penso que estou mais implicante com relação a determinadas coisas que tentam nos impor goela abaixo, tal como essa cópia fidedigna da idiotice americana. Estamos nos idiotizando no artificialismo à medida que o tempo passa. Isso é irreversível. Seguramente, não é o que acontece comigo, caipira autóctone de Santa Cruz dos Matos que não consegue ser manipulado pela mídia. Não vejo encanto nas trapaças da árvore de natal, nos panetones, nos perus nem na neve artificial. E não é porque eu estudei de sobejo, anos a fio, a vida de Jesus, e nem pela certeza concreta que a ciência dispõe de que ele não nasceu em 25 de dezembro do Ano I, que eu penso assim. Ora, se o corpo sente o peso dos anos a alma também se evolui, o espírito se ilumina e busca pela paz que é a única e verdadeira essência do Natal. Essa paz só se consegue no convívio com os seus, fazendo do seu lar um presépio e do coração uma manjedoura para abrigar esse menino que insiste em morar no nosso coração vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Hoje não precisa de muito tempo para o ser humano assimilar uma mudancinha qualquer. Pode ser até implicância da minha crescente rabugice. Sou do tempo em que Natal era uma festa cristã, XPTMAS (Cristmas do grego). A língua inglesa transliterou Cristmas e não o traduziu, tal como na língua portuguesa. Hoje o que se vê é uma grande contradição. O menino da manjedoura está totalmente esquecido pelos “homens de boa vontade”(o Eudokai- mais grego), num presépio antigo que nem é mais observado pelos que chegam e se embriagam em nome de um hediondo velho barbudo, arremedo de efebófilo, enclausurado em diabólicas roupas vermelhas. Papai Noel é para mim um ator canastrão, mero coadjuvante da idiotice humana. Ele é o Rei Momo fora de época. E isto não é uma analogia estúpida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-8298126718388077098?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/8298126718388077098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=8298126718388077098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8298126718388077098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8298126718388077098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/11/mudou-o-natal-ou-mudei-eu.html' title='MUDOU O NATAL OU MUDEI EU?   -                                Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Z3iRBghUzvs/TtD_VjCjN-I/AAAAAAAAKPU/j6GVr5TZwcg/s72-c/papai-noel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-2085763979569496818</id><published>2011-11-21T05:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:36:18.458-08:00</updated><title type='text'>MINHA CIDADE PEQUENINA, MEU PEDACINHO DE CHÃO -    Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5Hqob0skJqg/TspXrKkCjrI/AAAAAAAAKPI/0pUfKrTKZo0/s1600/cinema.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-5Hqob0skJqg/TspXrKkCjrI/AAAAAAAAKPI/0pUfKrTKZo0/s320/cinema.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Vivemos num mundo assoberbado pela ganância e pelas coisas fugazes. Nossa gente, o povo da pequenina São Miguel Arcanjo está inserida nesse conceito deste tempo avassalador. O materialismo assoberba o mundo e o mundo está se debatendo numa enorme crise financeira sem precedentes, desde o pequenino Grécia, até os Estados Unidos, considerado o país mais poderoso da terra. Os homens do poder, desde o alto escalão até os mandantes das cidades mais simples se enchem de dúvidas. Há cúmulos e nimbos no firmamento universal. Estamos numa completa mutação. Mudam-se as nações, muda-se o homem, mudam-se as instituições. E nesta terra, porque é que as coisas não mudam? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A violência e o desrespeito imperam por aquitambém, na minha cidade pequenina; no meu pedacinho de chão tentando sobrepujar o direito e a razão. Esse é o retrato atual, o triste panorama da realidade de hoje. Olhamos em volta e o nosso futuro é feito de incertezas. É necessário que a consciência das pessoas se encaminhe para o equilíbrio entre o direito e a moral, repudiando todas as atitudes às avessas e atos contrários aos anseios do povo, principalmente dessa gente humilde que amanhece na portas dos Centros de Saúde, ou mendigam uma ambulância.. Faz-se urgente o combate a corrupção em todos os níveis, assim como frear a conduta violenta dos nossos jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Ocultas nessa ganância que se generalizou neste chão verde-amarelo, ainda é tímida a ação de combate às drogas, da pedofilia e da exploração da prostituição infantil. Sob o manto do consumismo, gera-se violência, dando ao homem a compreensão mesquinha do seu destino triste, tendo diante de si apenas uma perspectiva exclusivamente materialista: ter para poder. E poder para aniquilar! Essa filosofia matou a solidariedade e por isso, todos nós, ainda jovens, já estamos sofrendo de solidão e tristeza. Uma dor angustiante que a gente não sabe dizer como é, mas que se definiu para melhor entender como “depressão”, oriunda de causas múltiplas. A solidão de um destino individual!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O desequilíbrio social e econômico, com enormes concentrações de riqueza contribui para a progressividade da violência. Certos indivíduos pessoas, extremamente materialistas buscam somente o acúmulo de riquezas, relegando ao descaso o potencial humano e o caráter das pessoas, ignorando que a pobreza de muitos é a conseqüência do bem que está na mão de poucos privilegiados e por isso não vêem o perambular sem destino de muitos, como escórias da sociedade, principalmente nos centros urbanos de pequeno porte onde a oportunidade e a escassez de emprego é muito mais acentuada.Eu tenho saudade de São Miguel do meu tempo. Uma cidade pobre até não poder mais,mas sobretudo humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Por outro lado, muitos homens procuram a perfeição. Como ela não é possível, se frustrando. Outros buscam a auto-suficiência. Quando erram prosseguem altivos aprimorando a própria existência. Quando vencem são invejados ou tornam-se vitimas de boatos, mas não se curvam. Continuam batalhando pela dignidade pessoal e pelo bem comum. Eu, particularmente acredito que o melhor fruto da profissão de jornalista é o aprendizado adquirido com a observação dos fatos. No garimpar de histórias observamos o comportamento do ser humano e o processo de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Estamos num tempo de crise e de transformação. Como filho desta terra queria que essa transição não fosse o triste retrato em preto e branco de uma juventude desperdiçada à beirado caminho perdida na droga, enquanto outros mergulharam a existência no álcool num caminho sem volta. São os dedos hirtos da miséria de espírito sobre a essência humana esse desenrolar dramático e repetitivo em todo o país. Parece que estamos perdendo a luta quando observamos belas adolescentes entregues às futilidades da vida com uma latinha de cerveja na mão em busca de um rodeio onde os peões “beijam muuuiiito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Parece que perdemos nas últimas décadas a oportunidade de desenvolver grandes projetos nas diversas áreas da cultura, como teatro, música os quais poderiam ser patrocinado pela Prefeitura ou por entidades empresariais, mas parece que ainda predomina a filosofia de estancar a bica e fechar a torneira porque essas coisas não dão voto e por isso foi bem melhor colocar uma pedra em cima dos ideais. É tempo de transformação. Mais que isso... Já é outra vez, tempo de eleição. Vamos correr atrás do prejuízo e mudar de vez a fisionomia do município?&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-2085763979569496818?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/2085763979569496818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=2085763979569496818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2085763979569496818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2085763979569496818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/11/minha-cidade-pequenina-meu-pedacinho-de.html' title='MINHA CIDADE PEQUENINA, MEU PEDACINHO DE CHÃO -    Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5Hqob0skJqg/TspXrKkCjrI/AAAAAAAAKPI/0pUfKrTKZo0/s72-c/cinema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-7336144928574767295</id><published>2011-11-13T11:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:37:55.044-08:00</updated><title type='text'>HOMO O QUE?   -                                                           Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KRTw_v9leqI/TsAYhsYunEI/AAAAAAAAKNU/oCQLy89w6co/s1600/ponto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="224" width="225" src="http://3.bp.blogspot.com/-KRTw_v9leqI/TsAYhsYunEI/AAAAAAAAKNU/oCQLy89w6co/s320/ponto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Com essa onda de homofobia e até casamento homossexual fico de queixo caído observando que o Brasil surpreendeu o mundo nos últimos trinta anos, não só por tirar 28 milhões de brasileiros da pobreza e levar 36 milhões para a classe média. A ascensão social de tanta gente não diminuiu a desigualdade social como ampliou o número de pessoas condenadas à prisão. Tanto que há poucas vagas nos presídios. Existe o cordão de pessoas na fila de espera para conseguir uma boquinha na pensão do governo. Uma boa quantia por falta de pensão alimentícia. O individuo se acasala com a primeira que aparece, dá umas pingoladas bem dadas e quando os filhos aparecem como uma responsabilidade real dá no pé... Cadeia pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Há tantos criminosos soltos que nem foram ainda pegos. Há criminosos que nem sabe que o são, tais como os sangradores de cavalo em arena para o povo aplaudir. Estes nem foram condenados, porque numa cidade pequena como a nossa a conivência de pessoas importantes corroborando com crime na certeza de que é uma simples diversão. Assim foi com a briga de galo até a lei se tornar mais rigorosa,  Esses pessoal que se diverte solto por aí precisa ser pego  e condenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Político que pratica o tal crime do colarinho branco correm n busca de um alvará que lhes garante uma vaguinha no sistema penal em uma cela menos deprimente com permanência e mordomia paga por todos nós. É difícil de acreditar mas um preso incomum como um corrupto custa muito mais para o governo do que a manutenção de um bandido comum em cana. Assim sendo, o futuro do Brasil não está na assistência mantida pelas bolsas sociais do governo ou na cadeia. Os direitos individuais e os direitos humanos do cidadão garantem isso. Já é tempo de se pensar numa bolsa cadeia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Mas iniciamos inicie esta prosa falando sobre o grupo de homo preferência, seja lá qual for e divagamos num vôo rasante pelo sistema penitenciário para onde vai o cidadão que de agora em diante resolva fazer gracinha com esse grupo amparado pela lei. Preconceito e campanhas antipreconceito estão na moda. Vivemos um tempo onde tudo é moda. Só a moda de viola está perdendo espaço para o batidão e o sertanejo universitário, o que me faz sentir cada vez mais um caipira autêntico com mestrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Estamos tão acostumados com manias e obsessão passageira. Nos meus escritos sempre procurei me despir de qualquer ranço e me despir de qualquer preconceito, seja contra a péle, cor dos olhos, cabelos extravagantes, baixinho, gordo, pessoa menos inteligente, ou aquelas que tenham qualquer defeito físico ou problema mental. Espichei minha compreensão até no jeito das pessoas se amarem. Mas o maldito preconceito está entranhado no ser humano. Faz parte da sua natureza perversa. É uma coisa que surge do nosso desconhecimento com o diferente e por isso, exige de nós muito esforço para ser vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não acredito em campanhas oficiais, orquestrada pelo governo contra pró-anti-qualquer preconceito. O governo não deve sair por ai empunhando bandeira com as cores do arco-íris.Ele só deve garantir o direito das pessoas e a dignidade delas em todas as questões humanas., desde alimentação, saúde, educação, moradia, intimidade e privacidade. A intimidade é um item que anda em segundo plano na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...É difícil para a nossa cultura (?) brasileira aceitar o outro como ele é, pois sempre nos consideramos melhores. Achamos sempre que é a nossa idéia e postura que as pessoas deveriam seguir. Isto está implícito nas doutrinas das igrejas, sejam elas quais forem, onde o pecado se tornou um fardo tão pesado para os mortais carregarem. Porque não aceitamos o outro como ele é? Gago, tímido, surdo, alto, magérrimo, lento de raciocínio, de outra raça ou credo, pobre ou mal amado? Sem tratar ninguém como coitadinho como fazem as campanhas em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Gente do céu! Precisamos preparar nossos netos no regaço do nosso lar para se livrarem do estigma desta geração insensata, mergulhada no superficialismo e na cultura da latinha de cerveja, quando não, na frase semi-analfabeta do texto mal feito das páginas de relacionamento. É em casa que tudo começa a regência de uma terra com menos crime, sem corrupção. É só lá em casa que educamos os nossos para não ser mau caráter e nem corrupto e abolir do cotidiano o cinismo, a violência, e respeitar os outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...É triste ver nestes tempos leva de meninos nos seus nove ou dez anos sendo estimulado pelos pais para se dedicarem ao futebol na esperança de ser um Neymar, esquecendo de vez o mínimo de instrução. Muitos jamais chegarão lá e abandonaram na infância o rumo que tomariam na vida. Foi essa falta de apoio que levou aquele jogador emparedar a namorada, depois de ser estraçalhada pelos cães. Ele tinha muito dinheiro, mas não tinha suporte psicológico. Agora está lá mofando numa cela comum, pois não possui nem curso superior e nem tem colarinho branco para requisitar um lugar melhor. O goleiro Bruno é o retrato da falta de suporte psicológico familiar. Para terminar, quero afirmar que não me prendo à questões de orientação sexual, mas a tudo que está exposto visceralmente. Pobres, ricos, gente com tênis de marca, roupa de grife, brancos ou negros, pobres ou ricos são todos brasileiros querendo valorizar-se, mas vão se submetendo a interesses que emanam da futilidade de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-7336144928574767295?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/7336144928574767295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=7336144928574767295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7336144928574767295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7336144928574767295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/11/homo-o-que.html' title='HOMO O QUE?   -                                                           Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KRTw_v9leqI/TsAYhsYunEI/AAAAAAAAKNU/oCQLy89w6co/s72-c/ponto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-6831938673044313187</id><published>2011-11-05T07:12:00.000-07:00</published><updated>2011-11-05T07:35:14.217-07:00</updated><title type='text'>MENSAGEM DE APARÍCIO DIAS - DOS VALES DE SANTA CRUZ DOS MATOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GulkgOQrzbs/TrVEPMGDeAI/AAAAAAAAKJs/nf1srQelkXs/s1600/imagem5.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="210" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-GulkgOQrzbs/TrVEPMGDeAI/AAAAAAAAKJs/nf1srQelkXs/s320/imagem5.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Caro Orlando&lt;br /&gt;Pena que não pudemos bater um papo furado no festival, pois ambos estávamos preocupados com nossas obrigações... Achei, como v., que o mundo é da juventude, nós já passamos, mas servimos para contar histórias para os netos, que ainda não temos. O nosso mundo agora é outro, precisamos criar um espaço para nós.   Continuo achando que o papo furado de boteco é bem mais barato que o psiquiatra, e tem mais efeito para curar os nossos medos...e males da alma. Por tudo que passamos na vida, saindo de uns fundos de vale da Santa Cruz dos Matos, até que conseguimos mostrar a que viemos, pois conseguimos criar os nossos filhos, tendo bem mais do que tivemos. O grande problema é que o nosso coração não envelhece, somente encaramos a realidade quando olhamos no espelho, sentimos que o jovem não existe mais, mas ele teima em não querer sair do nosso peito, olhando para o futuro com um pouco de receio, mas ainda com ânsia de viver. Sentimos falta dos que partiram, fica um buraco do lado esquerdo. Segue para o seu deleite, duas máximas da criatividade do gênero humano: a música e a arquitetura. Essa igreja do Gaudi, em Barcelona, é de tirar o fôlego, acho que somente a música salva a religião. Abraços, fiquei feliz em revê-lo forte e saudável. Senti falta do Ray-o-vac e da Elisa, que também ficaram velhos. Alias, como v. senti falta de todos nossos amigos, que ficam agora trancados em casa, sem ter a coragem de olhar o novo. Estamos vivos, tá bom. &lt;br /&gt;Aparício Dias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-6831938673044313187?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/6831938673044313187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=6831938673044313187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/6831938673044313187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/6831938673044313187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/11/dos-vales-de-santa-crus-dos-matos.html' title='MENSAGEM DE APARÍCIO DIAS - DOS VALES DE SANTA CRUZ DOS MATOS'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GulkgOQrzbs/TrVEPMGDeAI/AAAAAAAAKJs/nf1srQelkXs/s72-c/imagem5.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-5488412404061403246</id><published>2011-11-03T12:21:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:38:49.605-08:00</updated><title type='text'>GENTE, TARDE FRIA E FESTIVAL   -                              Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vwhKlpxKblU/TrLpZNIIieI/AAAAAAAAKJg/JmpvDb7HNPc/s1600/Festival.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="214" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-vwhKlpxKblU/TrLpZNIIieI/AAAAAAAAKJg/JmpvDb7HNPc/s320/Festival.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Às vezes volto triste de São Miguel Arcanjo. Estivemos participando do Prêmio Lollo Terra de Musica Popular, e de repente me dei conta que já não sou mais o filho da terra. Sou para muitos, um desconhecido. Percebo ser estranho até pelos meus amigos das páginas de relacionamento, tal como Orkut e Face Book. Parece que somos amigos só de mentirinha, porque quando estamos ao vivo, em cores e de corpo presente, passamos despercebidos. Por essas e outras é que não levo a sério as mensagens que recebo todos os dias pela internet. Esses amigos são apenas ícones sorridentes e coloridos. Só existem em imagem virtual, incapazes de um abraço e de um olhar franco nos olhos. Agora, junto aos velhos companheiros, a conversa rolou e a gente se esbaldou de lembranças. Aquele pessoal de cabelos grisalhos, outros sem cabelos, é gente da geração dos anos de chumbo e muitos deles ainda nem chegaram na terceira idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Domingo de chuva e vento frio em São Miguel Arcanjo. Clima típico de inverno em plena primavera. Passei uma tarde inteira quebrando a cabeça com o Ary Frutuoso lá clube, porque o DVD onde estava gravado o documentário dos 40 anos de festival de São Miguel não abria em hipótese alguma no equipamento responsável pela transmissão da imagem no telão. Só faltava essa. Trabalhar exaustivamente na pesquisa para depois de uma viagem longa e um dia estressante o material não ser apresentado. Eu já estava no “ponto” por conta do meu sapato que teve a sola inteirinha descolada na chuva. Calcei um sapato do meu cunhado, o qual tem uma lapa de pé e preenchi o espaço vazio com saquinho plástico. Mas por sorte, pura sorte mesmo, minha excelentíssima esposa, e bota excelentíssima nisso, salvou nossa noite. Ela tinha arquivado o material no seu pen-drive e o computador aceitou. Justiça seja feita! Eu apenas escrevo os textos, pesquiso as fotos, mas quem faz a parte difícil de edição é ela. E faz com muita arte e capricho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Outra coisa que tem me chamado a atenção quando vou à São Miguel, é a ausência de pessoas na praça. No domingo do festival garoava e estava muito frio, evidentemente que não havia ninguém no passeio público. No meu tempo, se o domingo era de frio, o povo se aglomerava nos botequins tomando cachaça para se esquentar. Pasmem! Nos bares ao derredor, não havia mais que duas ou três pessoas. O Silvio Santos, o Faustão e o Gugu acabaram com a convivência social da minha cidade. Outros enterram a cabeça nas páginas da internet onde os amigos virtuais, mesmo de mentirinha, massageiam o ego do internauta. Quando recebi o convite do Dudu Terra para fazer um documentário sobre os festivais de São Miguel Arcanjo, achei que era uma oportunidade para convidar aquela enormidade de amigos que eu tenho no Orkut e no Face Book para conhecerem a realidade de São Miguel dos anos 70. E eu só adiciono exclusivamente, pessoas de minha cidade, nas minhas páginas de interação social. De todos esses amigos de convívio diário, só encontrei por lá, a minha prima Hidneya Fogaça, que disse estar ali pelo meu convite. Fiquei feliz igual menino que ganha pirulito. Azar de quem não foi. Perdeu um espetáculo extraordinário com o grupo “Seresteiros Urbanos”. Quem foi e não me viu, perdeu também uma boa prosa e um bom causo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Lembrando dos cabelos prateados dos veteranos, e dos carecas que estavam também rememorando os 40 anos de festival, me lembrei do meu filho que tem 23 anos e num dia deste, ele me questionou de um jeito que me surpreendeu. Observando a minha luta pela vida ainda com muito trabalho pela frente, mesmo depois de aposentado, ele quis saber por que, em vez de escrever sem parar desde menino, eu não batia umas bolas pelos campinhos da Vila Nova. Na visão dele, eu teria muito mais chance de vencer na vida se jogasse futebol. Para ele, e para muitos que pensam da mesma maneira, nestas alturas da vida eu poderia ter conseguido estabilidade financeira para atravessar o caminho trôpego da velhice, quando esta chegar. Nem respondi! Tem coisas que parecem simples, mas é de uma complexidade enorme. Nunca levei jeito para futebol Nas aulas de educação física quando formavam um time já me jogavam na reserva. Se pudesse, me jogavam fora da quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Naquele tempo, quando eu era um jovem romântico dos anos 70, ser bom de bola não era garantia de sucesso tal qual é hoje. Tínhamos na São Miguel Arcanjo de então: Canhoteiro, Reynaldinho e Ariosto. Quando esses três estavam no mesmo time, eram imbatíveis. Quando jogavam em times diferentes provavelmente disputavam final de campeonatos em verdadeiros duelos.  Dois deles foram tentar a carreira em categoria de base em times grandes da capital, mas não brilharam como na quadra do Colégio Nestor Fogaça. O processo de seleção era difícil e a concorrência acirrada. Passada e euforia da idade vieram as necessidades de lutar pela vida e esses craques tiveram de se adequar na ciranda do emprego, salário no fim do mês e  projetar o futuro fora do futebol. Se esses não avançaram no futebol, o que dizer de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O meu jogo sempre foi outro. Mais do que bola eu queria driblar a vida com as letras. Vi-me temporão contando dinheiro dos outros, enquanto me encantava com música e festival, há quarenta anos. Sempre acreditei que as letras seduziam mais e as canções, nem se fala. Contei ao meu filho que se por um lado eu não tinha nenhuma afinidade com a bola, minha essência estava em dominar as letras e com elas conquistar o mundo de valores diferentes. Cada um faz o que pode. E naquele tempo os craques não eram galácticos e nem ganhavam como os “fenômenos” de hoje. Se de um lado, os grandes nomes do futebol proporcionam emoções que fazem os estádios tremerem, nós que escrevemos a vida inteira, mesmo depois dos 50, viajamos em época, gerações e emoções marcantes jogando com as palavras, fazendo embaixadinhas com a gramática, ligando numa só noite o passado e o presente num turbilhão de emoções indescritíveis como essa realizada no Sétimo Premio Lollo Terra, onde desfilaram num só tempo, com o mesmo sorriso de alegria nossos companheiros que se foram com aqueles que estão chegando. Um gol de placa! Mesmo que os amigos do Orkut e do Face Book, os convidados especiais não tenham vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-5488412404061403246?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/5488412404061403246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=5488412404061403246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/5488412404061403246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/5488412404061403246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/11/gente-tarde-fria-e-festival.html' title='GENTE, TARDE FRIA E FESTIVAL   -                              Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vwhKlpxKblU/TrLpZNIIieI/AAAAAAAAKJg/JmpvDb7HNPc/s72-c/Festival.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-7938932325041547784</id><published>2011-10-26T16:58:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:39:40.529-08:00</updated><title type='text'>FINADOS:DE ONDE QUE EU VIM? PARA ONDE QUE EU VOU? -  Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-peVyhLd_6vw/TqieV8f4T3I/AAAAAAAAKI8/7BHu1dPPwbI/s1600/Finados.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="277" width="280" src="http://2.bp.blogspot.com/-peVyhLd_6vw/TqieV8f4T3I/AAAAAAAAKI8/7BHu1dPPwbI/s320/Finados.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...O fim do ano já chegou e antes de despejarem pelas calçadas brinquedos eletrônicos e luzinhas coloridas ao som de música de harpas importadas do Paraguai, a gente tem de passar pelo cantochão gregoriano fúnebre do dia de finados, para alegria dos vendedores de flores, os quais ficam plantados uma eternidade (eternidade é lá dentro), vendendo simples margaridas e crisântemos pelo preço de orquídea rara. Sempre foi assim e assim será, não só em São Miguel Arcanjo, mas em todos os cemitérios das Américas colonizadas pelo povo luso-hispano, cheio de crendices e superstição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O homem tem medo da morte, assim como a criança tem medo do escuro. Foi calcado nele o temor pelo desconhecido. Assim sendo, todo mundo quer ir pro céu, mas não quer de jeito nenhum passar pelo vale da sombra da morte. Mesmo que o Salmo 23 garanta que o destinatário não precisa temer mal algum, ninguém quer saber dessa prosa, mais fora de hora. Se bem que para nascer e morrer não tem tempo. Qualquer hora é hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Antes da gente pagar pro Bianinho pintar os túmulos para depois irmos chorar a nossa saudade, que tal saber como é de verdade esse tal dia de finados? Tem historiador que diz que essa celebração começou no século IV, quando visitavam as catacumbas dos mártires do cristianismo. Mas, o culto aos mortos vem desde o Egito antigo. Nós só introduzimos um ritual pagão na liturgia cristã. Para os mais antigos, lá do Velho Testamento pra traz, os mortos eram como semente. A escolha da data se deu em virtude do dia de todos os santos, 1º de novembro, pois os religiosos acreditavam que todas as pessoas, ao morrerem em santidade, entravam em estado de graça, mesmo não sendo canonizados. A igreja católica encontra apoio no II Livro de Macabeus (12:43-46), o chamado dia dos fieis defuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Os ocidentais eram grosseiramente pobres e ignorantes. Um solo fértil para a religião do medo e da superstição se impor com seu poder até além túmulo. Teria que rezar pelos mortos em pecado, ou aqueles que estavam na sala de espera do purgatório para a diminuição da pena das almas. Ainda bem que um decreto papal de Bento XVI, aboliu de vez essa crendice que hoje não assusta mais ninguém. Para o judaísmo, pai do nosso cristianismo, as recompensas e os castigos eram recebidos neste mundo mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Tem um ditado popular que diz: “Feliz daquele que após ver a sombra da morte passa a viver a luz da vida”. Em várias sociedades os mortos continuam existindo em forma de espírito, numa íntima proximidade com os vivos. Eles teriam condição de oferecer aos que ficaram segurança e proteção. Em troca, fazem sacrifícios, acendem velas nos túmulos onde as almas ou espíritos se ligam à este mundo pelo pensamento.É o chamado conceito teológico da transmigração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...No tempo quando eu era menino de pés descalços das ruas de São Miguel, cemitério era um lugar tétrico e tenebroso. Só se transformava em “campo santo” no dia dois de novembro quando se enchia de flores e de vivos espalhados pelas ruelas dos jazigos. Na juventude fui um dos únicos privilegiados que tinha autorização do pai da garota para namorar atrás do cemitério. A chácara do meu sogro ficava logo depois da cidade dos mortos. Nem mesmo a noite enfarruscada de vento sul me causaram medo sob o efeito do hormônio e da adrenalina,  quando em altas horas da noite eu passava ao lado do muro que dividia a rua dos vivos em horas mortas, mesmo quando soavam as doze badaladas noturnas. Não é o medo da morte que me assusta.&lt;br /&gt;Às vezes é pior seguir vivendo na vida sem jamais uma vez ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O Salmo 91 traz em seu contexto algumas frases importantes para o dia de hoje tal como: “Livra-me do laço do passarinheiro; da peste perniciosa...”.  “Não terás medo do terror da noite e nem da seta que voa de dia...”. Desde aquele tempo já existiam as armadilhas multivariadas. O terror da noite basta a gente imaginar um lugar sem as benesses da eletricidade. Eu me lembro de santa Cruz dos Matos quando não havia luz e a escuridão como um manto negro, tomava conta de tudo. No medo do povo era quando as almas penadas, os fantasmas e assombrações vagavam pelos campos. A seta que voa de dia, hoje pode ser uma bala perdida numa esquina qualquer em algum canto de qualquer cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Que tal se nestes tempos, livres da superstição exacerbada e da religião castradora, pensássemos na grandeza de observar a Terra nos cosmos, uma insignificância de planeta azul e acreditar que vivemos e nos alimentamos do resto de luz que o sol joga fora. Que a essência genética da eternidade é um grande mistério e que na concepção judaico-cristã somos filhos de Adamah (Adão)-que quer dizer, feito da terra. E que possuímos em nosso corpo os mesmos elementos do universo e que Deus nos fez seres pensantes com um cérebro dividido em dois e dois olhos direcionados. Saber com convicção que somos o jardineiro da terra, conforme está escrito em Gênesis e não somos santos nem angélicos. Guardamos inexplicavelmente dentro de nós a espiritualidade ancestral, que já existia antes do antes. Antes do Big Band, se você crê assim e sabe que caos não é sinônimo de desordem, mas a concepção do nada que passou existir, que se fragmentou em prótons e nêutrons, agrupando-se dinamicamente. Por isso é que eu sinto e você sente também que nos mínimo fragmento Deus está. E é por isso é que sou pó e ao pó um dia retornarei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-7938932325041547784?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/7938932325041547784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=7938932325041547784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7938932325041547784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7938932325041547784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/10/finadosde-onde-que-eu-vim-para-onde-que.html' title='FINADOS:DE ONDE QUE EU VIM? PARA ONDE QUE EU VOU? -  Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-peVyhLd_6vw/TqieV8f4T3I/AAAAAAAAKI8/7BHu1dPPwbI/s72-c/Finados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-761374179936946148</id><published>2011-10-21T07:06:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:40:47.620-08:00</updated><title type='text'>NOITES, MUSAS E SERENATAS   -                                 Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0pfL0oClN7E/TqF8GZX84oI/AAAAAAAAKIo/Qv5DuaHAXe0/s1600/Serenata.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="205" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-0pfL0oClN7E/TqF8GZX84oI/AAAAAAAAKIo/Qv5DuaHAXe0/s320/Serenata.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Eu sou uma daquelas pessoas que amou muito. Jamais passei pela vida em brancas nuvens em termo de amor. E como amei! Penso que passei a minha vida inteira conjugando o verbo amar, mas sempre no pretérito imperfeito. A vontade mesmo era declinar o verbo amar no presente, pensando no futuro mais que perfeito. Futuro feito de sonhos azuis que muitas vezes acabavam em desilusões cinzas. Nessa rotina transformei-me num poeta solitário em busca de musas em multidões voláteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A adolescência me encontrou mirando ternos olhos azuis, como um céu de safira. Outras vezes, mergulhado em encantadores olhos verdes, como se fossem liquida esmeralda. Ora me encantava um vulto feminino esbelto, quando o sol amorenando as sombras da tarde no poente lhe emprestava um tom bronzeado. Como miríades de estrelas, esses olhos me encantaram à ponto de eu cantar pelas noites  de São Miguel Arcanjo de outrora, melodias que saiam do fundo da alma, na esperança de que uma folha de janela se abrisse e como num oratório, e aparecesse um vulto suave de mulher santificada pelo romantismo que me arrebatava a alma. Se essa janela se abrisse por inteiro, o amor era tamanho que eu invadiria com toda a minha ternura aquele dossel de baldaquino para me entrelaçar na suavidade de peles e lençóis. Naquele quadrante de ruas descalças da pequenina São Miguel de outrora, não havia quem amasse mais do que eu, na tentativa ufana de conjugar o verbo amar em todos os tempos, em pleno viçor da minha primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Amar era como uma religião. O estado contemplativo do poeta ante os olhos onde o amor havia edificado seu altar. Belezas alucinantes que desabrochavam como flores em ciranda na antiga praça adornada de arbustos e cedrinhos que jogavam cheiros no hálito da noite. Eu sempre tive a certeza de que o homem nasceu para ser feliz. Por isso, quando a noite era de plenilúnio e a lua desmaiava na colcha azul do céu, a minha alma serenava e em feitio de oração, minha voz trêmula, rasgava com sutileza o fino véu da noite: “Ó lua branca de fulgores e de encantos/Se és verdade que ao amor tu das abrigo/ Ó vem tirar dos olhos meus o pranto/Ó vem matar esta paixão que anda comigo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Acompanhava-me sempre nessa peregrinação até certo ponto estranho para alguns, além da minha lira, o meu amigo Canhoteiro. Nesse tempo ele era um aplaudido atleta assediado pelas moçoilas, numa espécie de Neymar dos anos 70. Não podíamos nos esquecer da garrafa de cachaça com sucupira, peça importante nessa romagem para preservar a garganta dos engasgos da friagem da noite. Enquanto andávamos pelas ruas desertas eu dizia ao Canhoteiro que junto de nós estavam as nove musas, filhas de Mnemosine, Era Calíope quem me aveludava a voz para não agredir o silêncio da madrugada, enquanto Clio, em sonhos, proclamava o ardor do amor à bela adormecida. Erato cochichava no ouvido da donzela e punha-lhe o dom da amabilidade para ela acordar docemente e iluminar a noite com a luz de um sorriso mágico. Euterpe deixava a melodia prazeirosa, doce de se ouvir. Melpômene traduzia à ela o encanto da poesia dos meus versos. Por impulso de Polímnia, a gente ficaria ali cantando sem parar até o sol desfraldar a cortina da noite. E das mãos que acenavam com gestos de beijos, Thalia transformava aquela figura da janela na mais bela flor que já existiu. Ao som da lira em tons plangentes, nos braços invisíveis de Terpsicore ela valsava levemente ao ritmo da canção. Era o ápice do milagre de Urânia, a musa que transformava aquele pedaço de rua sem ladrilhos e sem calçada, num espaço celestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Hoje por conta dos cabelos brancos, insisto em me convencer que a paixão é um amor com prazo de validade. Acredito até que as princesas dos meus castelos de sonho pretendiam beijar o sapo certo. Era um tempo em que a sedução tinha ainda que ser aprimorada, não para o sexo, mas para a conquista da pessoa amada. Em São Miguel do meu tempo não era possível amar  todas as mulheres, mas a gente continuava tentando. Faz tempo que meu coração jovem galopava ansioso em busca de um abraço, quando os lábios falavam o código de amor e a minha alma de jovem explodia como uma granada de tanta ternura que se estilhaçava em forma de versos. A minha solidão de cabelos brancos quer descrer que eu já tenha amado um dia. Mas eu amei! E como amei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-761374179936946148?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/761374179936946148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=761374179936946148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/761374179936946148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/761374179936946148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/10/noites-musas-e-serenatas.html' title='NOITES, MUSAS E SERENATAS   -                                 Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0pfL0oClN7E/TqF8GZX84oI/AAAAAAAAKIo/Qv5DuaHAXe0/s72-c/Serenata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-788371211387747951</id><published>2011-10-14T07:12:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:41:29.485-08:00</updated><title type='text'>DIA DOS PROFESSORES:HOMENAGEM AOS HERÓIS AMEAÇADOS - Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-disa8_CqWcw/TphDKQwSnHI/AAAAAAAAKH0/7SZ9TsSeu5I/s1600/caminhosuave1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="221" src="http://2.bp.blogspot.com/-disa8_CqWcw/TphDKQwSnHI/AAAAAAAAKH0/7SZ9TsSeu5I/s320/caminhosuave1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Hoje quase não fazem mais aquela festa no dia dos professores. No meu tempo que era o mesmo tempo de muitos companheiros aí de São Miguel, chegávamos fechar o Clube Bernardes Júnior para reunir o colégio todo para fazermos um espetáculo aos nossos mestres. Mestre é um título honorífico, respeitoso e bem merecido. Atualmente professor virou saco de pancada de aluno psicopata, correndo o risco de ser agredido ou levar um tiro pelas costas. O que se pode esperar no futuro de um bando de delinqüente que os pais mandam para a escola, não pensando na formação intelectual do seu filho, mas para ela fazer o papel dos genitores omissos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Eu tinha sete anos quando entrei na escola. Naquele tempo não havia maternal, nem pré-primário e outras coisas. A gente entrava na classe já para o primeiro dia de aula. No pátio, em fila dupla caminhávamos para sala em silêncio. Quando comecei juntar as primeiras sílabas, senti o resultado como um alumbramento. A professora era a dona Graziela Filomena Pascale, cheia de carinho e cuidado. Graça à essa generosidade foi que eu entrei em contato com aquilo que a vida tem de mais sagrado: o conhecimento. O primeiro ano era uma classe mista onde estavam a Rosângela Hakim, a Ivone dos Santos, entre outras. Meus olhinhos de menino brilhavam pela Lúcia Helena, filha do diretor do Grupo que estudava conosco. Ela ficou pouco tempo, assim como a dona Graziela que foi substituída pela Conceição França, esposa do Ico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...No segundo ano, a minha professora era linda de fechar quarteirão. A inesquecível Carmem Santos. Já havíamos deixado para trás a cartilha “Caminho Suave”, uma genialidade pedagógica de Branca Alves de lima que acompanhou gerações desde 1948 até a década de 1990, quando o mundo começou a se inovar sob o peso da modernidade. Dona Carmem e a maioria das professoras chegavam de Itapetininga no ônibus das sete e meia. Nem mesmo os professores do ginásio possuíam carro naquele tempo. Eu gostava de chamar a dona Carmem para tirar minhas dúvidas só para sentir o seu perfume. Era um momento de encantamento. Nosso maior orgulho era já poder ler o “Segundo Livro Sodré”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Chamávamos todas as professoras de “dona”.E assim foi até o ginásio, quando já era o seu Artur, o seu Waldemar, a dona Miriam, a dona Elza... Todos os alunos caprichavam no borrador, um caderno para uso em classe. Qualquer dia falo sobre o caderno de caligrafia que está fazendo falta pra meninada de hoje! Éramos disciplinados. Tínhamos medo de levar bronca na escola e depois em casa. Por isso a gente queimava a massa cinzenta da cabeça até o último tálamo (não confundir com talo) para passar de ano, no mínimo com nota 99. Jamais tive dúvidas do que há de aproveitável em minha pessoa é em grande parte, resultado do trabalho dessas professoras admiráveis. Por isso, é que fico com um pé atrás com relação às novas gerações de brasileiros que vem por aí quebrando escola e intimidando todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...No terceiro ano, a nossa professora era a dona Sidney Nery Silvério, umas das mais bonitas do Grupo Escolar José Gomide de Castro. Nós já conseguíamos ler o “Livro Brasília”, recém lançado pelo Ministério da Educação. Dona Sidney também ficou pouco tempo e em seu lugar veio a professora Matilde de Moraes Terra que me ensinou gostar de teatro até hoje. Sempre quando piso num palco, ou mesmo num tablado, seja lá por qualquer razão, a dona Matilde está sempre me dirigindo, sentada na cadeira da frente. Entre outras coisas, ela me ensinou a diferenciar a narração da redação e foi esse detalhe que me fez jornalista muitos anos depois. O que seria de mim se não fossem elas, as professoras? É verdade que a vida nos mostra outras formas de aprendizagem, mas as primeiras lições marcaram para sempre de forma especial o meu caminho pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O quarto ano nos trouxe a professora Maria Aparecida Amaral. Ela também lecionava História no ginásio. A maior felicidade nossa, era ler de ponta a ponta o livro “O Tesouro da Criança”. Em dias alternados a gente se reunia na classe da professora Maria Inês França para aprendermos canto orfeônico, conforme já contei num dos meus livros. A dona Maria Aparecida também se licenciou. Em seu lugar veio novamente a dona Matilde. Eu vejo nitidamente com os olhos da lembrança, o seu anel de pedra verde, gesticulando um ameaçador castigo atrás da porta aos bagunceiros. E eles iam cabisbaixos no canto da sala. Não revidavam e nem agrediam. Dona Matilde complementou o meu gosto pela arte e pela literatura. Qualquer hora também falo sobre o caderno de linguagem que hoje faz falta até pra vestibulando... Tanto que minha redação no exame final de quarto ano mereceu elogios da examinadora, a hoje escritora e poetiza Aziza Bittar, que mostrou a minha prova para o Gomide inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Foi assim que aprendemos o “beabá”. Sem internet, sem computadores, sem nenhum “kit” do que quer que fosse. Nosso “kit” era apenas uma régua e um estojo numa bolsa velha. Só tínhamos muita leitura para deixar a cabeça preparada, livre de qualquer influência. Hoje é triste saber que essas pessoas, verdadeiros alicerces de nossas vidas têm que fazer greve ou recorrer a várias formas de protestos, numa luta quase inglória pela valorização e reconhecimento  profissional. Uma nação, onde o professor tem que ir às ruas e protestar por um salário digno, tem alguma coisa errada. Professor é o  mais nobre dos ofícios desde a Grécia antiga.Vivemos num aprendizado constante e sabemos que pelas mãos da professora, todo caminho é suave.&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-788371211387747951?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/788371211387747951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=788371211387747951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/788371211387747951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/788371211387747951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/10/dia-dos-professoreshomenagem-aos-herois.html' title='DIA DOS PROFESSORES:HOMENAGEM AOS HERÓIS AMEAÇADOS - Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-disa8_CqWcw/TphDKQwSnHI/AAAAAAAAKH0/7SZ9TsSeu5I/s72-c/caminhosuave1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-6312492016888438135</id><published>2011-10-12T05:33:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:42:18.614-08:00</updated><title type='text'>O QUE ESTÃO FAZENDO COM NOSSA CRIANÇAS?  -     Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oPEDyPm8FeM/TpWI_C3QrhI/AAAAAAAAKHo/PPC9KuJrRC8/s1600/menino%2Bfumando.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="243" width="220" src="http://4.bp.blogspot.com/-oPEDyPm8FeM/TpWI_C3QrhI/AAAAAAAAKHo/PPC9KuJrRC8/s320/menino%2Bfumando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...O que se pode esperar do futuro dessas crianças da geração consumista pós anos 80, as quais são tomadas pelas mãos dos próprios pais e levados para se satisfazerem, através deles e para eles, o ego vazio daquilo que os adultos ditos responsáveis pelo ato de colocar filho no mundo, não puderam ter quando criança. É um pretexto idiota para sufocar o desejo reprimido de adultos mal criados, no sentido estrito do termo. Por isso, tentam recuperar hoje através dos pequenos, transformando-os em predadores compulsivos já em tenra idade. Só no Brasil existe “Dia das Crianças”. É o dia liberado para comerciantes adultos explorarem com aval dos pais a inocência dos pequenos indefesos, já mal acostumado psicologicamente. Realidade triste é essa do Dia das Crianças, feito de brinquedos coloridos e caros. Uma verdadeira exploração sem limite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Vamos ao cerne da questão! Estamos idiotizando nossos filhos permitindo que eles sejam peças articuladas do mundo medíocre ditado pela TV que dita as regras neste terceiro mundo. Isso tem causado um aleijão psicológico sem precedente. Esses pequenos alegres, que correm para as lojas enfeitadas, são os mesmos tristes e futuros hospedes dos institutos de reabilitação psicológica. O mundo dos brinquedos virtuais e das parafernálias eletrônicas “made in China”, via Paraguai é hoje um verdadeiro canibalismo. Estatística e cientificamente, está comprovado que o menor infrator de hoje foi a criança excessivamente mimada de ontem. Aquela que aprendeu dominar os pais com manhas e caprichos. O quadro negro dos garotos alienados na passagem da infância para a adolescência é assustador. Isso, sem contabilizar o triste envolvimento dos menores com o mundo do vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Na minha pequena São Miguel Arcanjo não seria diferente. Embora sem dados numéricos, tudo é muito semelhante nos quatro cantos desta terra tupiniquim. Sé é Dia das Crianças tem que ter presente. E aí vai aquela multidão de pai pelos corredores dos shoppings da região à procura de um mimo que apite ou acenda uma luzinha para contentar o filho chorão. Fazendo uma espécie de parênteses, mas sem fugir do assunto, eu me lembrei do tempo quando eu fazia parte da diretoria do Centro Terapêutico do Esquadrão Vida e tive a triste surpresa de deparar com uma pessoa de São Miguel Arcanjo em confinamento nos muros daquela clínica, sem perspectiva de futuro. Um bando de jovens que soterraram a juventude nas drogas, antes mesmo de começarem a viver a vida em toda sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Pesquisa recentemente realizada, indica grande participação de meninos da classe média envolvidos com o tráfico. Interessante, é que fazendo um histórico regressivo na vida desses pequenos infratores, todos os indícios levam às mesmas crianças mimadas de ontem, os assíduos freqüentadores de shoppings. São vitimas da propaganda subliminar americanizada, aquela mesma que faz com que a gente acredite que aquele tal refrigerante é o melhor e o mais vendido no mundo das crianças obesas. Propaganda capitalista sem freio a escravizar pais e filhos, principalmente em datas tidas como especiais como Dia da Criança, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Natal. Com o espichar do tempo, mudam-se os desejos. Agora são o acesso para determinados bens de consumo como tênis de marca, motos... Por isso tudo ser muito caro, é quando entra em cena o cartel da droga. Ou para esquecer a angustia de não ter aquilo que não pode, ou para “socializar” o crime com o ganho rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Tempos bons eram aqueles quando a gente brincava com carrinhos de carretéis pelas ruas cobertas de pó de São Miguel Arcanjo da minha infância. “Dia da Criança” era uma data para se comemorar no “Gomide”, com muita dança e poesia. Ao final, um coro de crianças cantava: “Criança feliz/alegre a cantar. Alegre a embalar/Seu sonho infantil/O meu Bom Jesus/Que a todo conduz/Olhai as crianças do nosso Brasil..”. Como dizia o poema, criança naquele tempo era como um bando de andorinhas. Hoje são pássaros caídos do ninho, com as  asas da liberdade trucidadas pelas garras da tenebrosa exclusão social. São dados funestos de uma guerra que não tem vencedores e que começou lá em casa. Muitos nem sabem disso. Ou fazem de conta que não sabem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Tai mais um “Dia das Crianças”. O que você vai dar de presente ao seu filho? Dê um milhão de abraços... Porque não, mil sorrisos de ternura? É disso que filho precisa todos os dias. É uma atitude negligente dos pais só dar coisa material. Posteriormente, tais genitores decepcionados, e por conta de uma ingenuidade de adulto idiota, põem a culpa no sistema, no governo, nas instituições e se exclui do papel não cumprido, quando o pequenino o elegeu como seu “Super Herói, mas que falhou no primeiro embate. O meu amigo Franco Carlos foi quem gravou nos anos 80 uma música muito bonita, a qual fala sobre o “Capitão Papai”... Era isso que todos os pais deveriam ser, para capitanear a vida futura do seu pequeno e conduzi-los por mares nunca dantes navegados, diria Camões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Estávamos voltando do Rio certa noite, quando acabamos sem querer, entrando no centro de São Paulo, bem nas vísceras da maior cidade do país: a Cracolândia. Um câncer social que agrega dentro de si um mundo contraditório, sem preconceito, ao mesmo tempo que espalha metástases de todas as cores, raça e credo.Tem criança, jovens e adultos de ambos os sexos. De mãos dadas, os bandidos, as prostitutas, os intelectuais, os cantores, os atores e até as atrizes mais belas que a gente vê na TV. Tudo é uma massa disforme. Interessante é que o Brasil está numa campanha acirrada para liberação da droga, enquanto a Holanda e a Suiça vão eliminando gradativamente esse direito. Digamos que essa lei seja aprovada. Quem será o fornecedor? O Fernandinho Beiramar? Porque agulhas e seringas é prioridade da Johnson &amp; Johnson. Que tal se no “Dia da Criança” a gente se reunisse ali na praça, professores, psicólogos, pedagogos para organizarem uma inesquecível gincana, resgatando a pureza das brincadeiras infantis bem inocentes, como o passa-anel, a amarelinha e repetir aquela canção como se fosse cantiga de roda... “Cantar e não ter vergonha de ser feliz/Cantar e cantar a beleza de ser/ Um eterno aprendiz...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-6312492016888438135?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/6312492016888438135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=6312492016888438135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/6312492016888438135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/6312492016888438135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/10/o-que-estao-fazendo-com-nossa-criancas.html' title='O QUE ESTÃO FAZENDO COM NOSSA CRIANÇAS?  -     Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-oPEDyPm8FeM/TpWI_C3QrhI/AAAAAAAAKHo/PPC9KuJrRC8/s72-c/menino%2Bfumando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-3226432526457896604</id><published>2011-10-08T08:10:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:42:54.329-08:00</updated><title type='text'>MINHA MULHER, MINHA COMPANHEIRA. MINHA HISTÓRIA DE VIDA -  Orlando Pinheiro.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7HjtiUppGkY/TpBoJ7vE5aI/AAAAAAAAKHQ/oiwAQ9T89c0/s1600/Mulher.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-7HjtiUppGkY/TpBoJ7vE5aI/AAAAAAAAKHQ/oiwAQ9T89c0/s320/Mulher.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Eu poderia começar a conversa de hoje teorizando sobre a origem humana, dissertando sobre a questão antropológica do homem como ser gregário, ou quem sabe até, aprofundasse mais na formação dos grupos familiares, dentro daquilo que se chama exogamia, onde o indivíduo ia buscar em tribo distante uma companheira diferente. Poderia tracejar teoria sobre a introgamia, que é um fenômeno até certo ponto comum em dias atuais, no qual as pessoas se casam entre si, alinhavando e entrelaçando o parentesco. Depois, viria a monogamia. Essa dispensa comentários! É a mais difícil das relações afetivas porque o homem, desde o tempo tribal, acha que a maior riqueza é a sua mulher e a melhor fraqueza é a mulher do seu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Poderia até alongar sobre o mítico casal perfeito que também não deu certo, representado por Adão e Eva. Eles viviam em um lar fora do comum chamado Éden,um sonho de consumo inconsciente de todo mundo, em plena liberdade da nudez. Era, como a  ideal “Xanadu”, a casa do sonho de todos os jovens dos anos 60 e 70, assim como também poderia comentar o porque deles gerarem Caim, um filho psicopata. Mas isso tudo seria tergiversar em teorias acadêmicas. O assunto hoje é outro. Dentro do mesmo tema, falar de alguém muito importante para mim e que provou com seus atos que o homem não é um ser só. Só e só, quem fica só. Alguém que mostrou a mim por a+b que não é o casamento que não presta. Somos nós que não prestamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Dou asas à imaginação. O meu pensamento voa ligeiro para um tempo distante feito de sonhos e idílios. Num ensaio de quadrilha para festa junina lá nos galpões do Gomide de um ano que não me lembro, quando numa noite apareceu por ali uma garota muito bonita e tímida. Fotografei-a com os olhos para nunca mais esquecer aquele rosto angelical. Era dona de um silêncio discreto, mas eloqüente. Quando a volúpia dos anos me levou por caminhos por onde nunca tinha andado, a deixei em algum lugar num canto do esquecimento para me lembrar dela muito tempo depois, numa noite pesada de angustia e tristeza por ter perdido meu pai. Aquele Natal seria o primeiro que passaríamos sem ele à cabeceira da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Era noite alta. Eu não estava só porque um homem nunca é só. A solidão estava ali comigo, feito companheira inseparável. Sobre a mesa, diversos cartões natalinos para serem enviados. Foi quando me veio na lembrança, dos guardados do fundo da memória. Em cores nítidas, a figura  esguia aquela jovem linda que estava certa noite assistindo ao ensaio da quadrilha junina, lá no Gomide. Separei um cartão e lhe enviei, sem esperar nenhuma resposta de alguém que jamais me havia notado e por isso, estava distante de mim, numa exogamia total, sem possibilidade alguma de nos encontrarmos. Naquela noite, meus sonhos estavam cansados e quase mortos, mas ainda havia muita esperança de vida em meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Surpresas acontecem. No outro dia o carteiro me trouxe um cartão de Natal da parte dela. Era só o que faltava. E como a sublimação do amor não é um ato de raciocínio, mas é algo que faz morada aqui dentro do peito para consertar o que estraguei lá fora nas minhas andanças, fui buscá-la para dividir comigo o que a vida apresentasse pela frente, fosse de encanto ou de desencanto. Uma companheira para amor e flor, mas também uma mulher de pó e pedra. De fadiga e canseira. De tropeços e acertos. Com &lt;br /&gt;ternura capaz de desamarrar meus burros e aliviar as dores da minha alma com a graça de um sorriso espontâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A saudade é uma doença que só contagia quem ama. Por isso, as vezes me pego lembrando quando a gente se sentava num banco da praça e nem o barulho dos carros, nem a algazarra das crianças correndo faziam parte do nosso universo. Nada mais existia além de nós. Parecia que o tempo havia parado e o mundo adormecido. E cochichávamos... Falávamos bem baixinho, quase num sussurro e assim mesmo ouvíamos um ao outro. Para nós nada mais importava. O mundo podia acabar amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Muitas vezes percebo seus olhos profundos me observando nesta longa caminhada, como se ela quisesse despir minha alma quando me vê angustiado. Com aquele seu jeito silencioso, ela age com brandura, como se tentasse desvendar meu pensamento. Ela percebe com sua intuição feminina que hoje já me sinto meio velho para a auto-suficiência. Juntos, fomos vitoriosos até mesmo nos momentos mais difíceis que pareciam ser de derrotas, quando demos o melhor de nos, porque a personalidade é algo que se evolui com a humildade de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Hoje ela completa mais um ano de vida. Se um dia eu tivesse que ressuscitá-la não daria só a minha costela. Daria tudo de mim. As pernas, os braços, porque sem ela fatalmente eu já teria a alma amputada e só me restaria o coração estilhaçado de dor e saudade. Foi através dela que descobri que o homem é a semente e a mulher o solo fértil. Nós dois juntos, unidos pelo amor imensurável, produzimos o milagre da vida que agora se repete em Pedro ou Marina, nosso neto ou neta que está para chegar. Como diz aquele livro antigo e sábio: “As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios afogá-lo”. Parabéns Nazaré, minha esposa... perdão pelos momentos que lhe magoei e pelos seus sonhos que sem querer eu destruí com minha falta de sensibilidade para entender a preciosidade da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-3226432526457896604?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/3226432526457896604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=3226432526457896604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3226432526457896604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3226432526457896604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/10/minha-mulher-minha-companheira-minha_08.html' title='MINHA MULHER, MINHA COMPANHEIRA. MINHA HISTÓRIA DE VIDA -  Orlando Pinheiro.'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7HjtiUppGkY/TpBoJ7vE5aI/AAAAAAAAKHQ/oiwAQ9T89c0/s72-c/Mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-2337575753876901619</id><published>2011-10-02T06:42:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:43:46.349-08:00</updated><title type='text'>E A BÍBLIA TINHA RAZÃO       -                                      Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-c0OA_8oDquM/TohqSO-HIBI/AAAAAAAAKF4/oldreeCtUJw/s1600/G%25C3%25AAnesis-%25C3%25A9-o-primeiro-livro-da-b%25C3%25ADblia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="253" src="http://2.bp.blogspot.com/-c0OA_8oDquM/TohqSO-HIBI/AAAAAAAAKF4/oldreeCtUJw/s320/G%25C3%25AAnesis-%25C3%25A9-o-primeiro-livro-da-b%25C3%25ADblia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Na corrida dos festejos do Padroeiro, no dia 29 de setembro, quase acabei me esquecendo de outra data importante do calendário católico: O “Dia da Bíblia” que é comemorado no dia 30 pela igreja tradicional. Para a Igreja Reformada, o Dia da Bíblia é comemorado no segundo domingo de dezembro. Um pouco de história para o povo cristão de todas as denominações saberem por onde e como caminhou o Livro Santo através dos séculos não faz mal. Para o sãomiguelense ter uma idéia, a Bíblia é o mais ecumênico dos livros, apesar das diferenças nas traduções. Ela serve a todas as vertentes do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...É o livro mais editado de todos os tempos. O segundo colocado no ranking de “beste Sellers”, se assim podemos classificar, é o Livro Vermelho de Mao Tsé Tung, sete vezes menos impresso do que a obra fundamental da civilização judaico-cristã. Certa feita, eu estava numa reunião literária, composta daqueles intelectuais contestadores reacionários, quando ouvi um barbudo metido a gênio (geralmente a barba empresta esse ar de sábio), a tentativa de demonstrar a um escritor muito religioso, daquele incapaz de fomentar qualquer debate, insinuar com convicção que a Bíblia continha centena de erros.  Meti a minha colher torta e interferi na prosa do intelectual dando-lhe toda a razão, mas realçando que, para cristão de todos os credos o Livro Sagrado não é uma obra de história, muito menos um “vade mecum” de ciências, mas uma fonte de fé e prática, que serve tanto ao mais humilde iletrado, quanto ao mais renomado pesquisador cientifico, ou mesmo um grande filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Para os que crêem, os livros que compõem a Bíblia foram inspirados pelo Espírito Santo em hebraico, aramaico e grego. Quarenta escritores diferentes, de lugares, estilo e nações diferentes entre os anos de 1445 antes de Cristo até 90 depois de Cristo, buscaram um jeito de serem compreendidos conforme o conhecimento humano de cada época. Daí os aparentes “erros” no seu conteúdo. A razão de a igreja católica comemorar o Dia da Bíblia em 30 de Setembro, remonta ao dia da morte de São Jerônimo, no século III. Ele foi o primeiro tradutor da Bíblia, transliterando os textos originais para o latim, a pedido do Papa Damaso. Esse seu trabalho originou a “vulgata”, escrita em latim popular, língua corrente do povo. Foi, merecidamente o primeiro livro impresso por Gutemberg, iniciando o iluminismo mundial. A vulgata de São Jerônimo é a base da Bíblia Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Quando ocorreu a reforma do Século XVI, Martinho Lutero recluso no Castelo de Wartburg, com o pseudônimo de Jörg, principiou a tradução dos originais para o alemão, começando pelo Novo Testamento. Gutemberg com a imprensa e Lutero com a língua viva colocaram o livro ao alcance do povo. A versão usada pelos protestantes (que não menospreza a católica e vice-versa) é derivada da tradução de King James (Rei Tiago), o Rei James I, sucessor da Rainha Elisabete I, da Inglaterra. Separados dos domínios do ritual romano, os anglicanos produziram numerosa versões inglesas o que gerou certos conflitos. Para dirimir o problema causado, em 1534 o próprio Rei James encarregou mais de cinqüenta teólogos para revisão final. A versão portuguesa de João Ferreira de Almeida principiou em 1648 e foi concluída em 1681 por outro tradutor, visto que o clérigo português faleceu em meio à sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não é possível o cidadão andar com um livro pra baixo e pra cima sem conhecer todo o inteiro teor do seu conteúdo. As curiosidades literárias são tantas, o que dificulta uma hermenêutica simplista. Por exemplo, nos manuscritos hebraicos observa-se o enorme respeito pela palavra Javé, tanto que os escribas possuíam uma pena especial para usá-la somente quando escrevesse esse nome. A Torá, o livro Sagrado dos hebreus era escrito só com consoantes maiúsculas. O jovem israelita já iniciado no Bar Mitzvah aprendia a colocar as vogais. Era o que Jesus estava fazendo aos doze anos no templo junto aos sábios e doutores. Só por curiosidade, a religião muçulmana está totalmente sedimentada no Pentateuco, os cinco primeiros e mais importantes livros da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A colocação das vogais numa língua extinta é responsável por traduções diferentes. Daí eu fico a pensar como vão interpretar daqui a dois mil anos o termo “galera”, muito usado por nós, para definir uma multidão. Galera na realidade é um navio de pequeno porte. Por qual opção o tradutor se voltará? Assim, quando Moisés desceu do Monte Sinai há versão que diz que ele estava com o rosto resplandecente (Karan), ou chifres (Keron) conforme a versão da vulgata. Problema com as vogais de uma língua pobre. Numa Bíblia de 1955 certa vez eu li que no tempo dos Juízes (1200 a 1100 A.C) no episódio da batalha contra os filisteus a Arca da Aliança é levada ao templo de Dagon e o castigo vem com uma epidemia de... hemorróidas. Outra armadilha na colocação das vogais entre consoantes no original. As novas versões revistas e corrigidas mostram que era epidemia de peste bubônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Por isso é que eu todo fico arrepiado quando vejo na TV pregadores inspirados por um espírito que não é tão santo ou muito menos sábio e coerente, demonstrando a quem ouve tais prédicas  não haver uma sintonia com o alto, porque se assim fosse, aquele que ocupa o púlpito seria orientado miraculosamente sobre esse problemas literários artifícios gramaticais que confunde a massa. Se bem que o importante nestes tempos em que estamos vivendo é o efeito especial com jeito de milagre. Todo mundo quer o milagre de ter um carro novo, uma casa no Morumbi, cartões de crédito sem limites. Porque tentar desvendar os complicados hieróglifos da história do homem como um todo, se o importante é sair andando sem bengala ou cadeira de rodas num barracão à guisa de templo, ou tenda dos milagres ao passar pela fogueira das vaidades para pagar o carnê de um cantinho no céu, ou comprar um pedaço de lenço milagroso. E onde fica aquela tradução literal?: “A casa do meu Pai é casa de oração e não de mercadores...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-2337575753876901619?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/2337575753876901619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=2337575753876901619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2337575753876901619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2337575753876901619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/10/e-biblia-tinha-razao.html' title='E A BÍBLIA TINHA RAZÃO       -                                      Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-c0OA_8oDquM/TohqSO-HIBI/AAAAAAAAKF4/oldreeCtUJw/s72-c/G%25C3%25AAnesis-%25C3%25A9-o-primeiro-livro-da-b%25C3%25ADblia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-8126044933938651792</id><published>2011-09-28T08:25:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:44:35.385-08:00</updated><title type='text'>QUASE SEXY...                                                              Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VbL6rxIrNAs/ToNaOO1clmI/AAAAAAAAKFo/5FfpNT8aaQ8/s1600/O%2Bpensador%2Bde%2BRodin.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="242" src="http://2.bp.blogspot.com/-VbL6rxIrNAs/ToNaOO1clmI/AAAAAAAAKFo/5FfpNT8aaQ8/s320/O%2Bpensador%2Bde%2BRodin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Setembro era para mim, desde quando menino, o mês mais esperado do ano. Não porque era tempo da florada de ipês amarelos e brancos rompendo em tons fortes chamando pela primavera, a qual muitas vezes chegava trazendo uma chuva grossa e quente que varava semanas e alcançava o dia da Festa do Divino e do Padroeiro. Isso não tinha lá muita importância. A chuva só conseguia mesmo pintar de cinza o tempo, porque não ofuscava a alegria na minha alma de menino, que sempre sabia, quando os sinos badalassem anunciando o último dia do tríduo, era porque havia chegado para mim, mais um dia de vida. Era o dia do meu aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Eu nasci na véspera da festa do padroeiro, no dia do “Rosh Hanah”, o início do ano novo dos judeus. Nasci lá em Santa Cruz dos Matos, num ranchinho de taipa batida da minha avó Laurinda, a única parteira do bairro. Diziam no meu tempo de garoto de sítio, que a festa do Divino, era uma tradição trazida pelos mineiros de Baependi e Airuoca quando desbravaram este chão e plantaram nele a semente de suas tradições mais profundas. Depois, se eu não havia nascido no dia da festa do santo, a cegonha pelo menos teve o capricho de me trazer no mundo numa data muito importante que pouco sãomiguelense conhece. Talvez aqueles mais antigos, ainda se lembram. Eu nasci no dia 28 de setembro, vinte e um ano depois do grande milagre de São Miguel Arcanjo, o santo príncipe da milícia celeste, o qual precipitou no inferno satanás e outros espíritos malignos que andam para perder o mundo.  Foi no dia 28 de setembro de 1932 que as tropas legalistas decidiram bombardear a pequenina vila de São Miguel Arcanjo, totalmente vazia de gente. Até os homens mais valente haviam fugido pro mato de medo da revolução e da soldadesca. Quando o comandante deu instruiu o canhoneiro para bombardear a cidade, o céu se escureceu e surgiu diante da tropa um general resplandecente impedindo o cumprimento da ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Diziam os mais antigos que essa tropa estava sob as ordens do comandante Waldomiro de Lima, um ateu convicto e juramentado. Diante daquela visagem ele se esmoreceu. Feito um cão que guarda o rabo entre as pernas, entrou marchando pesadamente e postou com seus homens debaixo de uma enorme figueira que ladeava a praça. Nesse instante, uma força misteriosa atraiu o comandante e seus subordinados para dentro da capela. Qual não foi o espanto daquele pessoal ao observar que no altar mor (que nem o canhão conseguiu destruir) estava o soldado misterioso com sua espada flamejante em punho. Contavam que Waldomiro de Lima se desvencilhou da sua espada e a depositou no altar, levando como lembrança um estandarte do Arcanjo São Miguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Só por essa história já valia a pena nascer na véspera da festa do padroeiro. Depois, quando me vi já garoto, com vontade própria, não mês de setembro não me custava nada levantar quatro e meia da manhã no dia 29 e ir tocar o sino da igreja junto com o Zé Antonio de Góes para dar início à alvorada festiva que rompia as cinco horas com queima de fogos, ao som da Corporação musical Sãomiguelense e com os ora-vivas animados do velho Cassiano Viera, a voz inconfundível de todas as festas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Ainda recordo nitidamente da minha primeira comunhão.  A igreja estava em fase de acabamento no sei interior. As colunas revestidas de branco e nos tijolos que serviam de base assentavam o piso de mosaico português. A primeira celebração do dia 29 acontecia sempre às sete horas. Era festivamente comemorada a primeira eucaristia daquele bando de criança vestida de branco, como que a externar a pureza da alma. Essas lembranças estão para sempre acondicionados no “pen-drive” da existência para nunca mais esquecê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Se a festa do Divino e do Padroeiro já era cheio de encantamento para um menino feito eu que descobria o mundo, muito mais encantada ficou a vida quando a adolescência deu formas e contornos de homem que buscava por olhos ligeiros e agrados de moças bonitas, as quais cirandavam como flores no entorno da praça. A vaidade aflorada levava a gastar o último tostão minguado para tirar um retratinho de “slide” introduzido num monóculo de plástico, que se possível fosse, daria de presente a ela como lembrança, em troca de um sorriso iluminado que enfeitava muito mais a noite do primeiro idílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Coisas de um tempo que já teve seu tempo. Hoje já não sou mais o mesmo e nem tampouco o tempo é aquele encanto que já foi um dia. O tal de calendário não para. É como areia fina a escorrer pelos vão dos dedos. Dá-se a impressão que toda aquela alegria, assim como aquele enlevo inocente de doce ternura que emanava em suspiros do fundo da alma perdessem o seu sentido mais profundo, confundidos com emoções passageiras provocadas mais pela estimulação dos sentidos e pelos aplausos conquistados com fama e poder. Foi por esse tempo, que andei descobrindo o afago de um terno abraço na forma de um amor pessoal e sem mistério que se transformava em alegria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Hoje vivo distante da minha terra. Além d a separação física da distância foi-se o doce enlevo das festas do padroeiro de antigamente. Os sonhos áureos do menino aniversariante sucumbiram ante a realidade. Muitas vezes, quando setembro chega, começo a ficar feliz novamente como se fosse menino outra vez e pergunto aos meus sentimentos: Como serão as festas do padroeiro e do Divino Espírito Santo nos dias de hoje, lá na minha terra? Onde eles realizam agora o Império do Divino se não há mais a barraquinha, lugar em que povo passava para apanhar a rosca benzida pelo Senhor Bispo? Será que as noites ainda são iguais às de antigamente, quando o cinema escolhia uma fita bem romântica para a gente assistir com ela. Pois é... O periquito do homem do realejo me enganou. Ele tirou para mim um bilhete onde dizia que eu iria ser muito feliz ao longo dos anos. Passarinho mentiroso. Cá estou eu abraçado à minha solidão, contando mais uma conta no rosário dos meus dias que se completam neste dia 28. E cadê a festa? Cadê o giro das moças elegantes? O flerte envolvido de ternura? O pregão dos mascates? Cadê? Há apenas uma lembrança dolorida de um tempo que não volta nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-8126044933938651792?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/8126044933938651792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=8126044933938651792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8126044933938651792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8126044933938651792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/09/eu-nasci-assimeu-nasci-aqui-em-noite-de.html' title='QUASE SEXY...                                                              Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VbL6rxIrNAs/ToNaOO1clmI/AAAAAAAAKFo/5FfpNT8aaQ8/s72-c/O%2Bpensador%2Bde%2BRodin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-7972930223525811423</id><published>2011-09-21T12:15:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:45:34.706-08:00</updated><title type='text'>EU NÃO DISSE QUE CHEGAVA LÁ?                 -               Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RLYEU9W5fdM/Tno31AJarRI/AAAAAAAAKE4/2L3xlK4gzyw/s1600/praia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-RLYEU9W5fdM/Tno31AJarRI/AAAAAAAAKE4/2L3xlK4gzyw/s320/praia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Descobri que a melhor coisa da vida é amadurecer. Mas amadurecer sem cair. Na conta do rosário de dias, recordar os amigos que vieram e que se foram. Os que nos surpreenderam de alguma forma. A melhor fase da vida é esta, a de ser maduro, e curtir uma certa vaidade de cabelos brancos, sem se incomodar com a silhueta de uma barriga que nunca mais será de “tanquinho”. Na medida em que fui vendo o tempo passar diante dos meus olhos, tornei-me mais tolerante até comigo mesmo. Eu me despojei por inteiro daquela visão crítica sempre ácida de quem acha que sabe tudo, mas que na realidade está de mal com o mundo. Foi só agora que percebi que o melhor amigo de mim mesmo sou eu.&lt;br /&gt;...Acho engraçado observar a vida do alto dos meus tantos janeiros como se estes fossem um pedestal de onde vejo todas as pessoas que correm desvairadamente para lugar nenhum, como cão sarnento tentando apanhar o próprio rabo. Viver é olhar no espelho todos os dias e ter certeza de que ali está sempre a sua imagem e semelhança, mesmo com o passar dos anos. Nem tente mudar o espelho de lugar, porque ele vai refletir fielmente aquilo que você é. Por essas e outras é que eu acho a minha vida muito boa. É vida feita de gente simples, mas com extraordinários sentimentos nobres. Tantos companheiros queridos preocupados com o amanhã já se foram e jamais compreenderam que o amanhã também é o ontem que se foi. Amigos jovens que partiram sem perceber que a liberdade é um dom que só se conquista com o viver constante. &lt;br /&gt;...Muitas vezes as pessoas lá de casa, aqueles que estão à minha volta, sem irritam com as migalhas de pão que deixo cair no chão da sala quando estou vendo TV. Outras vezes, me censuram por comprar um disco de vinil para ouvir no velho três em um. Mas eu conquistei com o tempo algumas prioridades e prerrogativas da “velhidade”. Se não posso ser um velho extravagante, pelo menos posso ser um velho cafona.&lt;br /&gt;...Outras vezes a madrugada bate à porta e me surpreende diante do computador procurando canções românticas que falam do meu tempo, quando buscava loucamente por um amor que nunca tive. Músicas que foram sucessos nos meus anos dourados, quando dancei nos braços da felicidade pelos salões dos meus próprios sonhos sob as luzes da minha ternura resplandecente, com força capaz de estilhaçar os cristais de um coração mimoso crustrado de pedra preciosa, mas que se desmancharia aos sussurros de versos tão antigos quanto a própria existência.&lt;br /&gt;...Eu esperava tanto por este tempo de hoje, cantarolando ao longo da vida a canção da vagabundagem: “Num velho calção de banho/um dia pra vadiar/um mar que não tem tamanho e um arco-íris no ar...” Tempo de andar pela areia da praia num short antiquado e excessivamente velho, para mergulhar o corpo no vai e vem das ondas, sem nenhuma inveja dos rapagões de Jet Sky. Eles também vão amadurecer. Até a garota bronzeada de tanto sol, que mal cabe na tanga minúscula, embora não queira acreditar, sabe que um dia ainda irão olhar penalizado para seu corpo desvanecido e sem atributo algum. Ela também vai amadurecer!  &lt;br /&gt;... Muitas vezes tenho a sensação de que sou um tanto esquecido. Alguma coisa já não me vem com tanta nitidez na memória. Isso é bom, porque há passagens na vida que devem ser soterradas no esquecimento para jamais virem à tona. Agora, me dou ao luxo de me lembrar só de coisas que ao longo da vida aquebrantaram meu coração. Coração aquebrantado é que nos ensina ternura, amor e compaixão. Um coração que jamais sentiu alguma dor é estéril e jamais pulsará a alegria de ser imperfeito. &lt;br /&gt;...Eu não disse que chegava lá? Olhaí... Vivi a vida na plenitude de ser abençoado com cabelos cor de prata e ainda ter afivelado no rosto sulcado o mesmo riso da juventude. Tenho pena daqueles que foram sérios demais, assim como meus chefes que só contavam dinheiro. Muitos se apagaram na vida, antes mesmo dos cabelos pratearem. Conforme você vai amadurecendo se torna mais doce, porque deixa de se preocupar com a opinião dos outros à seu respeito. Ao amadurecer você ganha o direito de nunca mais contestar e a supremacia de poder sempre estar errado. Eu não disse que chegava lá? E cheguei “inteiraço”.&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-7972930223525811423?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/7972930223525811423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=7972930223525811423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7972930223525811423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7972930223525811423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/09/eu-nao-disse-que-chegava-la.html' title='EU NÃO DISSE QUE CHEGAVA LÁ?                 -               Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RLYEU9W5fdM/Tno31AJarRI/AAAAAAAAKE4/2L3xlK4gzyw/s72-c/praia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-1837562087409126359</id><published>2011-09-12T09:18:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:47:02.825-08:00</updated><title type='text'>JUVENTUDE, ALMA DA VIDA, AINDA QUERO VOAR!    -        Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0yYuByNPxHQ/Tm4wvQujqMI/AAAAAAAAKDk/GTxzmL1SpE0/s1600/Pegasus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-0yYuByNPxHQ/Tm4wvQujqMI/AAAAAAAAKDk/GTxzmL1SpE0/s320/Pegasus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Eu guardo muita saudade aqui dentro do coração. Lembranças ternas e indescritíveis. A primavera para mim, por exemplo, era como se fosse a prima linda e meiga que estava para chegar.  E eu, ainda fico sempre esperando por ela que chega na hora exata, algumas vezes fora do horário. A mente idealiza a garota bacana, cheia de surpresa, que muitas vezes chegava até antes da hora. E quase morro de saudade. Por isso, gostaria que o tempo voltasse e tudo acontecesse da mesma forma de antigamente. Um “dejavu” sentimental. &lt;br /&gt;...Tenho comigo que recordar é viver novamente e esquecer é morrer duas vezes. Guardo saudade das noites de sereno, quando a gente não conseguia ver a torre da igreja. Apenas o círculo de luz do relógio. Tempo quando as pessoas de algum prestígio avaliavam seu poder financeiro pela distância em que moravam da praça. O toque do sino nas tardes de maio ainda está na minha memória. A rua vazia de gente em plena noite de vento sul, mas mesmo assim, você podia sair sem destino, que jamais seria assaltado. Época feliz, quando as pessoas eram também felizes, e por isso davam “bom dia” pra todo mundo na rua com a gorjeta de um sorriso.&lt;br /&gt;...Sufoco muita saudade dentro de mim. Saudade de olhos tristes sonhadores que me olhavam com ternura. Ah! se a gente pudesse passar a vida a limpo! Saudade daquela senhora que vendia banana numa cesta de bambu sobre a cabeça coberta por um lenço branco, mãe de duas filhas lindas: Maria José e Cidinha. Tinha também o filho Luiz Francisco, que estudava no Gomide comigo. Tempo em que a igreja possuía altar, com a porta constantemente aberta e até cachorro entrava. Essa saudade que eu sinto, é a forma que encontrei para enfrentar o alemão que anda rondando atrás de mim, o tal de Alzheimer.&lt;br /&gt;...A Praça Tenente Urias, que os mais velhos chamavam de “largo”, era mais bonita do que hoje, com seus arbustos trabalhados. As mocinhas de Santa Cruz dos Matos quando vinham na "vila", gostavam de passear no largo. É verdade que a cidade cresceu um pouco mais. Ficou mais moderna, não tem poluição, mas parece que o estresse da falta de opção está entranhado na juventude ociosa. A vida é dinâmica, mudamos a cada segundo. Coisas novas vão surgindo entulhando a gaveta vazia da ternura com coisa menos importante do que viver a vida em toda a sua plenitude. “O pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa, quando começa a pensar...” Já dizia o velho Lupicínio Rodrigues autor dessa música, mas que em todos os "sites" de informação da internet aparece como sendo  autoria de Caetano Veloso, o qual nem tinha nascido quando a musica foi composta.&lt;br /&gt;...E a realidade nua e crua? Nada tem a ver com a minha ternura antiga. Quando adolescente eu queria namorar todas as meninas mais belas da cidade e estudar contabilidade para ser um guarda-livro; o orgulho do meu pai. Parece que no sonho da moçada de hoje, o importante é ser jogador de futebol de time famoso, mesmo que não aprenda nem a ler e escrever. Outros querem ser participantes do BBB na TV. Pouco se fala na possibilidade de ser um simples cidadão honesto, cumpridor do seu dever. Vivemos um tempo às avessas onde o menor não pode ser trabalhador, mas a vida madrasta e malvada lhe reserva o direito de matar, roubar e traficar para sustentar o vício.&lt;br /&gt;...Conheci político que ajudava as pessoas com suas próprias expensas. Hoje tiram do povo para se ajudarem a si mesmos. Vejo pregadores fatalistas na TV se vestindo de santo e vendendo um evangelho escapista, vazio de teologia, e totalmente nulo de bênção. Templos semelhantes a cassinos, porque são verdadeiros caça-níqueis dos mais simplórios e dos mais humildes.&lt;br /&gt;...E o “bang-bang” do cinema que ganhou as ruas, as vielas tortas e mau cheirosas? O espetáculo das explosões dos caixas eletrônicos? Jamais eu imaginava que isso um dia saísse das páginas dos gibis desenhados em preto e branco. E a música? Totalmente aleijada de melodia e harmonia. Hoje só vou falar de saudade. Mas não posso perder a oportunidade para lembrar de eleição. Eu posso não saber em quem vou votar no próximo pleito, mas tenho uma lista de nomes em quem não votar. Garanto que são mais de vinte... Ah! Saudade das primaveras de um tempo que não volta nunca mais.&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-1837562087409126359?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/1837562087409126359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=1837562087409126359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/1837562087409126359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/1837562087409126359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/09/juventude-alma-da-vida-ainda-quero-voar.html' title='JUVENTUDE, ALMA DA VIDA, AINDA QUERO VOAR!    -        Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0yYuByNPxHQ/Tm4wvQujqMI/AAAAAAAAKDk/GTxzmL1SpE0/s72-c/Pegasus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-8238525223958878789</id><published>2011-09-06T18:27:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:47:50.768-08:00</updated><title type='text'>MUITO CACIQUE PRA POUCO ÍNDIO      -                       Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qDSjmEHd08I/TmbIPlqkWXI/AAAAAAAAKA8/G2a5FnCeXmw/s1600/C%25C3%25A2mara.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="253" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-qDSjmEHd08I/TmbIPlqkWXI/AAAAAAAAKA8/G2a5FnCeXmw/s320/C%25C3%25A2mara.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;(Anos 60-Estes 15 vereadores não ganhavam nenhum tostão) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A cada quatro anos o povo sofrido de todo o município coloca-se na expectativa de que as coisas vão melhorar, mesmo elegendo os nomes de sempre que há anos ocupam a cadeira do poder, mais para defender os interesses do reduto eleitoral, do que os anseios de um povo. Não sei se as pessoas têm percebido, mas ao longo desses anos, neste chão de Tenente Urias as coisas novas não desgrudam das velhas, como se fosse uma doença. Parece que tudo que se refere a política no município no futuro, carrega sempre um ranço do passado oligárquico, como forma de manter permanente a continuidade mórbida daquilo que já era senil antes e que em tempos de campanha volta para dizer que tudo vai mudar no próximo quatriênio. &lt;br /&gt;...Apesar de alguns vereadores buscarem justificativas para aumentar o número de cadeiras no Legislativo, parece que estes estão soprando um balão de vento quando tentam justificar a situação que é uma verdadeira “saia justa”. Na realidade o aumento do número de cadeiras permite aumentar a chance daqueles que ficaram de fora no último pleito, vir ocupar um lugar na Câmara. Cá entre nós, não é fácil numa cidade carente de emprego, dispensar um bom salário de vereador. Dentre os que já estão sentados confortavelmente, e que se reúnem semanalmente para uma sessão morna, dá para se contar em meio dedo mínimo os que não estão compromissados com este ou aquele político das altas esferas feito verdadeiros cabos eleitorais. Vereador tem que saber que o poder Executivo nem sempre está certo, mas também, nem sempre está errado. Por isso não cabe dizer que o lema da Casa é a fiscalização, mas saber que o principio democrático, antes de tudo é criar leis.  &lt;br /&gt;...A opção preferencial pelo próprio umbigo não traduz só na pauta de uma Câmara multipartidária, onde cada um defende a cor e o interesse do seu partido. Onde as decisões tomadas dificilmente sobrevivem à realidade de um município carente, que como bem lembrou o Dr. Miguel França de Mattos “nós somos ricos em belezas naturais, mas paupérrimos em rendas e arrecadação...” O Município tem uma receita anual de 40 milhões de reais. Sobreviver com um orçamento desse tamanho é um autêntico desafio que vai de encontro a algumas consciências que não permitiriam aumentar jamais o número de vereadores. &lt;br /&gt;...São Miguel Arcanjo já chegou ter dezesseis vereadores, mas nenhum deles ganhava um tostão. Menino ainda, eu vi muitas vezes o saudoso Cassiano Vieira falando ao meu pai, repetidas frases de efeito como a predizer um futuro radiante para a cidade que naquele tempo era mais pobre ainda. O povo sempre sonhou com a redenção econômica, com tempo de vacas gordas. Mas foi se a República Velha, veio a Nova República e a oratória continuou sendo a mesma ditada pelos velhos, agora repetida na boca dos novos. Permaneceram também os mesmos vícios. Os líderes parecem ser sempre os mesmos promesseiros de dantes.&lt;br /&gt;...Tristemente vivemos numa terra onde os homens que constroem o País em todas as esferas, não têm outro currículo que não seja o de haverem sugado até a última gota das tetas do poder durante longos períodos. Estamos à porta de mais um ano de campanha eleitoral, mas qual a perspectiva de futuro senão essa que ora se apresenta em todas as cidades: aumentar o número de legisladores. Pra quê? Muitos dos que votam em tais figuras, mal sabem o quanto são prejudicados muitas vezes no seu direito de cidadão.&lt;br /&gt;...A hora é agora. Hora de sair da sala acortinada para reivindicar o direito coletivo, escapar definitivamente do comodismo das quatro paredes da Casa de Leis e ir ao encontro do caboclo do mato, ser humano indefeso, totalmente sem voz e sem argumento. Esse é o autêntico desafio político. Dividir-se ao invés de somar! É o exercício legítimo do cargo público na luta por causas perdidas, onde os holofotes da mídia não alcançam. São lugares onde poucos conseguem reconhecer seus feitos e onde não se contabilizam votos, mas é ali que faz falta o cidadão autêntico, legitimo representante de toda a sociedade e de consciência tranqüila. O município pobre não precisa de mais legisladores, mas de homens comprometidos com as causas sociais do povo são-miguelense.&lt;br /&gt;...O que se vê amiúde são prefeituras quebradas em quase todo o território nacional. Elas são verdadeiros calcanhar de Aquiles de todos os prefeitos que precisam se virar de uma hora para a outra mudando a retórica do discurso proferido nos comícios, quando candidato. Logo, por mais bem intencionado e honesto que seja o executivo, passa a ser observado como promesseiro. Quase todas as noites na TV sempre têm algum partido convocando membros para filiarem nesta ou naquela sigla. Eles não convencem ninguém. É sempre a mesma história.&lt;br /&gt;...Como se não bastasse, uma gama de heróis carcomidos do reino da política vêm borrando a ficha limpa,fazendo da cueca um cofre, trocando a honradez por uma bolada que o cidadão, trabalhador de sol à sol, não ganharia numa vida inteira. Há um apoio geral do povo para uma faxina completa em todos os níveis da política e não há argumento convincente para defender o indefensível aumento de bancos no plenário de uma cidade pobre. Em resumo: quantos Tiricas  à mais seriam colocados no poder? Interessante... Jesus possuía um grupo mínimo de seguidores, mas que representaram muito bem milhões de pessoas na face da terra, sofrendo prisões, martírios e perseguições de poderosos sem ganhar sequer um centavo. &lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO MM.JUIZ DE DIREITO DR.JOÃO DE OLIVEIRA RODRIGUES AO JORNALISTA MIGUEL TERRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros Verinha e Miguel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou perplexo com a notícia que hoje os nobres vereadores vão votar um projeto para aumentar as cadeiras da Câmara de nove para treze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Miguel é uma cidade muito pequena e não é tanto serviço assim que exija tantos vereadores, até porque se até hoje os nobres vereadores estão dando conta do recado, por que o aumento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que os nobres vereadores teriam que se preocupar muito mais com a saúde e educação da nossa cidade, pois é visível a falta de creches, falta de remédios, falta de transparência da Administração Publica, enfim, uma série de coisas que deveriam preocupar-se, ao invés de quererem aumentarem as cadeiras da Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro beijoão para a Verinha, outro abraço para o Miguel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-8238525223958878789?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/8238525223958878789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=8238525223958878789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8238525223958878789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8238525223958878789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/09/muito-cacique-pra-pouco-indio.html' title='MUITO CACIQUE PRA POUCO ÍNDIO      -                       Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qDSjmEHd08I/TmbIPlqkWXI/AAAAAAAAKA8/G2a5FnCeXmw/s72-c/C%25C3%25A2mara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-8719199740206859438</id><published>2011-09-03T14:49:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:48:32.374-08:00</updated><title type='text'>RETRATO EM PRETO E BRANCO     -                             Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cbVfEEHvXTc/TmKhSetfKII/AAAAAAAAKAs/WbV8pRIFcZU/s1600/Pra%25C3%25A7a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="226" src="http://1.bp.blogspot.com/-cbVfEEHvXTc/TmKhSetfKII/AAAAAAAAKAs/WbV8pRIFcZU/s320/Pra%25C3%25A7a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Sempre penso muito antes de desenvolver um tema sobre a cidade. A terra é minha pátria; o céu, meu teto e a liberdade, a minha religião.  Mas é difícil escrever e não ser polêmico, mesmo sem querer, quando se esbarra na verdade. Principalmente nestes tempos de internets e blogs, quando todo mundo se arvora de jornalista sem um mínimo de responsabilidade com a ética e coma pesquisa, transformando a noticia num verdadeiro “Samba do Crioulo Doido”. Vão metendo o bedelho e virando nos avessos a geografia do município. Graças à Deus nunca perdi o dom de interpretar o que me diz a folha branca e limpa, para jamais esquecer a arte de interpretar as letras invisíveis que ela mostra apenas para alguns. Dizem que gramática se aprende na escola da vida. Basta começar uma conversa para saber quem é repetente, Eu sempre acreditei que Itapetininga estava ao norte, logo depois de Santa Cruz dos Matos. Sete Barras e Tapiraí só podem estar ao sul, beirando o litoral. Quanto Capão Bonito e Pilar do Sul, basta olhar para o lado que o sol nasce e onde ele se põe que já tem a noção exata. Agora parece que mudaram de lugar. Por isso, prefiro fazer desta coluna um capítulo à parte recheado de histórias bem humoradas do que me empenhar em bravatas com quem não pesquisa para escrever e acredita na sua própria opinião, achando que é certa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Há algum tempo fizemos vários documentos em vídeos amadores pelo sistema “bookmaker” registrando o nosso ontem, à partir de 1910, por ocasião do aniversário da cidade. Depois, repetimos a dose, num quase curta metragem sobre os 100 anos do padre Chico. A maioria das imagens eram fotos brancas e pretas de antigamente. Sómente alguns quadros vinham mesclados propositalmente de imagens coloridas atuais, mostrando o apogeu do ontem e a morte do hoje. Então me perguntam: “Porque fazer filmes sobre São Miguel antigo?” E a gente responde na lata: “É porque naquele tempo tinha mais coisa para se mostrar do que agora”. Nossa ousadia ainda vai nos levar a fazer um longa-metragem contando a saga do tenente Urias. Sem nenhuma ajuda do poder público, claro. Esta terra tem que ter sua história perenizada para deixar de ser um lugar acéfalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Vejamos: Já apresentamos a transformação da praça; a mudança da fachada da prefeitura; a câmara antiga; o mercado velho; a Fazenda Tungal; a igreja velha; a construção e a descaracterização da atual; os casarões; a Fazenda Atlântida; o bicho da seda; o ciclo do algodão; do carvão, do transporte; do fumo; da tropa arreada; dos escoteiros; dos heróis de Monte Castelo; dos heróis de 32; do Zizo, herói, da resistência; dos carnavais da década de 20; das Santas Missões; da orquestra do Bernardes Júnior; as bandas de músicas; os conjuntos, Music Boys, NFJ 5; o Trio Sonoro; o Trio Trovadores do Sul; os ciclistas; a Empresa de Ônibus; o Esporte Clube S. Miguel na III Divisão de Profissionais; o cinema em sua plenitude; a colônia sírio-libanesa; os seresteiros; as carvoarias; os cortes de madeira de lei... Mostramos até o Tapichi! Só não mostramos ainda a Terezona e o Nino por causa do preconceito, mas eles estão lá, inseridos na história do povo com o mesmo glamour das atrizes e atores da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...As imagens em cores atuais, na sua maioria, são da Reserva Carlos Botelho; do rio Taquaral; do Parque do Zizo; das cachoeiras adjacentes; do anoitecer e amanhecer; da geada; da praça (com o coretinho modificado); da igreja sem seu vitrô em forma de cruz, o primeiro item a ser alterado; do interior da igreja com e sem altar mor; da Praça da Rodoviária; da prefeitura nova; do cinema, tal como a estrofe daquela música “sem telhado, sem pintura...” Agora pelo menos, já tem telhado. Não tem muita coisa para se exibir por aqui. O recinto da festa da uva, ou a exposição das frutas? Tirou uma foto, já vale pelo ano inteiro, pois não muda nada. Filmar a arena de tortura de animais? Ou o triste canil abandonado? A situação da estrada São Miguel - Pilar do Sul, em contraste com a rodovia de Pilar a Salto de Pirapora? Não tem muita novidade para os blogueiros conseguirem um “furo” de reportagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Isto me faz me lembrar de uma passagem num primeiro de abril do começo dos anos sessenta. Com muito custo, o vice-prefeito Cassiano Vieira conseguiu trazer a TV Bandeirantes para filmar a festa do município. Não teve jeito! Faltava ângulo, faltava a beleza de um cenário natural. O velho político não se deu por vencido. Organizou um clássico entre o Esporte Clube São Miguel e o Botafogo para tentar descolar o documentário. Quando a equipe da TV chegou ao local, encontrou o Estádio Municipal totalmente em ruína; o alambrado de madeira inteiramente arrancado, depois de uma histórica briga, contra uma equipe de Capão Bonito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Quem ama essa terra sente profunda tristeza ao traçar um paralelo entre o ontem e o hoje. Havia um enorme grupo misto de escoteiros nos anos 40. As meninas sob o comando da Tita Fogaça... O tenente Silvio Santos tentou criar um grupo nos anos 80, usando até recursos próprios para reunir alguns meninos dentro da filosofia de Baden Powel (que não é aquele violonista da MPB). Ficaram apenas as fardas de lembrança. E o Rotary Clube? Principiou na década de 70, reunindo as figuras exponenciais da sociedade em lautos jantares no Centro Comunitário. Entretanto, parece que quando o jantar acabou, desvaneceu-se a filosofia filantrópica dos rotarianos da terrinha. É verdade que agora tem Loja Maçônica? Naquele tempo ser maçon era pecado e o padre excomungava!       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Temos muita coisa para mostrar em preto e branco, tal como a Empresa de ônibus, o parque infantil, a alegria de uma sociedade de elite que florescia como as flores de algodão a despejar libra esterlina na cidade pequenina. A contagiante juventude que se sentia o máximo tomando “Crush”, Grapette ou “Coca Cola”. Nem pensavam mergulhar nas bebidas alcoólicas misturada com energético. “Craque” era só jogador de futebol. O jeito mesmo é rememorar as coisas pelo lado da poesia, porque pelo lado histórico-jornalístico dá muita tristeza. Principalmente quando a gente observa que até a Santa Casa também já passou para o lado preto da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-8719199740206859438?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/8719199740206859438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=8719199740206859438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8719199740206859438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8719199740206859438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/09/retrato-em-preto-e-branco_03.html' title='RETRATO EM PRETO E BRANCO     -                             Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cbVfEEHvXTc/TmKhSetfKII/AAAAAAAAKAs/WbV8pRIFcZU/s72-c/Pra%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-1726898380025676161</id><published>2011-08-27T09:42:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:49:29.670-08:00</updated><title type='text'>ESTUDÁ PORQUÊ? EU VÔ SÊ POLÍTICO!    -                  Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YbnsARG7eIk/TlkeMRcU_fI/AAAAAAAAJ_k/1txrvRsIOQA/s1600/foromando.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="218" src="http://1.bp.blogspot.com/-YbnsARG7eIk/TlkeMRcU_fI/AAAAAAAAJ_k/1txrvRsIOQA/s320/foromando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Certa feita escrevi nesta mesma coluna: “Você já foi à uma Sessão da Câmara? Não? Então vá...” É importante saber o que está fazendo aquele elemento que você elegeu como seu lidimo representante. Como ele age em plenário. Se ele é dinâmico e pensa no bem da coletividade. Principalmente agora que começa a dança das cadeiras para o ano que vem. Faltam exatamente doze meses para o novo embate eleitoral. E quem você vai eleger? Alguém desinteressado no destino da cidade? Sinto falta dos grandes vereadores do passado, Wadi Miguel Hakim, Dr. Miguel Terra Domenice, Dr. Antonio Bittar Filho e Aristeu Válio. Uma Câmara Municipal tem vereadores para todos os gostos. Tem para dar nome de rua, propor congratulações a pessoa importante e outros para baixar o nível... Alguns até para dizer palavrão, sem o mínimo decoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A sessão aqui na terrinha sempre começa com a leitura de um trecho do Evangelho. Leitura é modo de dizer, porque quando o leitor não tropeça nas palavras, acaba comendo letra. Quem entendeu, entendeu... Quem não entendeu, procure ler em casa, ou peça ajuda do padre ou de um pastor. Daí vem a leitura da ordem do dia... Nem sempre por ordem, é claro. Parece não haver prioridade nas discussões, principalmente nos questionamentos junto ao executivo. Cada um dos edis são especialistas em determinada área. Tem aquele que começa solicitando á mesa requerimento para o executivo tomar providência de tapar aos buracos de rua. É triste observar como atua algumas vezes o Poder Legislativo Municipal. Por isso pense bem em quem votar nas próximas eleições. Procure um representante de nível, com cultura, educação e com discernimento para não apresentar projetos evasivos que não beneficiam ninguém. A vitória nas urnas se conquista com trabalho sério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não tem debate inflamado em coisas de interesses irrelevantes, como no caso do passe escolar. Tristemente, em certas Casas de Leis há edis que necessitam voltar às escolas para aprenderem a ler, escrever e articular em defesa do povo que o elegeu. Em cidade grande o pau come solto. O vereador questiona sobre determinado assunto à uma secretaria, se a secretaria não responder ele a convoca. Se mesmo assim o departamento não der resposta é criada uma comissão para dar satisfação à população. Agora, antes mesmo a Câmara de Sorocaba afastou alguns secretários e está caçando um vereador cantor de música sertaneja. Quando os pares da casa são frágeis, o executivo deita e rola. Podem até falar mal, xingar, mas não vão ao âmago da questão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A nossa Constituição deveria exigir um curso rápido de Ciências Políticas dos eleitos como respaldo à vitória conquistada nas urnas e para dar continuidade à um trabalho sério. Deveriam ser sabatinados ou passarem pela mesma banca examinadora e vexatória tal qual passou o Tiririca. Com certeza, que com esse procedimento tudo iria funcionar melhor. Ora, na área privada exigem diploma, múltiplos testes para exercer qualquer função, porque o vereador estaria apto só por que obteve uma quantidade maciça de votos. Até para ser vendedor de livros hoje, exigem o segundo gráu. Vamos pensar no assunto para as eleições do ano que vem São Miguel Arcanjo merece representantes com capacidade para tirá-la do ostracismo. Muitos acreditam que a política seja a única profissão que não é preciso nenhuma preparação. Ledo engano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Tem vereador até atuante, bonitinho de feição como diz o caboclo, mas parece ter medo de se aprofundar em argumentos mais acirrados. Provavelmente ele teme arranhar sua imagem de futuro candidato ao executivo para o ano que vem. Outro bate boca, chega às raias do palavrão em pleno salão nobre, mas não junta provas para chegar no colarinho do seu desafeto que normalmente é sempre o supervisor administrativo. Existem aqueles que pegam a brasa com a mão do gato. Encaminham pacientes ao Incor e Medcor em Sorocaba, dizendo que o preço da consulta sairá mais em conta. O cidadão carente acredita. Quando você chega no balcão de atendimento desses consultórios, sem encaminhamento de nenhum vereador,  descobre que o preço do exame é o mesmo valor para todo mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Casa de Leis tem que fazer leis, ora essa. Leis que proíbam construção de cemitério próximo à nascente de rios. Leis que multem a Sabesp pelo mau desempenho em seu trabalho. Leis que fiscalizem os bares que vendem bebidas à menores descaradamente... E finalmente, uma lei que proíba a exploração de animais em rodeio, hoje a principal atração da festa da uva. De tanto rodeio, logo vai ser a festa do cavalo! E o cumprimento da lei de proteção dos animais para por um fim na trágica história do canil municipal.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Um toque feminino no plenário é de bom tom no meio daquela marmanjada que só ronca e não fala nada. Psicologicamente falando, o toque feminino é de suma importância.  Mulher tem a sensibilidade inclusive de observar a dificuldade das pessoas que vêm cedinho e ficam postados na frente do posto de saúde. Nada mais digno e humano de nota. Taí... Que tal uma lei visando abrir um albergue para atender esses pacientes madrugões, como existe em diversos lugares. O executivo entra com a infra-estrutura e a igreja, ou outras entidades assistenciais cuidam da parte social, oferecendo desjejum e alimentos a custo de um Real, ou porque não, de graça? Contando com doações dos grandes agricultores do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E os líderes! Quando alguém sem querer pronuncia o nome do alcaide já correm em defesa deste. Às vezes é para elogiar. Tem um jurisprudente que cita leis que nem sempre são cumpridas neste chão. Como a gente não entende mesmo de lei, murcha a orelha e abaixa a cabeça. Isso irrita a que só pensa, mas não tem coragem de falar. Você já foi à sessão da Câmara? Não? Quando a sua rua estiver esburacada, precisando de lombada, se ela ainda se chama “Rua do Pito Aceso”, vai lá. Faça um requerimento porque eles têm um rol de nome de gente para colocar em placas de ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-1726898380025676161?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/1726898380025676161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=1726898380025676161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/1726898380025676161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/1726898380025676161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/08/estuda-porque-eu-vo-se-politico.html' title='ESTUDÁ PORQUÊ? EU VÔ SÊ POLÍTICO!    -                  Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YbnsARG7eIk/TlkeMRcU_fI/AAAAAAAAJ_k/1txrvRsIOQA/s72-c/foromando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-2514920149404146652</id><published>2011-08-26T08:33:00.000-07:00</published><updated>2011-08-26T08:57:20.382-07:00</updated><title type='text'>O VIOLÃO DO MEU IRMÃO     -     Ary Leme Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7bMowmIFJn4/Tle8dz1CCRI/AAAAAAAAJ4w/UkxZiNm2qDI/s1600/eu%2Be%2Bo%2Bviol%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="270" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-7bMowmIFJn4/Tle8dz1CCRI/AAAAAAAAJ4w/UkxZiNm2qDI/s320/eu%2Be%2Bo%2Bviol%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O violão do meu irmão não era aquele primor, mas de repente, como que por mágica, despejou notas especiais numa melodia diferente, numa execução complicada, num ponteio no míninmo ousado. Naquela noite na casado Ray-o-Vac, o Orlando me surpreendeu. Sem mais nem menos, assim de repente, atacou de chorinho no eu violão. Surpreendeu não só a mim, mas à todos que lá estavam aguardando aquela peixada que prendia todas as atenções  na cozinha, de onde nos chegava à sala aquele aroma inconfundível de um prato extraordinariamente bem preparado com um leve toque  oriental sob o comando da Elisa. Com o título de “Choro Novo”, a composição não deixava nada a dever para os grandes mestres, garantiram o Lolinho Terra - de saudosa memória-e o Aparício Dias, dos experts em música popular brasileira, ali presentes. Eles gamaram em cada nota. Eu fiquei maravilhado porque quando meu irmão se decidiu entre o jornalismo e o Banespa a ser bancário, eu imaginei que no toque exato da matemática financeira ele iria se afastar dos pendores artísticos. Para mim,boêmio démodé viciado em serestas, perder o companheiro de noitada seria irreparável. Mas naquela noite ele provou que podia conciliar suas atividades com sua arte. Ao compor o que eu acho sinceramente que é uma expressão  das mais importantes no panorama musical brasileiro , por conta do orgulho fraternal eu o coloquei no rol dos grandes “chorões” como Callado - para mim o “pai” do choro; do Valdir Azevedo, do Jacob do Bandolim, do Ernesto Nazareth, do Jamelão, D’Áuria, do Izaias de Almeida, do Tinhorão, do Jaime Soares, do Osvaldo Bitelli, do Valter Veloso, do Valdomiro Maçola, do Renato Petra, do Valdir Guido, do Altamiro Carrilho, de outros mestres do ponteado brasileiríssimo que teve seu tempo de fazer sensação nbo rádio e nos salões, aproximadamente até os anos 30. Reconhecem os historiadores que esses músicos maravilhosos que deram vida ao chorinho com seus cavacos, flautas e bandolins nunca foram bem posicionados no ranking da mídia de massa e isso é uma pena, pois relega ao anonimato a maioria daqueles que literalmente fazem as cordas falar. Não absorvidos pela mídia de massa, formam o cordão dos excluídos do cenário “hit parade”, a confraria dos amigos do gênero que buscam apenas a satisfação de tocar, de expressar o sentimento e arte, mais do que o interesse de fazer sucesso. Na expressão do Lolinho e do Aparício naquele colóquio fraternal, o Orlando se demonstrava o virtuose em potencial, mas lá no fundo eu já pressentia a trajetória efêmera de sua belíssima composição. E bastou inscrevê-la no primeiro festival de música popular  da região para ter a comprovação, pelo quase desdém do jurado, de que choro  sempre ficou de fora na formação de público  para o consumo musical, desde os tempos da Chiquinha Gonzaga. Arvorando-se em produtores de bens culturais, alguns “agentes” de gravadoras elegem determinado modismo  que metem goela abaixo da galera despreparada e passam sua incultura por cima de importantes expressões da música autenticamente brasileira, privilegiando às vezes verdadeiras porcarias em detrimento de uma obra prima das manifestações do nosso patrimônio cultural autêntico. O choro é um desses injustiçados. Ele faz parte de um acervo precioso de ritmos e estilos que atravessam gerações sem contudo merecer maior empenho dos programadores nos espaços de ação programática dos veículos específicos de divulgação. Embora, jornalistas do quilate de Janaina Rocha, de vez em quando publiquem magistrais  considerações afirmando que a “roda de choro” é antes de tudo um encontro  de amigos, e que, “nessa verdadeira confraria, quintessência da música brasileira, com os compadres seguem tocando, apesar da mídia arredia”. Na verdade o que sobra mesmo são as rodas de diletantes que não estão preocupados em fazer sucesso, mas sim em fazer música boa, musica de raiz. O trabalho de difundir e valorizar expressões artísticas  fundadoras da nossa identidade musical deveria estar relacionado à preservação da memória cultural e colaborar para suscitar entre as gerações contemporâneas, a aspiração de renovar e assegurar a sobrevivência de nossa música popular de raiz, seja ela urbana, suburbana, do morro ou do sertão, numa espécie de culto às mais genuínas tradições de nossa cultura e de nossa identidade. Infelizmente não é assim. E o “Choro Novo” do Orlando acabou sendo prematuramente envelhecido, preterido, relegado ao esquecimento como o vagido da criança rejeitada, porque a mídia que deveria ser o elo entre o artista e plebe, travestida de atividade econômica, passou visar, exclusivamente  à produção de bens materiais , olvidando o que caberia à ela  acima de tudo, contribuir para elevação da qualidade de vida, tarefa em cujo contexto o desenvolvimento cultural deveria assumir caráter prioritário. O próprio Orlando não tem tocado mais esse chorinho. Aliás, ultimamente ele nem tem tocado violão. É por isso este desabafo. Sem querer fazer rima, eu sinto muita falta do violão do meu irmão. E só não choro porque o choro está fora de moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NR:HOJE NÃO TOCO MAIS CHORO. SÓ LAMENTO A DOR DO LER NA MÃO DIREITA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-2514920149404146652?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/2514920149404146652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=2514920149404146652' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2514920149404146652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2514920149404146652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/08/o-violao-do-meu-irmao-ary-leme-pinheiro.html' title='O VIOLÃO DO MEU IRMÃO     -     Ary Leme Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7bMowmIFJn4/Tle8dz1CCRI/AAAAAAAAJ4w/UkxZiNm2qDI/s72-c/eu%2Be%2Bo%2Bviol%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-3208794862610736108</id><published>2011-08-20T10:11:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:50:09.875-08:00</updated><title type='text'>PORQUE ESSA NOSSA FALTA DE EDUCAÇÃO?     -       Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qTlooKbxKNQ/Tk_qmTfZV9I/AAAAAAAAJyc/kx8Kq9OSyLI/s1600/educa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="256" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-qTlooKbxKNQ/Tk_qmTfZV9I/AAAAAAAAJyc/kx8Kq9OSyLI/s320/educa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Minha irmã Elena é professora desde o século passado. Diplomou-se com orgulho na Escola Normal do Instituto de Educação Peixoto Gomide, em Itapetininga em 1968, ano do fatídico AI 5.  Naquele tempo não havia curso de especialização. Normalista entusiasmada lecionou muito tempo como substituta de escola da zona rural. Na cidade, quem substituísse ganharia doze pontos por mês para futura elevação. Na zona rural, seriam trinta pontos e assim abreviaria o prazo para escolher a “cadeira definitiva” registrada no Governo, como se dizia naquela época. Era um tempo de alunos de cabeças sãs, os quais traziam de casa a disciplina ensinada primeiramente pelos pais. A bandidagem generalizada começou após os anos 80 quando os genitores omissos colocaram um fardo pesado sobre às costa do professor, com a missão de fazer aquilo que eles não conseguiram fazer por seus filhos. Repassar-lhes brio, caráter e honestidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Foram-se tantos anos de devoção, enfrentando obstáculos aparentemente intransponíveis para uma mulher de pequena estatura como, minha irmã. E nesse caso, incluo tantas heroínas anônimas feito ela.  Tinha de cavalgar sem saber, abrir porteiras de arame farpado com dificuldades, enfrentar vespas, vaca brava, cobras e aranhas até chegar à escolinha acanhada feita de barro batido, lá no bairro do Retiro onde ela principiou o seu sacerdócio. Hoje o bairro do Retiro possui uma “senhora” escola, substituindo a casa de barro daquele tempo, onde numa só sala havia alunos de três séries distintas.  As crianças aguardavam ansiosas pela sua chegada. E dessa maneira, superando as próprias dificuldades, minha irmã alfabetizou centenas de alunos com a ajuda de um livro só: a velha cartilha “Caminho Suave”, como se fosse a Bíblia Sagrada manuseada todos os dias para consulta e melhores resultados na promoção do aluno ao final do ano letivo. Hoje, diante de tanta parafernália pedagógica moderna, pergunto prá mim mesmo: será que as pessoas ainda conseguem se alfabetizar com a “Cartilha do Tatu”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Minha irmã está hoje aposentada, depois de servir também ao município por longos anos como funcionária da Prefeitura. Eram dois turnos. De manhã,  até meio dia, era professora nesse chão de meu deus e à tarde, debruçava nas contabilidades e acerto de contas da municipalidade sobre a austeridade dos ditames do Tribunal de Contas.  Ela está lá em sua casa, mais lúcida do que nunca cuidando das netas, sem nunca desgarrar da Graça Divina que a acompanha ao longo de sua vida. É uma fonte de inesgotável de lembrança da nobreza do magistério do seu tempo de mocinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Estou falando de minha irmã Elena por pura predileção familiar, mas junto com ela, outras tantas professorinhas primárias lecionavam do primeiro ao quarto ano do Grupo Escolar com o mesmo empenho. Naquele tempo, se o aluno não acompanhasse com aproveitamento a alfabetização, era reprovado sem prerrogativas. Não havia chance e nem meio termo. E não adiantava o pai ou mãe “darem seu show de ignorância” ameaçando professora na porta da escola. Aluno relapso que não conseguisse dominar a tabuada ou não aprender as operações fundamentais de aritmética era reprovado. Dessa maneira eram cumpridos rigorosamente em todos os estabelecimentos de ensino os currículos escolares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...As crianças que concluíam o quarto anos estavam aptas para prosseguir, mas ainda tinham de enfrentar o exame de admissão para entrar no ginásio. Era onde entrava meu irmão Ary em cena, com sua modesta classe de externato num dos cômodos da casa da dona Zezé, viúva do Waldomiro Brisola. Ele era perito em meter “reguada” sem dó em quem bagunçava a aula. Não era fácil entrar na primeira série do ginásio. Só depois disso, a missão do professor primário estava concluída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Aconteceu em 1994 e 1998 a invenção da aprovação automática no ensino oficial, idealizada pelo falecido Mário Covas, o mesmo que idealizou e leiloou o Banespa e foi continuada pelos seus sucessores. A partir de então, a qualidade do ensino começou a despencar, porque o aluno, sem receio da reprovação sentiu que não precisava mais se esforçar e muito menos tentar aprender os rudimentos de alguma coisa para o futuro. O resultado disso é uma quantidade enorme de jovens desqualificados para o mercado de trabalho, sem o mínimo de conhecimento básico para sua vida profissional. Ainda hoje eu li o poema da música “Lua Bonita” que uma amiga universitária colocou no “Face Book”, só que no lugar do autor (Zé do Norte), ele não pestanejou e colocou: Raul Seixas, o interprete. E por aí vão os nossos acadêmicos de hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A tal progressão continuada, alem de desmotivar o próprio aluno, colocou por terra a importância do professor que se transformou num ser alienígena dentro da sala de aula, sujeito à monstruosidade a, agressões de meninos mimados que levam de casa para a escola problemas mal resolvidos. Por causa disso, o ensino tornou-se uma educação de faz de conta. Quem tem lucro astronômico são as escolas particulares que até os anos 70 eram mal vistas, de reputação acadêmica duvidosa, somente utilizadas por filhinhos de papais que utilizavam inseridos dentro no sistema PPP – “Papai pagou, passou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Minha irmã ficou sendo por muito tempo a dona “Ilena”, a “perfessora do Retiro”. Aos finais de semana ela voltava para casa abarrotada de presentes dos seus alunos. O meu irmão ia buscá-la nos fins de semana com uma bicicleta. Já havia passado num tiro de pedra o tempo das lambretas e dos blusões de couro que ela não viu passar, enclausurada que estava em sua escola. Rapazes cabeludos puxavam o gatilho da mudança dos costumes no seu tempo de jovem.  Minha irmã pouco viu dessas movimentações. Estava confinada no Retiro, numa escola feita de pau à pique, ensinando aos  seus pequenos como conquistar uma outra realidade, sem fome e sem telefone, no coração do Brasil. Ela e seus alunos simples, sem tênis de marcas, ou roupa de grife insistiam num canto secular, batendo os pés no chão, todas as manhãs: “Ou ficar a Pátria livre/ Ou morrer pelo Brasil.”&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-3208794862610736108?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/3208794862610736108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=3208794862610736108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3208794862610736108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3208794862610736108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/08/porque-essa-nossa-falta-de-educacao.html' title='PORQUE ESSA NOSSA FALTA DE EDUCAÇÃO?     -       Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qTlooKbxKNQ/Tk_qmTfZV9I/AAAAAAAAJyc/kx8Kq9OSyLI/s72-c/educa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-5282200844438673770</id><published>2011-08-16T10:08:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:50:50.368-08:00</updated><title type='text'>ARI ROSA, SÃO-MIGUELENSE CIDADÃO DO MUNDO   -   Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EITE5FvR49E/Tkqjesl9DbI/AAAAAAAAJxE/WXvBok4vMCk/s1600/Ari.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="307" width="256" src="http://4.bp.blogspot.com/-EITE5FvR49E/Tkqjesl9DbI/AAAAAAAAJxE/WXvBok4vMCk/s320/Ari.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Quando conheci o meu amigo Ari Rosa, eu era criança de tudo. E a gente se dava bem, não só pelo fato de nos vizinharmos, nem tampouco por causa da coincidência por termos em nossa casa um Orlando e um Ari, assim como na casa do Antonio Rosa. Coisa, que ao longo da vida iria causar muito riso por essa homonímia. Acho que havia escassez de nomes naquele tempo. Alheio a essas conjeturas, vivia eu garoto montado no cangote do meu pai, onde quer que ele fosse. Naquela noite naquele  ano de 57, ele ia visitar Antônio Rosa, filho do irmão do seu tio Menino. Antonio morava na esquina da Dante Carraro com a Armando Sales de Oliveira, defronte à um terreno vasto, onde armavam circos e parques de diversões, o famoso quintalzão do Gomide. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Todos ali reunidos naquela noite faziam parte de uma estatística do chamado êxodo rural. Meu pai, alquebrado por causa de roças perdidas nos ermos de Santa Cruz dos Matos buscava um lugar ao sol para criar os filhos, assim como Antonio Rosa, que deixava o Taquaral para dar um retalho de vida melhor para os seus. Eu me lembro do Ari Leme Pinheiro, do Ari José Brandão, do Ari do Pedro Aleixo e do Ari Rosa, meninos que se destacavam pelos nomes idênticos e pelo brilho, como melhores alunos do quarto ano da Dona Elvira Piedade. Dessa maneira, antes mesmo de ser companheiro inseparável do sempre querido Roberto Rosa, o Ari, seu irmão, era um amigo mais velho por quem eu sempre nutri apreço e carinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Contei em meus livros a alegria da família Rosa, sempre festeira nos carnavais da terra. Falei também da primeira vez que o Ari Rosa me levou em sua casa para assistir a tal de TV, grande novidade naquele tempo. O que eu não havia escrito é que em 1962, o Ari meu irmão prestou concurso para o Banco do Brasil e passou, garantindo uma vaga em Brasília, a recém fundada Capital da Esperança. Na hora de seguir viagem, minha mãe teve um chilique e ele desistiu. A segunda chamada foi para ele assumir uma agência em São Luiz do Maranhão, que na época, era um lugar onde o Judas perdeu as cuecas. Novo chilique da minha mãe e meu irmão desistiu de vez de ser bancário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Coincidência ou não, no ano seguinte o nosso vizinho Ari Rosa, prestou concurso para o Banco do Estado de São Paulo SA- que naquele tempo ainda não possuía a sigla “Banespa” - e assumiu uma agência em Apucarana. E então ninguém segurou mais o filho do Antonio Rosa. Depois de participar da equipe que inaugurou nos anos 70 a agência do Banespa em São Miguel Arcanjo, partiu para a capital onde prestou concurso no DEINT-Departamento de Estratégias Internacionais, concorrendo com milhares de funcionários de alto nível. Ao passar no concurso começou a percorrer toda Europa, sendo lembrado pela maioria o tempo que permaneceu em Londres. Por problemas de saúde de sua esposa, regressou por uns tempos à São Miguel Arcanjo, seguindo posteriormente à Sorocaba, de onde o chamaram para assumir um posto  internacional em Santiago do Chile. Nas idas e voltas da vida, meu amigo Ari Rosa conheceu o mundo inteiro por mérito próprio, sem ajuda de ninguém, contando apenas com a sua inteligência emocional. Tempos depois, ao entrar no Banespa, tentei seguir seu caminho e vi que era algo extremamente difícil. Esse labor de alto nível internacional só foi repetido semelhantemente por outro são-miguelense de alto nível intelectual, que é o meu amigo José Fama Dias.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wgkOYzuGYRM/Tkqj9_SNtFI/AAAAAAAAJxU/fKkHS-UPyaA/s1600/Ary%2BRosa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="224" width="226" src="http://1.bp.blogspot.com/-wgkOYzuGYRM/Tkqj9_SNtFI/AAAAAAAAJxU/fKkHS-UPyaA/s320/Ary%2BRosa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...No final dos anos 90 Ari Rosa se aposentou do Banespa e voltou para São Miguel Arcanjo, a cidade que o viu crescer. Entretanto, seu espírito dinâmico se sentia inquieto. Na primeira oportunidade, prestou um novo concurso para o Banco do Brasil, assumindo a agência de Votorantim. Posteriormente, foi guindado pelo departamento de negócios estratégicos na agência central do BB, em Sorocaba. Ainda no Banco do Brasil foi recambiado para um departamento exclusivo na área de aplicação de recurso, onde pendurou de vez a chuteira e voltou definitivamente pra São Miguel Arcanjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Às vezes penso que poucas pessoas conhecem essa figura, assim como conheço, desde a minha meninice, quando ele era assíduo freqüentador da minha casa e vice-versa. Eu me lembro, no pouco tempo que trabalhamos junto, que era dificl o cliente tentar enrolar o bancário dinâmico com conversas espúrias, daquelas que comumente o cidadão usa para levar o outro no “bico”. Ele era firme e seguro: “Sim, sim. Não, não!” Essa maneira de agir, às vezes torna a pessoa como uma pedra no sapato de muitos, principalmente onde as pessoas muitas vezes são contumazes no uso da Lei de Gerson. O que eu sei dizer é que, o fato de na nossa família haver um Ari e um Orlando, certa vez meu irmão e eu quase entramos bem. Essa é a parte engraçada, de uma longa história de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Desconheço completamente esse elemento, que dizem ser contraditório, o qual faz parte da administração política atual. O Ari Rosa, amigo de minha predileção parece fazer o papel de escudo para receber as critica mais contundentes de uma administração legitima, eleita pela maioria através dos votos, dando ao município aquilo que o eleitor escolheu soberanamente nas urnas. Penso até que, por ligação familiar com o alcaide, Ari Rosa assuma posturas de defesa que nem sempre são simpáticas, pois é difícil na arte da política agradar gregos e baianos, digo troianos. Ou eu sou muito ingênuo, ou alguma coisa está errada há oito anos. E parece que não houve dolo, ou qualquer contradição com força de lei para mudar o rumo das coisas, e principalmente, com capacidade de substituir o assessor municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Distante da minha terra fica difícil saber qual o verdadeiro parecer das coisas. Como ex-colega de banco, irmão de loja, companheiro de ideologias,  normalmente escuto com tristeza os adjetivos desqualificativos sobre o meu amigo. Principalmente ele, que pautou sua vida pelo trabalho árduo, desde quando era menino e  montou no seu cavalinho para seguir o rumo da escola rural do Taquaral, que era o mesmo trilho da vida, para tornar-se posteriormente um legítimo cidadão do mundo. Alguém, que depois de aposentar-se continuou trabalhando, ouvindo critica desairosas, quando deveria fazer aquilo que todo o brasileiro faz ao se aposentar e com merecida razão: levar a vida de papo pro ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-5282200844438673770?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/5282200844438673770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=5282200844438673770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/5282200844438673770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/5282200844438673770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/08/ari-rosa-sao-miguelense-cidadao-do.html' title='ARI ROSA, SÃO-MIGUELENSE CIDADÃO DO MUNDO   -   Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EITE5FvR49E/Tkqjesl9DbI/AAAAAAAAJxE/WXvBok4vMCk/s72-c/Ari.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-929373748166362232</id><published>2011-08-14T07:35:00.001-07:00</published><updated>2012-01-29T12:52:01.923-08:00</updated><title type='text'>FESTIVAL DE MPB DE S.MIGUEL COMPLETA 40 ANOS   -     Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-J4FDeIoGd2U/TkfeFtGab8I/AAAAAAAAJwA/vihNhgxk3Lc/s1600/Festival.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="234" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-J4FDeIoGd2U/TkfeFtGab8I/AAAAAAAAJwA/vihNhgxk3Lc/s320/Festival.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...O jornal “O Postal” vem estampando em sua coluna Efemérides nesses últimos tempos, figuras ligadas à música que fizeram história nesta terra de tenente Urias, desde quando o sertanista resolveu, para deleite seu, montar a banda do Moinho, onde além dos botões reluzentes da farda cáqui, tisnava a pele negra, da cor do bronze antigo dos músicos destas sesmarias. Tanto que, no mesmo dobrado surgiu a banda dos Terra para abrilhantar retretas inesquecíveis no giro das moçoilas fiteiras da antiga Praça da Figueira. Memórias descoradas de um tempo de grandes “virtuoses” que a história não esqueceu por completo. São Miguel Arcanjo noutros tempos, quando não havia essa parafernália eletrônica capaz de transformar grasnido em canto, foi celeiro de grandes músicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Repetir os feitos do grande instrumentista Renato Cauchiolli seria óbvio falar daquele que todo o Brasil conhece. Vale à pena lembrar sim, o grande Deodato Costa, violonista arranjador dos melhores intérpretes da MPB. Interessante é que esses grandes elementos passaram pelo crivo seletivo do Joaquim Maestro, assim como os filhos e netos desse grande expoente do cenário musical são-miguelense. Joaquim não só apenas escreveu suas partituras e sua história, mas deixou a música de herança para seus filhos, os quais foram responsáveis pelos mais belos e animados carnavais da terra das uvas finas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O tema de hoje tem sua razão de ser ao observar a movimentação do jovem Dudu Terra no seu objetivo de realizar o “7º Prêmio Lollo Terra de MPB” o qual já conquistou importante espaço entre os músicos, sempre contando com a convergência maciça de compositores de outras cidades. A participação de São Miguel Arcanjo é um tanto acanhada no contexto poético e construção das letras de temas primários. Destaca-se, entretanto, um conjunto de chorinho digno dos grandes chorões da TV, isso sem contar do exímio Bob Vieira que arrasa na viola caipira em Itapetininga, e que é na realidade gente nossa, filho do grande músico Benedito Vieira, o cabo Benê de saudosa memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Neste ano, Dudu e seus companheiros pretendem fazer uma homenagem aos 40 anos da realização do primeiro festival de música popular de São Miguel Arcanjo organizado pelo Guéi (Miguel Nogueira Machado), pelos Osmar Rodrigues dos Santos, pelo Vadico (Ariovaldo Araujo), pelos irmãos Ueda, Shoite, Shuite e Sussumo, membros da Ejo - Equipe Jovem, criada especificamente com o intuito de angariar fundos para realização do certame que aconteceu em grande estilo e gala nos palcos do aristocrático Cine Teatro São Miguel naquela noite de julho de 1971. No júri, além do grande mestre e colaborador Renato Cauchiolli, o jornalista da Folha de São Paulo Miguel Arcanjo Terra, renomado trompetista, ambos saídos da escola do inesquecível Joaquim Maestro. No ano seguinte, além do certame ganhar a participação de nomes importantes do cenário nacional, contou com mais um benfeitor: o empresário Henry Hadade, colaborador que inclusive cedeu espaço na sua fazenda para os músicos pernoitarem.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Dudu Terra traz à tona mais uma vez sua sensibilidade. A primeira, quando devotou essa realização em memória ao seu pai, o músico e compositor Auro dos Santos Terra, o Lolinho, cuja veia musical foi reconhecida por Tim Maya, Eduardo Araujo, entre tantos artistas do cenário nacional. E agora, como incentivador da cultura, não seria ele quem passaria um mata borrão na história dos festivais de MPB da cidade. Por isso, trouxe à memória da nova geração o pioneirismo daqueles que deram os passos para que São Miguel Arcanjo se tornasse conhecido como a cidade onde se realizava festival de alto nível, embora houvesse naquele tempo dois agravantes intransponíveis: O primeiro, era a falta de estradas pavimentadas, tanto que num dos festivais realizados em 1972, aconteceu um acidente envolvendo músicos de Sorocaba na estrada do Gramadinho. O segundo, era a falta de hotéis condizentes com o nível dos participantes vindos das melhores casas de espetáculo da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O projeto do garoto Dudu Terra é um resgate da memória musical de São Miguel Arcanjo, e prova que ele, como todos os Terra, traz a musicalidade na veia. Nós, que noutros tempos vivemos com intensidade a plenitude dos festivais, acompanhamos de perto o sonho do Guéi e seus companheiros para realizar um festival não só para apresentar músicas de protesto contra a revolução, mas algo que fosse capaz de tirar a cidade do ostracismo das ruas de pó que faziam redemoinhos ao sabor do vento, mas para colocá-la no roteiro turístico das cidades do mesmo porte, as quais se utilizavam desse expediente para se projetarem no cenário nacional. Festival de música naqueles tempos de chumbo dos anos 70 era a única forma legítima de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Há quarenta anos, além da precariedade das estradas, poucos sabiam como chegar a São Miguel Arcanjo. Se o festival acontecesse numa noite de chuva, a atração encalharia nas estradas lamacentas, isso se não acontecesse de acabar a energia elétrica que só voltaria no outro dia. Essa condição sócio-econômica e geográfica desencantava os organizadores que sabiam da falta de infra estrutura da cidade, onde não havia sequer um hotel para abrigar visitantes ilustres acostumados à camarins de luxo, por esse Brasil de meu deus, onde nada era comparado à nossa realidade.  Hoje, levando em conta que o promotor do evento, vereador Dudu Terra sempre se viu às voltas e interessado no desenvolvimento turístico do lugar, poderia unir o útil ao agradável ao associar este festival comemorativo como estímulo do turismo local. Poderia inspirar os turismólogos da cidade, os quais buscam fazer deste lugar um centro de lazer e que sempre estão atentos às belezas para passar a imagem de uma cidade mais lúdica, traduzindo todo o lirismo que a natureza impregna em cada canto. Afinal, aqui só temos mesmo natureza para turista ver e nada mais, além do festival. Poderia ser pensado em hospedagem e hotelaria requintada, com infra-estrutura completa para turistas que aproveitariam para conhecer o Parque Carlos Botelho, ou o Parque do Zizo. Eis aí um sonho que completa quarenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-929373748166362232?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/929373748166362232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=929373748166362232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/929373748166362232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/929373748166362232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/08/blog-post.html' title='FESTIVAL DE MPB DE S.MIGUEL COMPLETA 40 ANOS   -     Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-J4FDeIoGd2U/TkfeFtGab8I/AAAAAAAAJwA/vihNhgxk3Lc/s72-c/Festival.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-2461021943973116549</id><published>2011-08-14T07:32:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:52:47.008-08:00</updated><title type='text'>JOSÉ CARLOS TERRA: REFERÊNCIA À TERRA ONDE NASCEU   -  Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--98_KOTsS-k/TkfcMyoVjtI/AAAAAAAAJvw/QQtbYHp2xVw/s1600/Z%25C3%25A9%2BCarlos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="296" src="http://2.bp.blogspot.com/--98_KOTsS-k/TkfcMyoVjtI/AAAAAAAAJvw/QQtbYHp2xVw/s320/Z%25C3%25A9%2BCarlos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;... Na semana passada um assunto me levou a lembrar de quando juntei minha bagagem de jornalista e parti para Sorocaba como redator no jornal Cruzeiro do Sul nos idos de 1975 Foi quando encontrei o professor de química, José Carlos Monteiro Terra, da OSE- Organização Sorocabana de Ensino, e pude matar a saudade do tempo do Parque Infantil de São Miguel Arcanjo, onde hoje é um “esplêndido” mitório público, grande avanço de progresso municipal, na muralha das gerações. Era nesse tempo que pulávamos o muro da sua casa da dona Mimi (hoje lamentavelmente descaracterizada) na tentativa de dar continuidade à correria, para a qual o espaço arenoso do parque era pequeno. Muitas vezes, sua mãe, a própria dona Mimi, imortal professora de todos nós, depois de nós meter uma bronca, colocava o Zé Carlos de Castigo pelo resto da tarde. Depois, voltei para São Miguel Arcanjo e vim saber do amigo, às portas de suas núpcias e posteriormente quando cursava engenharia.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bFkjjsnCsU4/TklqZqYZtFI/AAAAAAAAJw4/F2wdV2GjylA/s1600/No%2Bmarivaldo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="229" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-bFkjjsnCsU4/TklqZqYZtFI/AAAAAAAAJw4/F2wdV2GjylA/s320/No%2Bmarivaldo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Numa certa ocasião, o meu amigo Paulo Manoel, sempre às voltas com seu moinho de vento com relação ao nosso chão, resolveu reunir elementos da diáspora são-miguelense, para saber o que faziam e onde era o paradeiro destes, convidando-os a impulsionar de alguma forma a cultura da terra. Encabeçando a lista estava o padre Marivaldo de Oliveira, que além de abrir os braços, franqueou sua paróquia para encontros e reuniões. Numa noite, enquanto eu fazia meu programa de rádio o José Carlos Monteiro Terra me telefonou perguntando se poderia ir até a emissora mostrar o seu projeto, levado a efeito junto aos egressos da Fundação Casa, incluindo na atividade laboral, indivíduos apenados, sem perspectiva de futuro. Era um trabalho voluntário do amigo sãomiguelense, que merecia um programa inteiro. E assim o fiz. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pypW6nd9ZRk/TkfcesZ0rlI/AAAAAAAAJv4/-M4LfGGCol4/s1600/Na%2Bfunda%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="225" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-pypW6nd9ZRk/TkfcesZ0rlI/AAAAAAAAJv4/-M4LfGGCol4/s320/Na%2Bfunda%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Desde aquele dia, onde eu estive, inclusive com um programa jornalístico na TV só meu, com uma hora de duração, eu levei o José Carlos. Aplaudindo e incentivando o projeto do moço, outro sãomiguelense de estirpe: o Aylton Sewbricker, que na época era presidente da Fundação Ubaldino do Amaral, entidade mantenedora do Jornal Cruzeiro do Sul, do Colégio Politécnico, da TV Cidade de Sorocaba, pertencentes à Loja Maçônica Perseverança III. Para quem não sabe o Aylton Sewbricker e neto do saudoso Joaquim Maestro. Certa feita nós nos reunimos no jornal Cruzeiro do Sul e tiramos uma foto histórica para a posteridade, chamada “São-miguelenses ausentes, sempre presentes”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...José Carlos aparece agora com outras boas novas na área em que abraçou. Deverá estar concluindo MBA de Gestão Empreendedora de Negócios na ESAMC e o tema de sua monografia é a “Implantação de um parque agro-industrial em São Miguel Arcanjo. Além da literatura acadêmica, o moço entrou em contato com o prefeito Celso Mocim e com seu secretário Ari Rosa, os quais estão aguardando o inteiro teor do projeto para estudar a viabilidade do empreendimento. Segundo José Carlos, sua intenção é ampliar oportunidade de trabalho para a população carente, de forma a aquecer a economia do município. Em sua demonstração às autoridades municipais, o engenheiro fez questão de lembrar que seus dois avós: José dos Santos Terra, pelo lado materno e Edwiges Monteiro, pelo lado paterno, foram prefeitos em São Miguel Arcanjo no começo do século XX. Além desses fatores que por si só já são importantes, José Carlos se propõem prestar consultoria para a estruturação empresarial, buscando melhorias de resultados e de sustentabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...José Carlos Monteiro Terra trabalha voluntariamente no CDP - Centro de Detenção provisória de Sorocaba, desde 2009, num projeto chamado “Carpie Diem, para tirar a população carcerária da ociosidade, angariando junto às empresas com quem se relaciona espaço de trabalho para ex-detento. O José Carlos é gente nossa que brilha e merece aplauso. Deve ser objeto de incentivo o tamanho do projeto que traz à cidade carente. É um magnânimo trabalho que nós conhecemos “in loco” e que mereceu láurea e aplausos de pessoas entendidas no assunto, as quais se reverenciariam admirados a iniciativa do moço são-miguelense. Tomara que ele não sofra desencanto, após a conclusão de seu trabalho na cidade... É São Miguel Arcanjo, quem tem de beijar o chão onde o engenheiro pisa pelo seu altruísmo e interesse em tirar do lugar comum a terra onde ele nasceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Falando no grande encontro dos “São-miguelense ausentes” do qual participamos, soubemos que amiúde quase todos os ausentes vão sempre na cidade em casa de seus familiares, ora para absorver o azul do céu, ou respirar o ar puro no sereno da manhã,  A maioria deles traz na cabeça alguma idéia plausível com intuito de melhorar a cidade, mas têm medo de serem mal interpretados por causa do pensamento provinciano da sociedade que ainda patina enredadas nas teias que embotam os olhos da maioria e não permitem olhar o futuro além do Pacinho e do Guapé. Esse modo de ser é até anticristão e leva à reflexão de um pensamento do Evangelho que diz: “Vocês guardam a chave do conhecimento para si, não abrem para ninguém e não permitem que outros entrem pela porta... (versão revista).”  Qualquer dia vamos fazer uma lista de são-miguelenses ausentes, que amam esta cidade, que sempre estão aqui, mas que se sentem espúrios ou bastardos por terem sido obrigados a deixar este chão em busca de um lugar ao sol, na perspectiva de ser alguém, coisa que a cidade não ofereceu na época e parece que vai demorar muito a oferecer aos mais jovens. Vamos mudar nossa maneira de ser. Afinal, o tempo não para. Até São Miguel Arcanjo, com suas mazelas também chegou no III milênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-2461021943973116549?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/2461021943973116549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=2461021943973116549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2461021943973116549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2461021943973116549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/08/jose-carlos-terra-referencia-terra-onde.html' title='JOSÉ CARLOS TERRA: REFERÊNCIA À TERRA ONDE NASCEU   -  Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--98_KOTsS-k/TkfcMyoVjtI/AAAAAAAAJvw/QQtbYHp2xVw/s72-c/Z%25C3%25A9%2BCarlos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-4717459773267097404</id><published>2011-08-05T16:43:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:53:55.594-08:00</updated><title type='text'>MISÉRIAS DA TV       -    Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dzjmSz757Ec/Tjx_x_DdFKI/AAAAAAAAJsM/A-KSS2pUSbc/s1600/Peron.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="213" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-dzjmSz757Ec/Tjx_x_DdFKI/AAAAAAAAJsM/A-KSS2pUSbc/s320/Peron.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Material publicitário de Wilson Peron&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Os domingos de hoje são tediosos. No meu tempo de jovem havia matiné e soiré no Cine Teatro são Miguel. Isso quando não havia dois filmes numa só sessão. A gente entrava só no cinema e nem percebia quando aquela figura esguia assentava-se de mansinho na carteira do lado, exalando um perfume inebriante: o perfume afrodisíaco do amor. Quase morria de gosto quando ela deixava lhe tocar  suavemente nas mãos. Era como se o mundo se transformasse num vale de ternura. Podia ser aquele provavelmente o primeiro, único e último encontro, até nunca mais. Era só para que a gente provasse, ainda que rapidamente o sabor de viver uma vida inteira em apenas alguns minutos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Agora, quando o domingo chega, em todas as casas a TV se faz presente, aspergindo idiotice e mediocridade, cativando (no sentido real do termo), milhões de pessoas que não mais se comunicam por estarem, com os olhos fixos nas formas anatômicas realçadas pelo shortinho minúsculo da bailarina na tela. Não é preciso sair de casa para assistir o festival de besteira que assola o país. A TV está idiotizando uma nação e os políticos estão aplaudindo a nossa burrice. Os homens de Brasília não querem gente que pensa ou questione. É bom para eles que sejamos catatônicos. Ainda bem que os homens de Brasília não são eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Poucas pessoas dão conta de que estão pagando pelo baixo nível de entretenimento que adentra à sala sem pedir licença. O pagamento é feito na hora, sem tirar dinheiro do bolso. O alto custo nem aparece, pois está embutido na hora comprar qualquer produto anunciado na TV. Quem é que vai pensar nisso, depois do churrasco de domingo? Os vômitos vêm na forma do Gugu, do Faustão e da Eliana. E a TV, não retribui à altura seus súditos, apresentando péssima qualidade de programação. Neste inverno falou-se tanto da Neve em São Joaquim. Os hotéis de luxo da Serra Gaucha ofereceram fondue e lareira para quem foi ver o frio. Nada se falou na TV sobre os pobres que morreram de hipotermia ao relento. O lado real e triste da vida não dá ibope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Saudade dolorida do Cine São Miguel. Saudade do tempo em que a praça tinha o giro constante de moças de sorriso meigo e olhar cheio de ternura. A mediocridade televisiva é uma constante todos os dias nas nossas vidas, mas se supera no domingo. A emissora líder de audiência mantém há anos no ar “O Domingão do Faustão”. Extrapolou na falta de criatividade, quando apresentou certa feita, seu “sushi erótico”. Comida japonesa temperada no corpo de uma mulher seminua. E aí em pergunto mais uma vez: o que é que as meninas da casa da Maria Pontes faziam, que as meninas da Globo  não fazem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O argumento usado para quem não gosta de ver esse tipo de programação é mudar o canal. Essa teoria não se sustenta porque nos outros canais o baixo nível é o mesmo. Não há alternativa. Troca-se de canal e acaba vendo a mesma baixaria, só com outra roupagem. Desligar o aparelho é abrir mão de um direito de cidadania. Não há ninguém para questionar os deputados, dizendo-lhes que as emissoras de TV receberam concessões do Estado para prestar serviço ao público e deveriam fazê-lo com qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O telespectador está condenado a ter como divertimento nas tardes de domingo, além dos péssimos programas de auditório, partidas de futebol, e depois, as chamadas mesas redondas que não levam a lugar nenhum. Isso quando os programas não chegam às raias da escatologia em seu baixo nível, como o tal de Pânico, um acinte desrespeitoso à família que aos poucos vai se desagregando sem dar conta da influência nefasta desse aparelho em sua sala de estar. Por isso tudo é que tenho saudade do cine São Miguel na minha praça de ontem. Era programa sadio para todas as idades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Depois disso, segue um desfile de crimes e catástrofes, deixando o público assustado. Nada mais triste e melancólico para um domingo, do que momentos insanos para a retomada de uma nova semana de trabalho já surtado psicologicamente por conta do nível de diversão do final de semana. Felizmente não é todo brasileiro que passa por esse mau gosto na frente da TV. Há os felizes assinantes do canal pago. Tirando alguns programas repetitivos, com certeza essa minoria passa o domingo num outro astral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Se os concessionários de canais de TV são insensíveis a elevação do nível cultural da população que pode ser oferecida pelas emissoras, cabe ao Estado agir para forçar a oferta de programação diversificada. Já está na hora deste país instituir um órgão fiscalizador e regulador para emissoras de rádio e TV, com capacidade de intermediar as relações entre o público e as emissoras, criando políticas voltadas para atender aos mais diferentes gostos e anseios da população. Nos meus últimos tempos de rádio, veio uma norma do Ministério das Comunicações verificando se as FMs estavam voltadas mais para a divulgação dos sertanejos. Aquelas que ultrapassem mais de 50 por cento de música sertaneja, sem oferecer pelo menos 50% de diversificação cultural e informação seriam penalizadas. O problema é que os proprietários de radio mentiram ao responder essa enquete e continuaram com a programação repetitiva. Estão subestimando a mentalidade do público ao invés de superestimá-la.  Há necessidade da televisão despertar o público para idéias e gostos culturais menos familiares, ampliando mentes e horizontes, além de elevar a qualidade de vida, em vez de meramente puxá-lo para aquilo que é rotineiro. É hora de buscar alternativas para mudar a forma de viver o domingo porque a degradação cultural tomou conta da nossa sala de estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E por falar em Cine Teatro São Miguel, quando vai ser inaugurada a nova sala de projeção com máquinas de última geração para a alegria de uma cidade inteira? Será que os filhos dos nossos filhos vão chegar à maturidade observando aquele enorme prédio abandonado no centro da cidade que não é utilizado para nada? Não acredito que o nosso cinema seja apenas uma doce lembrança e que estejamos hoje presos ao conformismo, assistindo o lixo televisivo mesclado de estrume e prostituição que jogam todas as noites na nossa casa e nós acabamos achando normal e nos chafurdamos nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-4717459773267097404?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/4717459773267097404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=4717459773267097404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/4717459773267097404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/4717459773267097404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/08/miserias-da-tv.html' title='MISÉRIAS DA TV       -    Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dzjmSz757Ec/Tjx_x_DdFKI/AAAAAAAAJsM/A-KSS2pUSbc/s72-c/Peron.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-2024497430010066360</id><published>2011-08-01T07:55:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:57:13.377-08:00</updated><title type='text'>"COMO TE ATREVES CAPADÓCIO, EM SER POETA?"   - Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yo5DZvWA0lU/Tja-YuclOmI/AAAAAAAAJmo/W70hjJToWYc/s1600/Drummond.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-yo5DZvWA0lU/Tja-YuclOmI/AAAAAAAAJmo/W70hjJToWYc/s320/Drummond.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Eu deveria estar contando uns dez anos quando peguei um caderno orelhudo e resolvi escrever: “Eu conheci Maricota/Na festa de São João/Ela estava tão bonita/Com seu vestido de chita/machucando o coração...” Dona Matilde de Moraes Terra, minha professora adorou. Meu irmão não se coube em si de contentamento ao ver o seu irmãozinho, assim como ele, que à esse tempo já distribuía aos amigos cópia de suas “Folhas Mortas” já era um poeta mirim. A verdade verdadeira é que essas e outras manifestações se afloravam no peito como código genético de meu pai, o velho Pinheiro, de dedos ágeis na viola e cabeça feito um templo para os versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Poesia para mim vai além da rima. É coisa que vem da alma! Algum tempo depois, consegui encaixar na métrica musical uma letra tão singela quanto a melodia, que dizia assim: “Se você sabia, porque não me disse/ Que minha Maria ia me abandonar/Mas tudo passou/Tudo se acabou/Só a dor restou no meu recordar...”; essa já fugia à regra daquele esquema convencional de A,B,C,C,B muito comum nos poemas caipiras. Descobri muito cedo que ser poeta não é ser versejador. Por isso, ainda com pouca idade me investi na poesia concreta, como acólito de mestres como Drummond, e na música fiquei extasiado com que escreviam Chico, Caetano e Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A amizade profunda com o escritor e compositor Ulderico Amêndola naqueles anos 70 ajudou-me a elaborar o meu próprio estilo. Por isso, numa tarde cheia de ternura no peito, a som de violão velho repicado pelo Renato Lobo, tentei criar um poema diferente, o qual dizia assim: “Quem vai pela ida/Não pensa na volta/não para nas portas/Da casa da vida. Não vê paz ou guerra/No giro do mundo, criança com fome/Se chama futuro”. Foi a minha primeira investida na chamada poesia branca, isenta de rima, mas obedecendo a um tempo apurado de métrica. Então, não parei mais. Deve existir em algum canto da casa da minha irmã um caderno com mais de cem poemetos nesse estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Os sonetos eu os levava no bolso da camisa, junto do coração, para oferecer como as mais belas flores feitas em versos àquela musa de olhar mais terno e sereno. Algumas eram tão arrebatadoras que faziam brotar na hora a inspiração. Não pactuava com muitos que diziam que soneto tinha de ser parnasiano, por isso me inspirei em Manuel Bandeira e nos poetas mais modernos. Mas chegou um tempo quando vi a poesia de doce encantamento ser tomada pelo vulgo como se fosse um cururu de quinta categoria, onde qualquer pessoa que rimasse “ão” com cifrão já era poeta. Então abandonei a musa e me entreguei à prosa para até hoje. De vez em quando a alma atormentada deste bardo enamorado, insiste em beber da fonte do neoplatonismo e rabisca algumas coisas em noites insones. Sem comentário às poesias das músicas dos sertanejos universitários. Há uma distância enorme entre o que estou escrevendo agora, com aquilo que eles pensam que estão cantando, incluindo no mesmo bolo fecal da mediocridade, os compositores de pagode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Está no tempo desta terra criar o seu sarau poético-literário, com objetivo inclusive de separar o joio do trigo. A mesma equipe que todos os anos realiza o festival de musica popular poderia abraçar essa idéia. É quase a mesma coisa. São Miguel Arcanjo tem tanta gente de talento. Que ver só alguns: João Mariano Machado; Miguel Ferreira (Zé das Flores); Ary Leme Pinheiro; Dr. João de Oliveira Rodrigues; Aparício Dias; Jairo de Almeida Costa Júnior; Renato Coelho Lobo; Miguel Terra; Miguel Arcanjo Terra; Antonio Galvão Terra; Fernando Batista (Pé de Cedro); Agostinho Evangelista; Maurílio Ferreira: Luiza de Jesus Válio; Roseneys Campagnol; Nana Rosa; Terezinha dos Passos entre outros que a gente ainda conhecerá nesse intercâmbio. O sarau poderia ser uma homenagem ao poeta Miguel Gomes, o popular Nhô Sabino, que nos deixou antes do combinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...É comum aqui em Sorocaba esse tipo de entretenimento no sentido de trocar impressões e fortalecer a cultura literária do lugar. Essa mesma idéia tinha os moços da nossa urbe naquele ano de 1964, quando aliados ao jovem Plínio Maziero, fundaram o Clube Literário “Asas Brancas”, contando inclusive com aval e simpatia do cônego Francisco Ribeiro, profundo incentivador desse tipo de atividade. Por conta do período de trevas que se instalou durante a revolução, sobrou apenas um exemplar do jornal “O Desbravador”, em cujas páginas se encontram os trabalhos dos jovens poetas da terra, entre os quais o do bancário aposentado João Mariano Machado, o qual chegou a editar por conta própria um livro em versos contando uma viagem à Iguape a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não se busca com esse sarau descobrir um Catulo, ou mesmo um Vinicius de Moraes.  Busca-se apenas encontrar identidade para a nossa poesia. A nossa amiga Luiza Válio tem incentivado através do blog “Casa do Sertanista de São Miguel Arcanjo” a realização de um concurso com o objetivo de valorizar a cultura, bem como criar um modelo poético regional. Desta feita, o tema lançado é “O verde é nosso”, como forma de incentivar a criatividade dos poetas escondidos por São Miguel Arcanjo e região, com relação a desenvolverem temática da sustentabilidade e meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Eu me sinto muito envaidecido quando alguém me chama de poeta, mesmo sabendo que meus versos não são lá um primor e que tenho muito à aperfeiçoar. Diz que a vaidade é o pecado que o diabo mais gosta. Eu me sentia todo cheio quando o professor Geraldo Bonadio, umas das maiores cabeças pensantes de Sorocaba, presidente da Associação Sorocabana de Letras, ao chegar no banco me chamava:Orlando Pinheiro...pastor, poeta e violeiro. Tanto que inseri essa tríade chamativa na abertura do meu livro “Vozes do Guarupu, por pensar o seguinte: pastor qualquer um pode ser, desde que estude muito para não ser um picareta enganador; bem ou mal a gente aprende a tocar uma viola... até com método comprado em banca de revista!  Mas, ser poeta é um dom divino. Cercar com quatorze rimas, em métricas sincopadas, uma história de amor. Isso sem falar na complicada técnica dos alexandrinos de beleza ímpar, cantados “na lira austera em que o Senhor me fez tão destro/Será meu estro tudo o que for imortal...”, como dizia o grande Catulo: “A inspiração dos versos meus só devo à dor...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-2024497430010066360?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/2024497430010066360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=2024497430010066360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2024497430010066360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2024497430010066360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/08/como-te-atreves-capadocio-em-ser-poeta.html' title='&quot;COMO TE ATREVES CAPADÓCIO, EM SER POETA?&quot;   - Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yo5DZvWA0lU/Tja-YuclOmI/AAAAAAAAJmo/W70hjJToWYc/s72-c/Drummond.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-2500511694474854689</id><published>2011-07-28T13:18:00.001-07:00</published><updated>2012-01-29T12:58:24.770-08:00</updated><title type='text'>UM ENORME ARRAIAL -                                                Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ghU5cGHbrWw/TjHEIhqhV4I/AAAAAAAAJaA/rZGOGNjx47M/s1600/Prefeitura.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="218" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-ghU5cGHbrWw/TjHEIhqhV4I/AAAAAAAAJaA/rZGOGNjx47M/s320/Prefeitura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Como já disse diversas vezes, São Miguel Arcanjo do meu tempo era um enorme arraial. Somente os arruados do quadrilátero do centro eram calçados e adornados com luzes de vapor de mercúrio. A imponência da igreja em seu estilo neo gótico e o cinema com seu luminoso, quebravam o visual quase rural. Como a se estender até a Praça do Dante, as casas de comercio, os bares e a aristocrática barbearia do Paulino Brisola. Depois, somente as tortuosas ruas de terra a se perderem nos matagais. Havia ainda o palaciano Bernardes Júnior para onde se afluía a elite em bailes de grandes orquestras. Os conjuntos modernos só viriam muito tempo depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Foi nesse universo onde eu e meus amigos crescemos. O máximo de contato com uma cidade grande era até o ponto de ônibus do Mercado Municipal de Itapetininga. Ali, a gente se empanturrava de comer bolinho de frango com gasosa gelada antes de vir embora.  O rodopio gracioso das moças na praça, a retreta da banda, a quermesse na barraquinha eram o ápice do entretenimento no fim de semana. As coisas estavam todas no lugar desde a emancipação, sem mudar um til. Quando havia Santas Missões, o povo da zona rural afluía na cidade em busca de uma bênção especial dos missionários de Aparecida do Norte. Só assim a vida se agitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A puberdade e a adolescência nos encontraram simples de tudo e caipira no “úrtimo”. Por mais que afogueamento da idade nos levasse atrás de olhos ligeiros de meninas com laço de fita no cabelo, a demarcação social nos colocava à parte desse encantamento. Quase todas elas já tinham seus pares pré-determinados pelos familiares desde que nasciam. Mas isso foi um tirico de tempo para as glândulas entrarem em funcionamento e a adrenalina dar conta do recado misturando e quebrando pré-conceitos. Foi a miscigenação da minoria parda com galegas de olhos claros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A geração anterior à nossa já havia derrubado banco na praça e introduzido o “biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho” na piscina do Wadih. “Parecia um lencinho tampando o objeto do desejo” - diziam as comadres. Nossa geração aspergiu por essas vielas de pó a água benta da liberação sexual, a mini-saia e a música de protesto. Observando a tecnologia de ponta utilizada numa mega produção, feito a Festa da Uva, não consigo imaginar que fomos capazes de fazer o que fizemos com um alto falante de corneta e lâmpadas embutidas em lata de leite ninho com papel celofane na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Quando a barbicha principiou apontar embaixo do queixo, vestimos um terninho surrado para se integrar à fina nata freqüentadora do palaciano Bernardes Júnior. Entre orquestras de fama que por ali passaram, naquela noite de fevereiro, num grito de carnaval, o baile era realizado pelos “Filtsons” de Tatuí. Foi meu primeiro e único baile. Ao término, o valentão da cidade encarou-me, esperando que eu murchasse os meus cinqüenta quilos de osso puro, mas qual o quê! Ele era valentão de briga de rua e por isso não conhecia um “katá” bem aplicado. Meti-lhe um “nukitê” nas ventas e ele foi “catá” lata. Fui embora para nunca mais voltar em baile por ali. Preferi os bate coxas da dona Zezé, da Chica do Ernesto e outras quiçaças ao som de sanfona e pandeiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Parece história inventada. Mas não é. Os bares mais importantes da cidade possuíam reservado para o cidadão ficar tranqüilo junto com a família, longe dos bebuns costumeiros. Os botequins mais modernos foram chegando de vagar. O primeiro foi o “Casarão”. Na parte térrea do prédio do Calixto João. Tinha até portinhola no estilo dos “saloons” do oeste americano. Barzinho na penumbra, próprio pro sussurro no ouvido da menina. Depois veio a “Gruta”. Esta marcou época. Se a lei antifumo existisse naquele tempo, os donos desses botequins sofisticados estavam falidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Foi o conjunto “Toninho de Lins” quem trouxe pela primeira vez a famosa luz negra na cidade. Um acontecimento! Junto com a luz negra, a estroboscópica. Meu cunhado Ivan de Góes que era da diretoria do clube, passou o mês inteiro anunciando no alto falante do cinema a tal novidade. Na noite do baile dava para observar com certa graça o cidadão que saia da parte clara do “hall” do clube e adentrava o salão. Ia tateando até encontrar a sua mesa. Tudo que era branco ganhava um brilho fosforescente. Até dentadura. Sorrisos luminosos da luz defletindo no acrílico das arcadas dentárias. E aquela piscação sem parar da estroboscópica agredindo os olhos, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E o Bar do Gazeta? Havia até um jargão na boca do povo: “É ruim o bar do Gazeta?” Era um verdadeiro cabaré de tango argentino. Gazeta era o apelido do Maurício Teixeira. Quando ele acertou seu tempo de serviço com a Prefeitura, com o dinheiro que recebeu, comprou o que havia restado  do famoso Restaurante Caxias, na rua Manoel Fogaça. Como o prédio estava em abandono há muitos anos, os sem tetos que sempre existiram foram usando as dependências externas, as quais na realidade eram quartos para caminhoneiros do tempo dos transportes. Ao estabelecer ali o seu comércio, de propósito ou não, Gazeta facilitou aquilo que já se fazia amiúde nas adjacências. “É ruim, o bar do Gazeta?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...As coisas que escrevo, às vezes parecem tão distantes, mas mal passam de 40 anos de memórias. O progresso da cidade de agora faz parte do fenômeno evolutivo social da própria época. Alguma coisa tinha de mudar por força das circunstâncias. Não podíamos ter uma cidade como antes, onde cavalos pastavam tranqüilamente nas gramas que vicejavam à margem das ruas. A única coisa que dava medo na gente naquele tempo, não era o valentão do clube, mas aquela cruz de beira de estrada, lá no Passinho, entre o Joaquim Góte e a encruzilhada do Zé Cavacine. Ninguém ia além dela em noites de lua. Nem mesmo a cidade, que nunca havia crescido à ponto de chegar até aquela cruz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-2500511694474854689?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/2500511694474854689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=2500511694474854689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2500511694474854689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2500511694474854689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/07/um-enorme-arraial.html' title='UM ENORME ARRAIAL -                                                Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ghU5cGHbrWw/TjHEIhqhV4I/AAAAAAAAJaA/rZGOGNjx47M/s72-c/Prefeitura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-7601116038542596934</id><published>2011-07-24T07:39:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T12:59:05.517-08:00</updated><title type='text'>SE NÃO CONSEGUE ESCREVER, NÃO ESCREVA   -     Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Nb6EQonFpqE/TiwuhLULfaI/AAAAAAAAJXc/IMQYvqVWdDM/s1600/Machado%2Bde%2BAssis.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="239" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nb6EQonFpqE/TiwuhLULfaI/AAAAAAAAJXc/IMQYvqVWdDM/s320/Machado%2Bde%2BAssis.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Lamentável observar os deputados que assinaram sem ler uma PEC em Brasília incluindo um litro de cachaça na cesta básica dos brasileiros e depois de desmascarados, agrediram a repórter. Onde há ignorância, quebra-se o termômetro por causa da febre. Tenho recebido algum material via e-mail com fotos da minha cidade que é de tirar o fôlego de tão bem feita, embora o texto pioral em relação a imagem exibida. Observo principalmente nos jornais que circulam na cidade o desfile de má palavra, muitas de cunho contundente e reivindicatório. Os autores desconhecem que esse material quando chega às mãos das autoridades, transformam-se em objeto de escárnio e acaba indo direto ao cesto do descaso. Por isso, é que para cada função existe uma forma de redação e um estilo específico. Fica o alerta: se não consegue escrever, não escreva. É melhor pedir ajuda para quem sabe, do que servir de chacota com o risco da reivindicação nesse trâmite perder a força por causa do desconhecimento técnico do seu autor. Um manual de redação vai bem nessas horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Os pares da nossa casa de leis pensam e agem do mesmo jeito. Esbravejam e espumam no canto da boca. Alguns são malcriados, outros falam palavrões em plenário. Na hora de redigir suas leis e petições incorrem no mesmo erro. Têm que pedir para outro fazê-lo, e às vezes esse outro também não é familiarizado com as letras. Eu me lembro de um japonês que era alto funcionário da Prefeitura,o  qual nos anos 70 afixou nos corredores da casa esta pérola: “Os motoristas de taxi passam a cobrar R$ 20,00 para ser ver livre de outras amolações”. Esse era o funcionário mais inteligente naquele tempo. Imaginem o mais simplório. Quem recebe um documento nesse teor só pode rir e achar graça na falta de critério. E lá vai para o arquivo a redação mal feita, sem jamais a essência do pedido ser atendida. Nós não falamos sãomiguelês. Falamos português e com ele temos de ser entendidos do Guapé ao Pacinho até Portugal, inclusive à partir de 2010 quando foi promulgada a nova ortografia, é para essa língua ser entendida no mundo inteiro, principalmente nos países onde se fala língua lusitana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A nova técnica de escrita, à primeira vista, virou um tormento, pra quem não era familiarizado com as letras. De repente me vi grafando são-miguelense ou santa-cruzense por conta do uso do hífen nas palavras compostas de topônimos, que são os nomes próprios de lugares, com ou sem elemento de ligação. Assim, o cidadão de Belo Horizonte, passou a ser chamado de belo-horizontino. Não sou nenhum “expert” em redação, as coisas que escrevo tem mil falhas, mas procuro me policiar ao máximo porque são tantos que vão ler os meus textos. E sei que quanto melhor escrever, eu elevo o nome da minha cidade. Mas dói na alma, quando pego um dos jornais impressos, com ampla circulação e dou de cara com a frase “a turma foram”. A gente só escreve bem na medida em que lê mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Se existe crime contra a língua-pátria é o que comete tal teólogo, o qual tenta passar muita sapiência, mas escreve “deus” com letra minúscula, fugindo totalmente dos padrões acadêmicos e filológicos. Esse consultor deveria saber, por dever de ofício, já que é profissional na área, que por questão técnica, elegância de escrita, deve se escrever “Deus” com letra maiucula por ser um substantivo próprio. Página de Jornal não é blog de relacionamento da internet, onde Deus desfila em letra minúscula por falta de cultura da garotada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Redigir um texto exige trabalho de artífice. As ferramentas são o domínio da capacidade lingüística. Quer queiram ou não os novos redatores, nos estamos vivendo um processo intelectual antigo e imutável que envolve basicamente dois momentos: o de formular o pensamento - aquilo que se quer dizer, e o de expressá-lo por escrito, que é o redigir propriamente dito. Fazer uma redação, seja ela qual for, ou de que tipo for, não significa apenas a atuação de uma capacidade de escrever  de forma correta, mas sobretudo de organizar uma idéia sobre determinado assunto. A linguagem escrita, por sua natureza tem que ser mais elaborada, mais clara e mais definida que a oral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Um texto fica para a posteridade, como uma láurea imortal, ou denegrindo a personalidade do autor. Quem escreve não conta com recurso da voz, dos gestos, da pausa que dispõem aquele que fala. Assim, ninguém escreve como fala. Embora modernamente a língua escrita no seu uso diário coloquial se aproxime da língua falada. Sem vícios de linguagem, é claro. Eu tenho verdadeiro chilique quando vou fazer ficha em algum lugar e o cidadão me pergunta se meu nome é Orlando com “H”. Já estou perdendo a paciência e digo: Se for com H é falso, ou você é analfabeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...É como aquele cidadão que teima grafar o termo “estória”, banido desde 1971 da língua portuguesa. Usávamos até o ano passado a alteração léxica de 1976, pela qual até a revista Coquetel, aquela de palavras cruzadas e os livros das Edições de Ouro trazem um post scriptum informando o seguinte: “Não usamos a palavra estória por estar em desacordo com a língua portuguesa, pois se trata de uma palavra oriunda do inglês “story”. Vi uma nota num jornal da   inauguração de um órgão público, que dizia assim: “O prédio possui ventiladores e água potável”. Isso era o mínino que se esperava. É como aquele cidadão que se recusa escrever Governo do Estado de São Paulo em maiúscula, porque o governador pertence ao PSDB. Se ele pensar do mesmo jeito ao fazer a redação para um concurso ou vestibular, dançou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Outra mais gritante registrava: “A Rádio Comunitária já conta com os vereadores da Câmara... “Estou tentando descobrir vereadores que não sejam da Câmara. É uma constante a repetição da mesma frase num mesmo parágrafo. Termos desnecessários como “pessoa essa”, “cargo esse” e “dia 20 pp -próximo passado” e o triste uso do parênteses em orações como:  E foi recebida (o). Isso tudo não existe no jornalismo. Há uma dificuldade muito grande em se trabalhar com o verbo haver e uma indefinição constante nas preposições e advérbios: porque e por que. As poesias sem métricas, pés quebrados rimando ão com ão nem entram nesta discussão. Erro de português é que nem resfriado. Passa de um para outro e se pega à toa. No Brasil só se fala em educação quando o quesito é colégio eleitoral ou a escola é de samba. Não tente, em termos de gramática, formar-se na escola da vida, que é só começar uma conversa pra perceber que você é repetente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-7601116038542596934?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/7601116038542596934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=7601116038542596934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7601116038542596934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7601116038542596934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/07/rapidas-se-nao-consegue-escrever-nao.html' title='SE NÃO CONSEGUE ESCREVER, NÃO ESCREVA   -     Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Nb6EQonFpqE/TiwuhLULfaI/AAAAAAAAJXc/IMQYvqVWdDM/s72-c/Machado%2Bde%2BAssis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-2335396429794010874</id><published>2011-07-21T20:22:00.000-07:00</published><updated>2011-07-21T20:22:09.601-07:00</updated><title type='text'>DIA DO AMIGO E DIA DO FRENTISTA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gRj14kED15s/Tijs0pD-xXI/AAAAAAAAJXA/kdYSzQCo8UM/s1600/frentista.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-gRj14kED15s/Tijs0pD-xXI/AAAAAAAAJXA/kdYSzQCo8UM/s320/frentista.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Nesta semana que passou foi comemorado o “Dia do Amigo”. As páginas de relacionamento, de ponta à ponta expuseram mensagem de florzinhas, letras góticas, corações do lado esquerdo do peito, porque amigo é coisa pra se guardar lá dentro, como dizia a velha canção do velho Milton Nascimento. Eu recebi uma arroba desses cartões eletrônicos superficiais me felicitando pela data dos companheiros virtuais, os quais se fizeram próximos mesmo distantes. Dos amigos do peito mesmo, nem um “oi”. Mas não precisa mesmo. Eles são parte integrante de uma existência. Por isso não precisam ser lembrados em um dia específico. Estes jamais serão esquecidos. Coisas de quem não tem o que fazer esse tal dia do amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...No mesmo dia o calendário marcava o “Dia do Frentista” e ninguém se atentou ao fato. Frentista é amigo de todos. É aquele que coloca combustível no seu carro e em seguida pergunta educadamente se quer que veja a água e o óleo. Por fim, calibra os pneus e deseja-lhe com um sorriso nos lábios uma boa viagem. A gente só dá conta da sua presença, quando por um lapso, respinga um pouco de álcool ou gasolina na pintura do veículo. A gente esbraveja grosso e ele encolhe com medo da reprimenda do chefe que vem esbaforido em favor do freguês. Em que pese meu parco conhecimento filosófico-sociológico, o frentista é um amigo coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não sei quantos buquês de flores ou mensagens virtuais os amigos frentistas receberam. Mas só no dia do amigo, na extensão da Marginal do Tietê, eu vi nos programas policiais da TV, cerca de três postos de combustíveis assaltados e dois frentistas ameaçados com arma na cabeça. Frentista é hoje uma profissão de alto risco. Isso, sem contar aqueles que foram vítimas fatais dessa sociedade violenta que marca com sangue a nossa ignorância, ditada pela falta de uma melhor condição de vida. &lt;br /&gt;...No dia do amigo, lembrei com profundo carinho e uma enorme saudade do meu sogro Zé Domingues, que foi frentista a vida inteira. Tempo em que os caminhoneiros de São Miguel Arcanjo se reuniam numa conversa animada no Posto do Fogaça, o qual mais tarde seria do Fuzikawa. Adicionei um pouco de mel nessa nostalgia, pois por coincidência, minha mulher eu marcávamos trinta e um anos de vida à dois, procurando ser bons companheiros, fazendo de todos esses dias um grande dia do amigo na tentativa de sobrevivermos por mais trinta anos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Vem na minha lembrança uma plêiade de pessoas sempre disposta a passar a noite como vigia das bombas de combustíveis, desde o tempo em que a gasolina era barata. Volto aos meus dezessete e vejo na cortina do tempo, o Leonides de Oliveira, pai do Gersinho e do Canhoteiro, sentinela do Posto Atlantic do Antonio Rosa, na saída para Sete Barras.  De um lado da saleta o Dito de Deus e o Gijo Válio conversando. Quando as badaladas das dez horas soavam na igreja, Gijo pegava seu pé de bode e ia embora para seu sítio. O Dito de Deus jogava mais meia dúzia de prosa e ia para sua casa, ao lado do posto. A vida em São Miguel adormecia quando as dez horas da noite chegava trazendo sua colcha de sereno para cobrir a cidade. Não se falava em violência ou vandalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não faz muito tempo que eu soube que o Chico Nogueira partiu para o andar de cima, depois de ter passado uns tempos no asilo, Chico era ágil e esperto no seu trabalho. Havia começado com seu irmão o Zé Nogueira, que administrava o posto que nos antigamentes da história da cidade fora do Juracy Galvão, alí na saída para Capão Bonito. Dalí, o Chico foi trabalhar no Gramadinho, no posto dos filhos do Odilon, o rei dos bolinhos de frango. Quando deixei São Miguel Arcanjo, nunca mais soube do frentista até reconhecê-lo numa fotografia dos internos do asilo São Vicente de Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...É evidente que se deve comemorar o amigo não num só dia, mas em todos os dias da vida, pois se assim não for, não será amigo. Entretanto, você já parou pára pensar nesses amigos anônimos que estão espalhados por aí e que a gente nem percebe que eles existem? Faz parte de a nossa arrogância humana classificar, ou desclassificar as pessoas de acordo com seu ofício. Se assim fosse, que seria de nós sem o coveiro! Para que se tenha uma idéia, em Manaus, o frentista não presta o mesmo serviço que os profissionais da região sudeste prestam. Você chega no posto, ele apenas abastece seu carro. Verificar água, óleo e pneus é com o cliente mesmo. La frentista só fica na frente. Vamos valorizar mais esse amigo, com mais referência ao seu dia no ano que vem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-2335396429794010874?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/2335396429794010874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=2335396429794010874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2335396429794010874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2335396429794010874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/07/dia-do-amigo-e-dia-do-frentista.html' title='DIA DO AMIGO E DIA DO FRENTISTA'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-gRj14kED15s/Tijs0pD-xXI/AAAAAAAAJXA/kdYSzQCo8UM/s72-c/frentista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-6321034279752008382</id><published>2011-07-18T10:43:00.000-07:00</published><updated>2011-07-18T10:43:17.026-07:00</updated><title type='text'>O CEMITÉRIO DA BOA MÚSICA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-D_mEYFaJRT0/TiRwp1JN95I/AAAAAAAAJOE/rw9Qu9b9800/s1600/viola.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="268" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-D_mEYFaJRT0/TiRwp1JN95I/AAAAAAAAJOE/rw9Qu9b9800/s320/viola.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Hoje não tem mais como o cidadão chegar a casa, lavar os pés numa gamela e ligar o rádio para ouvir uma boa moda sertaneja. Não tem mais moda sertaneja. O que tem por aí, são cantores abichados fazendo caras e bocas, num trejeito com as mãos que caipira nenhum não faz. As canções não têm melodia. Ouviu uma já ouviu todas. E a meninada assanhada por rodeio e batidão grita adoidada. Puro golpe de mídia são essas duplas de hoje. As músicas são feitas nas coxas, num estúdio da Avenida Paulista. Como o povo gosta de ser enganado, meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Naquele tempo, São Miguel Arcanjo só via de perto os seus artistas quando havia circo instalado atrás do Gomide. Foi nesses palcos mambembes aonde vimos desfilar diante dos nossos olhos de garoto Tonico e Tinoco, caipiras autênticos de São Manoel; Pedro Bento e Zé da Estrada; Cascatinha e Inhana; Irmãs Galvão; Zelão, Pininha e Verinha; e a troupe de teatro “Os Maracanãs” de José Fortuna que apresentava a peça “O Punhal da Vingança”. Não tinha quem não saísse chorando do circo quando Zé Fortuna e Pitangueira cantavam a música tema. Ah! Todo esse pessoal cantava com a viola no peito e com o gogó. Não existia dublagem de si mesmo e nem arranjos eletrônicos que fazem o desafinado parecer afinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Essa praga que machuca nossos ouvidos hoje, a “sertanoja” ainda não existia. O que havia era puro e autêntico. Todos nós gostamos de música. Cada um tem seu estilo preferido e seu cantor predileto. Música é algo que preenche o espaço vazio e alegra os corações. E a música em sua essência faz a gente recordar momentos inesquecíveis. O principal na música é a sua função de educar, como se nos contasse uma história! O Brasil é muito rico em qualidade musical, de norte a sul, demonstrando as tantas influências ao longo dos séculos. Agora se vê refém da mídia idiotizante, cujo objetivo é deixar a moçada mais burra para comprar mais discos de péssima qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O que vemos é uma verdadeira salada de frutas (podres) de estilos. Afinal, se somos uma democracia, nada mais justo exercê-la na música também. Dos sanfoneiros do Rio Grande do Sul à banda Colapso, digo, Kalypso no norte. Não falamos do “funk” e do “Rap” porque esses não são músicas. É o arremedo de alguma coisa quase parecida com o indefinível. Provavelmente daqui alguns séculos isso se transforme em música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Não há nada ultimamente que se salve no crivo do bom gosto. No sertanejo não tem nada que se aproveite. As letras são uma lástima, cheio de erro de português, com rimas miseravelmente pobres. Ouvindo essa parafernália é que a gente percebe que as coisas mudaram. Mudaram para pior. As letras estão cheias de apologia ao vício, desde o alcoolismo até a prostituição. Quer uma prova? Veja aquela pérola de poesia da música “Beber, cair e levantar” Uma riqueza! E a “Ruela do Eno”? Uma verdadeira anticultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Dupla sertaneja hoje é como pipoca. À cada minuto estoura uma nova e  amanhã ninguém se lembra mais de quem cantava aquele mísero refrão. E o povo, entra nessa história de mediocridade? Afinal toda droga vicia! Com tanta insistência a pessoa vai se acostumando. Essas duplas que gritam com a voz semelhante, sendo uma igual às outras sem tirar e nem por, que mais parecem cabritos berrando, encontram espaço na mídia. Essa pobreza cultural é que faz o dia à dia das emissoras de rádio que se transformaram em verdadeiras privadas, absorvendo esse lixo musical, comumente conhecido nos meios de radiopião por jabá. Deve ser difícil fazer uma letra como aquela “Beber, cair e levantar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...As vezes pergunto aos meus botões quantas duplas dessas já ganharam um “Grammy”, a maior premiação musical do mundo, láurea conferida  à Tom Jobim, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Sérgio Mendes, Caetano Veloso e Roberto Carlos. Até a cantora gospel Aline Barros, conseguiu o seu Grammy, mas jamais uma dessas duplas que são de vida passageira, de curta duração, criadas para deleite momentâneo, somente pelo interesse da gravadora. Depois podem até retornar na mídia com outro nome. Ah! Se no país existisse um Ministério de Cultura eficiente, que junto com o Ministério das Comunicações tivessem força moral para se impor e assim exigir das emissoras (uma vez que estas só existem por serem concessão do governo), qualidade na grade de programação como era antigamente. Agora eu estou tentando analisar morfológicamente a letra de uma música que diz: “Que vida boa, sapo caiu na lagoa...” Mas está difícil!   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-6321034279752008382?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/6321034279752008382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=6321034279752008382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/6321034279752008382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/6321034279752008382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/07/o-cemiterio-da-boa-musica.html' title='O CEMITÉRIO DA BOA MÚSICA'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-D_mEYFaJRT0/TiRwp1JN95I/AAAAAAAAJOE/rw9Qu9b9800/s72-c/viola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-3600595022138150817</id><published>2011-07-13T16:39:00.001-07:00</published><updated>2011-07-14T13:34:04.755-07:00</updated><title type='text'>RECORDAR É VIVER</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3CoggYl7Rt8/Th4swhFcbMI/AAAAAAAAJNs/vp2AXF4qXbw/s1600/Trovadores.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="308" src="http://3.bp.blogspot.com/-3CoggYl7Rt8/Th4swhFcbMI/AAAAAAAAJNs/vp2AXF4qXbw/s320/Trovadores.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Você é um sãomiguelense (sem hífen) antigo se conheceu a Loló, a Bolinha e a Maria Pontes, famosas personal sexy dos garotões na muda da voz. Mas você é rodadinho, se conheceu o hotel Ipiranga no auge dos transportes; ou se comprou disco do Dirceu Profeta; se tomou pingado na padaria do Chico Rosa ou do João Lolobrigida. Mas é mais rodadinho ainda, se viajava para São Paulo na Viação Nossa Senhora da Penha (Transpen hoje) que fazia ponto no Restaurante Caxias onde a bela Maryland, filha do dono, arrebatava os corações de moços e velhos como se fosse uma visão do céu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Antigo mesmo é quem fazia compra no mercado da Cooperativa Agrícola de Cotia. Ou se usava calça Rodeio e FarWest compradas no armazém do Sebastião Arruda. Rodadinho se tinha a bola de couro legítima, bem marrom, semelhante à dos craques de 58 e 62. Ou se ainda guarda num canto da lembrança a bonequinha Emília e o boneco Pelé, brindes da Cesta de Natal Amaral, pagas em suaves prestações ao Dinarte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Mas não tem sãomiguelense mais antigo, do que aquele que comprou roupa de cama e mesa na loja do Epaminondas Ambrosio em Itapetininga. Ou ia conferir a vitrine nas noites de domingo na Casa Paulista, antes de tocar “El Novillero” no cinema, prefixo para começar o filme. Antigo mesmo é se você quando menino usava suspensórios de elástico comprados na Casa Popular da dona Munira. Ou era terno de “Tropical” comprado na Casa Jabur?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Mandou fazer portão no Lázaro, ou na serralheria do João do Felício? Comprou material escolar na papelaria do Juventino de Almeida, ao lado da tipografia. Fez sapato sob medida no Mingo Terra e no Toniquinho Sapateiro, quando o Nico ainda era um garoto aprendiz. Usava meia dúzia de lápis de cor “Pavão” ou tomava injeção de óleo canforado no Acácio Vassão para aliviar a gripe. Ou era penicilina para aliviar a blenorragia mal curada, lembrança de um fim de semana na casa da Luzia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Assistiu “O Direito de Nascer” no Rádio Pioneer, comprado à prestação no Credi-Paulista. Ou será que você tirou Raio X no consultório do Dr. Og Lara, em Itapetininga? Você é velho de São Miguel se levava a criançada no Dr. Otílio, também em Itapetininga e ainda aproveitava para comer bolinho. Agora, você é velho mesmo, se viu a construção do mercado e tomou garapa de cana no antigo mercadinho da Rua Quintino Bocaiúva. Ainda falando em mercado, você é velho mesmo, se ia comprar frango na feira de domingo no mercado velho e aproveitava para comer bolinho e almôndegas do Zeca Marcelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Agora se você foi benzido ou levou seu filho para benzer cobrero brabo, verruga ou costurar as cadeiras com o velho Joaquim Maestro já é um ser bem antigo, quase de outra encarnação. Ou desencarnação? Eu não sou assim tão velho. A maioria das informações são coisas que papai contava. É velho de São Miguel Arcanjo quem assistiu filme do Rock Lane ou do Rex Allen, no cinema do Agapito e ouvia o speaker Cassiano Viera anunciando o filme mexicano “Jesus de Nazaré”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Agora, você já deve estar com o cabelo bem branco se tem guardado como lembrança, flâmulas da sua bicicleta “Merk Swiss” ou “Hércules”. Se tiver na gaveta da memória o compacto do “Trio Trovadores do Sul”, composto por Pé de Cedro, Zé das Flores e Benê e o livreto de modinhas do “Trio Sonoro”, você não é um velho. É um cidadão que sabe valorizar a cultura da terra. Entretanto, seria antigo mesmo se entre todas essas coisas, ainda guardasse no guarda roupa aquele terno feito pelo Agenorzinho Vieira, porque o turco Calixto João era alfaiate só da elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Você além de antigo é um cidadão histórico se tiver guardado em algum lugar aquele anel com a inscrição “Dei ouro para o bem do Brasil”. Azar seu, quem mandou acreditar nos homens de Brasília. A grande vantagem é que os homens de Brasília não são eternos. Isto que nós estamos rememorando são coisas eternizadas na memória de um povo quase sem história nestes tempos onde tudo é passageiro. Lembrar é viver de novo. Tenha sempre presente esta frase: curta que a vida é curta. Estamos condenados a viver num país sem memória. “O pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar... Por isso penso e logo existo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-3600595022138150817?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/3600595022138150817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=3600595022138150817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3600595022138150817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3600595022138150817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/07/recordar-e-viver.html' title='RECORDAR É VIVER'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3CoggYl7Rt8/Th4swhFcbMI/AAAAAAAAJNs/vp2AXF4qXbw/s72-c/Trovadores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-6863491609014943423</id><published>2011-07-08T14:55:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T14:00:37.730-07:00</updated><title type='text'>SINFONIA DE UMA SAUDADE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zGRJrb4xGus/Thd8vncUF6I/AAAAAAAAJNg/PZk2C8lxnWg/s1600/eu.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="272" src="http://4.bp.blogspot.com/-zGRJrb4xGus/Thd8vncUF6I/AAAAAAAAJNg/PZk2C8lxnWg/s320/eu.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Éramos todos jovens cheios de vida naqueles meados de anos 60. Como todos os garotos da época, gostávamos de usar calça “Lee”, óculos escuros, botinha “calhambeque” e “azarar” as meninas. Havia uma dezena delas povoando nossa imaginação. Cada uma mais bonita que outra. Todas, desabrochando como flores no jardim do Ginásio Virgílio Maynard, que despontava altivo num prédio arrojado nos campos da Vila Nova. Bem... eu acho hoje que o culto ao charme feminino era continuidade dos tempos do Gomide. Foi amadurecendo nas aulas de externato para exame de admissão.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Tenho comigo que deixei meus verdadeiros amigos de lado, quando me ingressei no Banespa. Foi um longo tempo, envolvido na frieza dos números. Vinte e cinco anos. A vida calculista os substituiu. Assim, de vagarinho, entre contas de acerto e acertos de conta, troquei os companheiros de aventura, da rica vida de menino livre sem nenhum tostão furado no bolso, por colegas de trabalhos, os quais participaram comigo de uma história tal qual a de tantos, com alguns trocados, mas naufragados em cartões de créditos estourados. Quando a aposentadoria, até um tanto precoce me chegou, eu pude ver com tristeza que meus amigos não estavam mais lá, na antiga rua onde eu os havia deixado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Aventura naquele tempo era fugir em bando para o ribeirão do Nhôca, na estrada velha do Gramadinho, muitas vezes matando algumas aulas monótonas. Quem tinha bicicleta levava os amigos na garupa. Demoraria aparecer por ali as Hondas e Suzukis. Outros iam à pé, cortando caminho pelo pasto da chácara do Paulo Fogaça. Nesse tempo, éramos agregados da Casa Paroquial. A seletividade natural fez com que entre tantos que lá freqüentavam, escolhêssemos para nosso convívio até hoje, o José Antonio de Góes e o padre Marivaldo de Oliveira, embora a gente ainda sinta muita saudade do José Shizuo Suekune, do Luiz Ratto Neto e do José Carlos Rosa, pessoal muito querido que o tempo levou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Nos arredores da Rua Rui Barbosa onde eu morava, uma plêiade de amigos para trocarmos gibis. O Juraci Fama, o Pedrinho Caetano, o João Eduardo... Esses dois últimos já foram pro andar de cima! Vizinho de porta com porta, os irmãos Teixeira: Tito e Iracy e mais o Zé Diniz. Mas vivíamos como carne unha, ou banana incõe com o Roberto Rosa, até ele se encorajar e tomar por namorada a sua esposa. Dá-se a impressão de que as amizades de hoje além de meros encontros fortuitos são um tanto superficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O Canhoteiro e o Gersinho são pessoas muito queridas.  Nós nos conhecemos trocando gibis, quando eles moravam na frente da igreja presbiteriana. Junto com eles, veio o Renato Lobo, rapaz de mente brilhante e silêncio eloqüente. A metamorfose da idade de garotos para adolescentes nos surpreendeu jogando bola no Campo da Vila Nova, que antes tinha sido da Congregação Mariana, onde hoje é a Rodoviária. Foi na casa deles onde vi pela primeira vez o encantamento das novelas. Primeiro uns pedaços do “Véu de Noiva”, depois a magia completa de “Irmãos Coragem”. As novelas tinham um enredo bem alinhavado, sem nenhuma cena apelativa de sexo quase explícito como hoje. Nem tampouco a tal de “Verão Vermelho”, que passava depois das dez da noite, obra prima do escritor Dias Gomes, apelava para pernas, peitos e bundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O tempo da paixão pela menina da rua debaixo chegou fulminante, coincidentemente com a novela “Minha Doce Namorada”. E eu vivia o enredo da trama televisiva, ali mesmo, naquele universo da Rua Rui Barbosa. Por muitas vezes, me peguei falando com o timbre de voz do ator Cláudio Marzo, galã desse folhetim das 19 horas. E quando a dor do amor se acentuava no peito, brotando como uma cascata, eu enterrava a alma na poesia e cantava as dores na viola em noites de luar inesquecíveis que não voltam mais. Era uma serenata que eu fazia só para ela. Não me custava nada sair pela madrugada insone para cantar na janela da musa adormecida três canções.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E o sonho do primeiro beijo? Teria de ser abençoado, no escurinho do Cine Teatro São Miguel, de preferência ao lado daquelas colunas enormes que sustentavam o balcão. Era o lugar mais escuro dos escuros, ao lado de uma pesada cortina bordô. Depois dali, só mesmo no balcão, mas o Roque Mariano não permitia a entrada de namorados adolescentes na muda da voz, nem de casais na flor da idade. Aquele espaço era para um namoro mais compromissado e adulto, já na entrada da pista da nave da igreja. Era um toque na ponta dos dedos dela, um rápido selinho com sabor de chiclete de hortelã para ninguém ver. O resto ficava por conta da imaginação, porque a menina era filha de gente de bem e o pai era zangado. A gente compensava. Tirava o atraso nos bailinhos da vida, nas festinhas e rezas na Vila Nova.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Por estes dias a máquina da vida começou a bater em falso dentro da caixa do meu peito. Antes que ela pare de repente, soterrando de vez os meus sonhos, resolvi dividir um pouco da aurora da minha vida que os anos não trazem mais. Lembrar de pessoas muito amadas e queridas, as quais escreveram comigo a minha história de vida que o tempo inexorável faz questão de varrer para longe nesta era de consumismo onde está em conta o “ter”.  O “ser” vai sendo levado de roldão como nossos sonhos. Sorrisos iluminados que fizeram a alegria do amanhã do meu ontem, amalgamados em minha saudade para nunca esquecer. Um olhar cheio de ternura por de traz da vidraça, num pedaço de rua que o tempo esqueceu. E na saudade, um canto de tanto tempo insistindo na mente cansada: “Eu venho de longe/Com fome da vida. Eu trago no peito o cansaço do mundo...”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-6863491609014943423?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/6863491609014943423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=6863491609014943423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/6863491609014943423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/6863491609014943423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/07/sinfonia-de-uma-saudade.html' title='SINFONIA DE UMA SAUDADE'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zGRJrb4xGus/Thd8vncUF6I/AAAAAAAAJNg/PZk2C8lxnWg/s72-c/eu.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-2109576072232588790</id><published>2011-07-03T13:48:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T19:16:05.862-07:00</updated><title type='text'>SÃO MIGUEL DE TODOS OS TEMPOS NO ANIVERSÁRIO DO JOÃO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PyNBMX7TZ-w/ThDVnwyz5NI/AAAAAAAAJNI/j-zu2BPbzRg/s1600/Jo%25C3%25A3o.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="313" src="http://1.bp.blogspot.com/-PyNBMX7TZ-w/ThDVnwyz5NI/AAAAAAAAJNI/j-zu2BPbzRg/s320/Jo%25C3%25A3o.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Estou com as turbinas renovadas e à todo o vapor. Sempre que vou à São Miguel Arcanjo volto numa euforia só e me sentindo remoçado. É muito bom estar de volta pro aconchego. A gente acaba trazendo na mala bastante saudade. Sorriso, sincero e abraço então, aos montes! Chegar a São Miguel arcanjo depois de muito tempo é mesma coisa que entrar num estado de graça. Eu estou feliz. Fui ao aniversário do meu amigo João de Oliveira Rodrigues, por quem nutro simpatia desde os tempos em que ele era um garoto bom de bola e bom de prosa. Depois nas voltas que o mundo deu, Joãozinho foi para magistratura para orgulho de todo são-miguelense que viu no Exmo. Sr. Dr. João de Oliveira Rodrigues, MM Juiz de Direito, um retrato daquilo de melhor que a cidade pode oferecer. Um orgulho geral. A festa do João foi muito boa. Não só pela recepção do anfitrião, mas pelo fato da gente poder rever os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Entrelacei numa prosa santa-cruzense com o "pequeno" Egídio Ruivo, que para quem não sabe o popular Girafa. Rememoramos uma Santa Cruz dos Matos que não existe mais. Hoje lá é Santa Cruz dos Eucaliptos. Lembramos de nossos velhos e a memória nos levou até nossos avós. Indaguei dele, uma explicação ilógica de física. Como pôde a minha avó, que era a parteira do bairro, um metro e meio de mulher franzina, aparar aquele homem quando ele nasceu? Revi, depois de muitos anos, o Filhinho do Quitu. Parece que o tempo não lhe foi desgastante. Não há sequer uma mecha de cabelo branco. E ele, como sempre, esbanjando simpatia num sorriso franco e generoso aos amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Para mim a festa teve dois pontos de extrema sensibilidade. A primeira delas, quando o aniversariante chegou ao salão sob aplauso dos amigos. As seqüelas do fatídico acidente automobilístico jamais lhe tiraram o bom humor e a alegria contagiante. Prova incontestável de que só é mau humorado quem quer ficar de mal com a vida. E a outra coisa que me chamou muito a atenção, foi quando os pares saíram dançando no salão. Primeiro o Walter e a Sônia, depois o Miguel Idálio e a Leda e por fim a Doracy e o Alcindo. Todos prá lá de sexy... Falei aos meus que estavam comigo na mesa: “Cadê os pares da nova geração? Quando esse pessoal animado não dançar mais o que será dos bailes em São Miguel?” Batidão sertanejo pra mim não é dança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Ávido por colecionar foto antiga, não há de ver que o Nailinho trouxe uma sacola cheia de fotos velhas! Não sei o que ele iria fazer com elas. Parece que havia uma especial onde estava o Toninho Marmo Monteiro num aniversário. Aquela sacola de retratos foi mais que oportuna, pois roubei o máximo de imagem que pude para ilustrar futuramente a história da cidade. Por falar em Toninho Marmo, tivemos a oportunidade de relembrar nossa juventude, sem esquecer o detalhe da bicicleta Görick, dele e do San, seu irmão. Mas o que achei interessante foi saber que ele como delegado de polícia (hoje delegado corregedor), nos inquéritos que enviava ao Ministério Público usava frases de efeitos tiradas de canções de Caetano Veloso. Eu conheci aqui em Sorocaba um advogado que gostava de alinhavar frases bíblicas em suas petições. O Toninho e Rúbia Iwasaki formam um casal muito bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...De onde eu estava sentado, a impressão que dava é que a mesa do Arizinho era onde a prosa rolava solta. Não demorou muito para o bicho carpinteiro não me deixar quieto e me levar até lá. O Walter da Caixa reclamava dos meus textos longos. Provavelmente ele tenha acessado “O Desbravador”. Mas ali, naquela mesa nessa noite, foi dançado um tango com a Carmem Molina, o Tonico Araujo voltou a tocar o seu baixo na banda, aplaudimos a Lazinha (cunhada do Arizinho) como atriz coadjuvante do cirquinho do Cassiano Vieira. Foi o instante de entrar na máquina do tempo e ir muito além dos muros do colégio Nestor Fogaça, que ainda se chamava Virgílio Maynard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Conheci a bela Joseane Pinheiro. Muito mais bela ao vivo. Ela veio me explicar sobre o seu trabalho com o Movimento Juvenil, responsável pelo resgate de jovens desocupados, oferecendo-lhes meios de sair da mesmice do cotidiano sem alternativas. É uma espécie de trabalho preventivo realizado com os adolescentes, antes que eles busquem o caminho sem volta das drogas. Joseane, parabéns. Eu, particularmente não acredito muito em campanhas governamentais para qualquer coisa. Se a sociedade não se movimentar corremos o riscos de transformarmos em números esquecidos no baú da burocracia. Mais uma vez, aplausos pelo projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Ainda falando de jovens belas, conheci ao vivo e em cores a Daniela Terra, assessora do aniversariante à quem ele chama de “Dani Globeleza” por conta de uma reportagem sobre ela, veiculada no Globo Repórter há algum tempo. Uma jóia de pessoa. Conversando com a Dani naveguei de novo na máquina do tempo e me lembrei do pioneirismo da Lurdinha Piedade, sua avó, que ao lado da Zilda Amgarten e da Madalena de Deus, sob supervisão do Dr. Paulo Régis deram início na primeira maternidade do município naqueles idos de 1971. Hoje parece que não nasce mais ninguém na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Aplausos especiais ficaram para o “crooner” da festa. O rapaz deu um show de performance, cantando de tudo e mais um pouco.Vim saber posteriormente que o artista (e esse é artista mesmo) é filho da Nana Deoclécio. É uma pena que esse ofício de músico seja um tanto ingrato. Muitas vezes a mídia abre espaço para a mediocridade, deixando de lado um rapaz feito aquele. Exímio violonista, excelente cantor e o mais importante: irradia simpatia.A menina que interpretou "La vie en Rose", que por sinal é a mesma que cantou no pré-lançamento do meu livro "Vozes do Guarupu", também arrasou. Era a própria Edith Piaff. Não sei porque, mas estou quase certo que nessa festa de aniversário quem ganhou o presente fomos nós. Mas em todo caso, amigo João, fica aqui neste espaço o meu abraço e meus votos de vida longa para a posteridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-2109576072232588790?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/2109576072232588790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=2109576072232588790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2109576072232588790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/2109576072232588790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/07/sao-miguel-de-todos-os-tempos-no.html' title='SÃO MIGUEL DE TODOS OS TEMPOS NO ANIVERSÁRIO DO JOÃO'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PyNBMX7TZ-w/ThDVnwyz5NI/AAAAAAAAJNI/j-zu2BPbzRg/s72-c/Jo%25C3%25A3o.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-7204055006915013481</id><published>2011-06-29T09:29:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T11:47:10.926-07:00</updated><title type='text'>RÁPIDAS: Eu, meu eu e o universo.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WfAFkem4XX0/TgtSy9y9mAI/AAAAAAAAI14/xgki-cHuL3o/s1600/universo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="235" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-WfAFkem4XX0/TgtSy9y9mAI/AAAAAAAAI14/xgki-cHuL3o/s320/universo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Às vezes me bate aquela angústia peculiar por tanto escrever e ter a impressão de não ser lido. Principalmente com relação às coisas que escrevo no meu blog “O Desbravador”. Dia, após dia verifico para ver se alguém colocou alguma opinião e nada. Isso me remete aos tempos dos nossos shows com o Filisbino, nas festas da cidade. Filisbino foi um dos melhores humoristas “stand up” que conheci e com quem aprendi tudo e mais um pouco de comunicação. Mas quando ele e sua troupe chegavam nas festas são-miguelenses, já sabiam que não iam ser aplaudidos. O homem se desdobrava, arrancava risos, mas aplauso mesmo, nada. Como já disse outras vezes, o povo aplaudia mesmo só o Wadih Miguel Hakim nos comícios e o padre Francisco, quando este elevava a imagem de Nossa Senhora Aparecida e gritava: “Viva Nossa Senhora...” O povo tirava o chapéu penitente e batia meia dúzia de palma, provavelmente com medo de algum castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Por um tempo  cheguei a pensar que eram os grossos calos nas mãos que impediam o povo de bater palma. Depois descobri que era má vontade mesmo. Voltando a falar das escritas que faço, as quais parecem não repercutirem nem a favor e nem contra, acho que nestes dois anos só mesmo o Elias da Ambulância e o Secretário da Agricultura interagiram. Não, evidentemente do jeito que eu queria, mas pelo menos deram mostra de que lêem o que eu escrevo. Pelo menos no “jornar de paper” como se diz comumente, porque essa história de blog é meio complicada para quem tem pouca leitura. Isso tudo me remete à uma cidade de antanho, feita de rua descalças, onde muares e eqüinos, assim como os caprinos abundantes, pastavam pelas vias públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...De repente parece que vivo no presente com um pé atolado no passado, no tempo quando a gente buscava pelos benzimentos do Márcio cego ou do nhô Zé Lucas para curar “cobrero brabo”, ou aliviar os ataques de lombriga assustada pelos passes do velho Joaquim Maestro, perguntando pra mãe da gente: “que corte que eu curo”, riscando o chão três vezes. Um tempo em que médico e saúde pública eram coisas abstratas.  Tinha também o famoso benzimento no pilão da nhá Elisia. O povo se reverenciava as luzes estranhas e mistério no céu. Gente crédula até a alma. Tempo em que mocinha menstruada não podia tomar banho, e se acreditava até que mandarová, aquela lagarta que dá na folha de mandioca era capaz de engravidar uma donzela afoita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Tem coisa que está arraigada culturalmente no povo desde que este chão foi desbravado pelas gentes de Minas. Há ainda os que reverenciam e crêem ser algo sobrenatural a hidropisia da moça que chora sangue. É preciso adaptar-se ao tempo. Somos uma geração que não admite ser travada em porta de banco e nos consideramos animais racionais desde que Aristóteles no ano 4 AC, assim declarou, mas não dominamos pequenos dogmas das Relações Humanas. Nessas conjeturas, diante do que se apresenta, sou mais Fernando Pessoas que certa vez declarou: “O homem é um cadáver adiado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O século XXI, fora de nossa urbe vive o conceito de multiverso, porque a ciência descobriu que o universo não é único como se pensava, mas que miríades de universos semelhantes ao nosso já foram comprovados. Nosso sistema solar é apenas um minúsculo ponto de alguma coisa, e assim sendo o céu de São Miguel que vemos pela ótica da curvatura do espaço é de dez anos atrás. Ante essa grandiosidade que já deixou de ser conceitual para ser real é tempo também da nossa mentalidade expandir, deixar de lado preconceitos e antipreconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...É verdade que nós não nascemos prontos e não existe lógica na frase que diz que quanto mais se vive mais velho se fica. A verdade que a nossa memória, na maioria das vezes, por falta de estímulo, demora a digerir certos conceitos e isso faz com que a nossa evolução mental e intelectual seja mais demorada. Isso é verdade, tanto que os neurologistas acreditam que a falta de uso do cérebro é uma porta aberta para a instalação do Mal de Alzheimer. Então eles aconselham fazer uso de simples palavras cruzadas como exercício para desenferrujar a memória. Agora, para idéias enferrujadas não existe lubrificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Idéia enferrujada é problema sério. Ela trava as mãos na hora de aplaudir e embaçam os olhos na hora de reconhecer o novo. O novo faz medo para quem tem a idéia enferrujada. Ele desconhece a renovação pessoal. Ignora que as pessoas têm que se reciclar, recompor-se e editar uma nova versão de si mesmas, conforme passam os anos.  Por isso que não existe lógica na frase que diz quanto mais se vive mais velho se fica. Quanto mais se vive mais sábio o ser humano se torna. Somente peças de utensílios é que se desgastam com o tempo. O homem com o tempo tem que se evoluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Apesar de pensar abertamente, guardo ranços que adquiri na minha origem. Coisas que não consegui deixar enterradas com meu umbigo lá em Santa Cruz dos Matos. Assim sendo, sinceramente, tenho uma bagagem de preconceito contra a desonestidade, a arrogância, a irresponsabilidade a idolatria do poder. A arrogância é uma coisa que tomou conta nestes últimos tempos, com o máximo de pessoas apontando o dedo em riste e perguntando: “Você sabe com quem está falando?” Isso nunca me aconteceu. Mas se um dia acontecer eu vou tomar um bom tempo dessa pessoa para explicar à ela com quem exatamente estou falando. Precisamos no preparar como cidadãos livres e livres pensadores. Se você não conseguiu captar a essência do multiverso, verifique o universo de si mesmo e o defenda como se fosse o filme “Guerra nas Estrelas”. Vêm aí as eleições municipais, parta então para modificar o seu “modus vivendi” não permitindo que nenhum aventureiro lance mão do seu espaço indevidamente. E se for possível, quando seu candidato falar, aplauda-o. Entre em debate com ele para conhecer a suas idéias, pois só assim você estará evoluindo como raça humana e como cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-7204055006915013481?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/7204055006915013481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=7204055006915013481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7204055006915013481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7204055006915013481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/06/rapidas-eu-meu-eu-e-o-universo.html' title='RÁPIDAS: Eu, meu eu e o universo.'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WfAFkem4XX0/TgtSy9y9mAI/AAAAAAAAI14/xgki-cHuL3o/s72-c/universo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-4742350265698756012</id><published>2011-06-26T16:11:00.000-07:00</published><updated>2011-06-26T16:12:14.669-07:00</updated><title type='text'>RÁPIDAS-Criancião e Joverano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZbFU0SeQyF8/Tge8bl0DqNI/AAAAAAAAIrs/9ee3GkzAJ1I/s1600/Ivan.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="250" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZbFU0SeQyF8/Tge8bl0DqNI/AAAAAAAAIrs/9ee3GkzAJ1I/s320/Ivan.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;...Tenho quase sessenta anos. Não nego minha idade. Tenho centenas de amigos. A minha frustração é não ter nenhum neto. Parece que apedrejaram a cegonha lá em casa. Por isso eu sou “vovô” de cachorro. Depois que o meu querido Chiquinho, cãozinho alegre de raça indefinida morreu, senti a mesma dor da perda de um amigo. Ele foi ceifado pela doença do carrapato, a qual no meu tempo de menino caipira era conhecida por “nambivú”. Assim como amigos massageiam nosso ego, causando-nos sensações de eterna juventude e alegria, os cães alegram nossa alma e faz nos tornar criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Sou como a maioria dos brasileiros. Tenho paixão por mulher, mas não sou chegado em carro. Nem tenho inveja de ninguém que possua uma Mercedes ou BMW. O meu velho “Pálio” me satisfaz. Tenho saudade sim, da velha peruazinha DKW, na qual aprendi a dirigir. Gosto de ver as pessoas prosperarem, comprarem belos automóveis como ponto alto da conquista no caminho da vida. Na minha lide de bancário andei em tantos carrões. Já andei até num Porsche e num Lincoln. Mas, prefiro mesmo a simplicidade dos fusquinhas, os cães e a afinidade dos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A sensação de receber um amigo é boa. Amigo com o sorriso largo do Ney Miguel Daniel, que me visita sempre. Ou a seriedade das palavras calculadas do Paulo Manoel. Tem ainda o Zé Carlos Terra Monteiro, o Joaquim Ferreira e o Osvaldo Sampaio... Todos são-miguelenses da diáspora. Às vezes nos reunimos na casa do padre Marivaldo e ficamos horas falando de coisas de um tempo que já teve seu tempo. “Quando ricos se reúnem é só alegria”, diz o ditado. Esse pessoal com quem me reúno é gente do coração enorme. Maior riqueza não há. Bom mesmo, quando a nos reunimos na casa do meu irmão Ari e ele faz aquela “Paella” no capricho, coisa que só ele sabe fazer com sua habilidade culinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Nunca fiz fortuna e nem penso em chegar lá no topo do não sei onde. Mas como dizia o poeta: “Depois faço a loteca com a patroa/ Quem sabe o nosso dia vai chegar/E rio porque rico ri à toa/Também não custa nada imaginar... Como gosto de brincar com as pessoas, acho que sou mesmo um “criancião”. Metade de criança e de ancião. Ou seria “joverano”? Metade de jovem com veterano... às vezes eu me vejo vestido como adolescente de calça jeans, sandália e boné. Num canto do guarda roupa, pendurado no silêncio a indumentária austera de culto protestante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O maior criacião que eu conheço é o meu cunhado Ivan de Góes. O José Antonio irmão dele, já é um joverano. O Rayo se inclui em qualquer uma dessas listas... Brincar! Como é bom brincar... Brincar conosco mesmo é sinal de maturidade.  É como aquele outro amigo nosso que tinha fama de bom desempenho sexual.  Um médico curioso, perguntou-lhe como conseguia três à quatro vezes por noite? Ele riu: “Fácil! Eu minto e os amigos espalham”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O velho Cassiano Vieira foi um dos primeiros a comprar televisão em São Miguel do meu tempo. Quando a “Festa da Caridade” lançou a famosa barraca milionária e expôs uma TV para a rifa, pediram para ele fazer propagando do aparelho no serviço de alto falante. Era a tecnologia que iria superar o rádio. Mas ao tentar assistir alguma coisa, o velho Cassiano só viu chuviscos e fantasmas. Desapontado fez sua previsão: “Ora veja, esse negócio não vai pegar aqui no Brasil.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Hoje, comemorando sessenta e um anos do lançamento da TV no Brasil e três anos da TV digital, me vem na lembrança o futurólogo Cassiano Vieira. O que diria ele ao ver um aparelho desses com imagem perfeita em tecnologia LCD num minúsculo celular.  Divirta-se. Seja também um criancião. Brinque e ria dos seus micos. O mais divertido da vida é ser humano. Triste mesmo é quando observamos que estamos humanizando os cães e rosnando para o companheiro do lado. Desarme-se. Vivemos prontos para nos defender. Criamos uma armadura psicológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Quando apareceram os primeiros carros importados no Brasil, um companheiro de banco comprou um de luxo. Coincidiu com a nossa festa de confraternização. Nós nos divertindo no terraço de um Buffet famoso e ele olhando de minuto em minuto se o veículo estava no mesmo lugar onde estacionou. Sua atenção, somada a tensão, fez perder o melhor da festa. Nosso desejo de posse hoje está mais acentuado: “O que é meu é meu; o que é seu é meu..”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Começamos a nossa prosa de hoje falando de amigos e cachorros, só pra lembrar que mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro. Não troco a minha Paty, uma cadela “boxer” de primeira qualidade, nem minha Lara, uma “poodle” que pensa ser pitbull e a Preta, uma cachorra grande, vinda das vielas escuras das ruas esquecidas, diretamente para guardar meu quintal, por um carro último tipo. Aliás, a Preta deveria ganhar uns trocados por guardar concomitantemente, ao lado, a mansão do riquíssimo João Francisco Gabriel, o dono da vila onde eu moro, que por sinal é colecionador de raros carros antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...É hora de reavaliar nossos valores. Moralmente nós estamos tão jaguaras. Se não sofremos de palpitação, temos pressão alta. Quando não é a pressão alta é o açúcar que sobe. E os problemas psicossomáticos? Distúrbio do sono, transtorno de humor, bipolaridade. Cão não tem nada disso. Quem tem amigo do peito também não. Ainda é tempo. Seja um criancião ou um joverano, antes que suceda o triste episódio do infarto fulminante. O ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-4742350265698756012?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/4742350265698756012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=4742350265698756012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/4742350265698756012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/4742350265698756012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/06/rapidas-crianciao-e-joverano.html' title='RÁPIDAS-Criancião e Joverano'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZbFU0SeQyF8/Tge8bl0DqNI/AAAAAAAAIrs/9ee3GkzAJ1I/s72-c/Ivan.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-4963227671444919279</id><published>2011-06-11T09:27:00.000-07:00</published><updated>2011-06-11T09:27:19.648-07:00</updated><title type='text'>Rápidas: Dia dos Namorados</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E8Bl4xEDaDw/TfOXXsy1KrI/AAAAAAAAIpU/jUGMBEZsiSk/s1600/namorados.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-E8Bl4xEDaDw/TfOXXsy1KrI/AAAAAAAAIpU/jUGMBEZsiSk/s320/namorados.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Há tempos em nossas vidas que contam de formas diferentes. Há dias que duraram anos, como há anos que não contam um dia quando se está vivendo o fogo da paixão. Há  amores não realizados que deixaram marcas profundas de olhares fulminantes, ou um vazio de beijos e abraços não  dados. É assim na vida de todo mundo que não acredita nesse amor cheio de percalços e que não desce redondinho como as propagandas impostas na mídia pelo Dia dos Namorados. Amar é um verbo intransitivo.&lt;br /&gt;... Hoje pouco se fala do amor, propriamente dito. Dão-lhe outros nomes como “ficar”, “curtir”, “transar”. Falamos até de casamento, mas o amor de compromisso é algo muito pesado. Um fardo difícil de carregar a dois. Se tracejarmos a história do casamento, desde os primórdios da civilização, quando o homem sentiu-se homem, percebemos nas entrelinhas da história que nada é mais forte do que o amor. Esse sentimento quer queiram, ou não, os “avançadinhos” de hoje, é o alicerce da humanidade. Ele garante as pessoas fazendo o bem, construindo, transformando e exemplificando.&lt;br /&gt;...Eu tenho saudade da minha juventude e de domingos idílicos que não voltam nunca mais. Dia destes, remexendo o guardado de coisas antigas, descobri por acaso um caderno velho, em cujas folhas estavam adormecidos os primeiros versos da fase áurea da minha juventude. E como se entrasse numa máquina do tempo, pude voltar com rapidez aos dezessete anos, absorvendo com doçura os meus verdes anos, onde o que importava era viver o presente. O futuro era algo para sonhar. Estava muito distante. Não havia rancor, mágoas ou frustrações. Tentei decifrar o rastro do tempo em cada rabisco indeciso que tomou a minha vida depois dessa época que contou uma história singular, feita de esperança e de sonhos.&lt;br /&gt;...Desde que o senador Nelson Carneiro, naqueles idos de 1977 apresentou no Congresso a lei do divórcio, até então temida por todas as famílias ditas estruturadas o povo virou a mesa. Tanto que nos últimos anos o casamento tornou-se uma instituição de somenos importância, banalizado numa apresentação teatral que a sociedade em determinado ponto da vida tem que fazer cumprir. Hoje é corriqueiro as pessoas entrarem na igreja pomposamente, depois de ter gasto e suado com cada detalhe da cerimônia, ansiosos por uma lua de mel num lugar paradisíaco, para quando voltarem dessa experiência, cada um seguir seu rumo separadamente. Parece até que o que vale mesmo hoje é só o “Dia dos Namorados”, por ser começo, porque o durante, nestes tempos de agora, tem sido traumático. Casamentos sólidos, de longos anos se desfazem com freqüência, provando que as pessoas, mesmo amadurecidas pela idade, desenvolvem a ansiedade de viver novas experiências em busca da felicidade utópica. Uma separação, entretanto, não tem o mesmo resultado da tomada desligada. O passado não se apaga facilmente e a convivência solidificada pelos anos permanece amalgamada em ambas as pessoas.&lt;br /&gt;...Por ser Dia dos Namorados dei asas à imaginação e voei para a minha adolescência, no verdor dos quinze anos cheio de desejos e o coração insistindo em fazer escolhas. Tempo que moldou profundamente a alma de poeta pelas noites frias de maio em incansáveis serenatas nas janelas das musas adormecidas. A praça daquele tempo era um mimo pra se namorar antes de se aventurar pelos escurinhos do cinema chupando “drops” de aniz. De tempos em tempos apareciam garotas diferentes, vindas de não sei onde, e por isso, figuras alucinantes, diferentes dos rostos habituais da cidade pequena. Loiras, morenas, ruivas verdadeiras feiticeiras que encantavam os garotos na ânsia de conquistá-las.&lt;br /&gt;...Quem é que não tem saudade do primeiro beijo, do primeiro amor? E aquele roubado, capaz de fazer borboleta voar dentro do estômago? O beijo que não foi dado poderia ser aquele de tirar o fôlego! Beijo é uma suprema demonstração de carinho em todos os povos, desde os tempos ancestrais. Beijo... Todo mundo precisa de tantos quantos forem possíveis. É peça importante no jogo sensual e nas relações sociais também... Ah, o beijo... Mais do que um contato sexual, faz parte das relações humanas há mais de um milhão de anos. Carrega múltiplos significados simbólicos e culturais, como a solidariedade, o afeto e o comprometimento. Antropólogos vivem tentando descobrir como surgiu essa manifestação de carinho tão profunda.&lt;br /&gt;...É Dia dos Namorados novamente. O mês de junho me traz doces recordações idílicas. Havia baile dos namorados no Bernardes Júnior. Resgato na memória olfativa a essência de um frasco de perfume elegante que eu dava para ela, envolvido com o coração num buquê de flores simples. Hoje a gente se perde em variedade de demonstração de afeto (ou desejo) avançado. Tem até cesta caliente para dar à namorada, na qual vem mini calcinha comestível; mini garrafa de vodka; vinho italiano; chocolates; gotinhas de mel; chicotinho; óleo para massagem; anel estimulador; revista Playboy; preservativos de menta ou morango; leite condensado; pirulito de forma fálica; perfume afrodisíaco; gel de beijo; gel verde, um vibrador e baralho de Kama Sutra. Tudo isso para compensar a falta de imaginação! Por isso tudo, eu sou mais o velho e bom violão. Quem tem alguém não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão. Pode no máximo morrer de saudade. E é por isso que eu canto com ternura: “Estes meus cabelos brancos/Que hoje tem a cor dos bancos/solitários de jardim/Já sentiram tantos dedos/Ouviram tatos segredos/Que elas contavam pra mim...” &lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-4963227671444919279?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/4963227671444919279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=4963227671444919279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/4963227671444919279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/4963227671444919279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/06/rapidas-dia-dos-namorados.html' title='Rápidas: Dia dos Namorados'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-E8Bl4xEDaDw/TfOXXsy1KrI/AAAAAAAAIpU/jUGMBEZsiSk/s72-c/namorados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-7172295695010612364</id><published>2011-06-10T09:05:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T09:05:31.058-07:00</updated><title type='text'>Rápidas: FIO DE BIGODE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1NnUWdM945k/TfJAvkknLvI/AAAAAAAAIpE/Vyi7FwvjTvA/s1600/bigodao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="206" src="http://2.bp.blogspot.com/-1NnUWdM945k/TfJAvkknLvI/AAAAAAAAIpE/Vyi7FwvjTvA/s320/bigodao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No tempo do meu pai as pessoas procuravam honrar o fio de bigode. Os homens eram mais éticos, inclusive no fino trato com as mulheres. Honravam o que diziam o que era importante nas relações interpessoais “Naquele eu confio. Ele honra o fio de bigode”- diziam os nossos avós que sorriam ao nos aconselhar: “Ser honesto é um negócio tão bom que se os malandros soubessem seriam honestos só por malandragem”. Contudo, de uma maneira quase generalizada, a humanidade perdeu muito dos valores nobres. A expressão do fio de bigode não é mais usada e nem tampouco essa frase de efeito é encontrada nos dicionários. Outras expressões passaram a definir o homem probo, como honesto, honrado, justo, prestigiado, admirável e bom caráter. Hoje o homem é bom é homem rico. Mesmo que seja um adúltero, corrupto e explorador dos empregados, mas sendo rico é bom. Se for casado com uma dona boa, loira oxigenada e possuir casa com piscina já é mais que bom!&lt;br /&gt;Na nossa vida deparamos com muita gente que não honra a própria palavra, muito menos a calça que veste, quanto mais àquilo que cueca cobre. Como a sociedade potencializa e valoriza o “ter” e não o “ser”; a roupa, o automóvel, as jóias, as mansões e outros bens significam sinônimos de sucesso, vitória e poder, mesmo que o indivíduo esteja enterrado no banco até o último fio de bigode digo: de cabelo. Por essa razão, nossos filhos muitas vezes podem questionar nosso comportamento, nos tachando de medíocres, ingênuos e incompetentes porque trabalhamos uma vida inteira e não temos todos os bens do nosso visinho. Só temos mesmo o que nos coube por partilha na palma da mão.&lt;br /&gt;Cabe-nos como pais mostrar-lhes a importância da honestidade e do trabalho e ainda ensinar-lhes outros valores nobres, já quase fora de moda, como a humildade, solidariedade e respeito. Nossos filhos e nossos netos precisam reaprender que o trabalho honrado possibilita vida saudável, próspera, bem sucedida desde que haja esforço para construir uma bela história e se aprofundem no conhecimento progressivo. Hoje vemos uma juventude desmotivada. Uma juventude muitas vezes largada ao deus-dará. Outros mergulham nas drogas buscando alívio para o peso da alma que perdeu sua leveza na busca de outra realidade. Não têm limites, nem sequer respeitam o próximo e o idoso. Desesperados roubam, traficam , agridem e matam. Quais seriam as causas? A desestruturação da família? A ausência de espiritualidade, ou o desinteresse dos pais?&lt;br /&gt;Quando eu era funcionário do Banespa, certa vez pedi para um cliente que tivesse paciência e aguardasse por alguns segundos, pois o que ele solicitava era problema relacionado ao FGTS o qual não era da minha alçada. Falei-lhe que iria fazer o melhor possível, afinal eu era pago para isso. Esse cliente se sentiu tão satisfeito com o atendimento e perguntou se eu aceitaria um uísque 12 anos. Expliquei-lhe que havia cumprido o meu dever. Só havia alterado a rota num departamento que não era meu. Disse-lhe que o valor do Twelve year old whyski ele desse à uma instituição de caridade. Eu sei que nada fiz. Segui apenas a ética profissional.&lt;br /&gt;A ética tem que estar presente em todos os lugares, principalmente no relacionamento com os filhos. Eles vão ser você amanhã. Por mais antiquado que pareça, deve ensiná-los a honrar o fio de bigode. Lá em casa a única coisa que ensinei aos meus filhos foi amar o próximo, respeitar os mais velhos e as instituições. E isso é um processo que dura pela vida inteira. E o resultado do nosso trabalho (porque educar filho da muito trabalho). Só veremos o resultado quando eles se tornam cidadãos transformadores.Todo mundo tem a mania de prometer fazer coisas diferentes no ano novo... Até começar uma dieta. Ninguém quer fazer dieta de sexo! Nesse particular é pura gula! Você tem um plano traçado, ou um objetivo fixo para seu filho? Isso é importante. Criar seus filhos com autonomia através das suas ações para construir um mundo melhor do que este que vivemos? Eugènne Chaborneu disse com toda a certeza: “Seu filho e sua filha são seres humanos. E Seres humanos só vivem quando amam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-7172295695010612364?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/7172295695010612364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=7172295695010612364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7172295695010612364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7172295695010612364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/06/rapidas-fio-de-bigode.html' title='Rápidas: FIO DE BIGODE'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1NnUWdM945k/TfJAvkknLvI/AAAAAAAAIpE/Vyi7FwvjTvA/s72-c/bigodao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-3050756618974890177</id><published>2011-06-01T09:25:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T09:25:09.027-07:00</updated><title type='text'>Rápidas - Festa Junina de antigamente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bYwW_yVKbwc/TeZn16MZzkI/AAAAAAAAIng/jJ2zXW8RIyE/s1600/SantosJuninos.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="182" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-bYwW_yVKbwc/TeZn16MZzkI/AAAAAAAAIng/jJ2zXW8RIyE/s320/SantosJuninos.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Todos os anos havia festa de São João, a qual mais tarde viria ser chamada de “Festa da Caridade”.  A cidade comentava a catástrofe ocorrida durante a festa do Carlos Viotto, por conta de uma tempestade de granizo. Naquele dia, roças inteiras foram devastadas pela chuva de pedra. Até gado morreu no ermo das invernadas. Era como se o céu se derretesse em cubos gelo, derriçados do alto com pedras de mais de mais de meio quilo. Falavam as comadres na beira dos rios, em lida de lavar roupa, o desatino do festeiro ao recusar entronizar no altar cheio de mimo a velha imagem centenária de São João Batista, feita em barro cozido.&lt;br /&gt;...Diziam que o Viotto mandou buscar uma imagem nova em Itapetininga. Ao colocar no oráculo o santo novo, o céu se desfez. O mundo escureceu, as nuvens se precipitaram, veio um aguaceiro bravo, com vento e granizo. Nem meia hora de tempestade. Pessoas de fé abalizada, de muito calo no joelho no teretetê com Deus, garantiram que o temporal só cessou quando o santo velho foi recolocado no altar. &lt;br /&gt; ...Com tempestade ou não, todos os anos São João era lavado no ribeirão do Passinho e sua bandeira suspensa num mastro. Os festeiros eram geralmente fazendeiros nomeados ou sorteados por uma comissão determinada pelo padre Francisco. Rojões de varas, busca-pés e balões eram encomendados com fartura ao Olimpio França, único e renomado fogueteiro da cidade. O ápice dessas festas era o levantamento do mastro, onde um rezador cantava: “São João está dormindo/ Quer de noite, quer de dia/ São João está dormindo/ No colo de sua tia”.&lt;br /&gt;... Depois havia leilão cantado pelos filhos do Nhô Paulo Machado: o Zé e o Toninho. O Toninho era tão devoto, que o adjetivo aderiu-lhe ao nome.  Ficou conhecido como “Devoto”. Hoje é também o rei de voto nas eleições... A grande atração das festas de São João era a congada de Itapetininga, contratada todos os anos para encenarem a façanha do rei Carlos Magno. Um grupo de negros vestidos de cetim vermelho e outro grupo em azul representavam a guerra entre mouros e cristãos.&lt;br /&gt;... Certa vez, a festa de São João eu casa do Dorival Coelho. Ele havia convidado meu pai para cantar na noite do lavamento do santo. Não sei por qual razão, o velho cismou de me fazer cantar com ele. Temperou a sua violinha com um mês de antecedência e me fez decorar todas as suas modas. Foi quando aprendi pinicar as cordas da viola caipira. Na noite da apresentação eu estava com medo que a Ângela Ortega, espanholinha de olhos verdes e cabelos dourados, por quem eu arrastava as asas, me visse naquele sarau de anciãos, cantando moda de viola. Se bem que muito provavelmente àquela hora da festa ela estivesse interessada nos passos do Filhinho do Quitu, enquanto eu ficava com a parte mais caipira da história... Eu já estava cuera nos dedos, ponteando o meu violão preto de estrela branca na boca. Mas desde aquela noite de São João, o som da viola ficou para sempre em mim. Foi quando enterrei pra sempre a alma na viola, como se esta fosse um guizo de cascavel. A festa do Dorival Coelho foi a última realizado em domicilio particular. Depois essa promoção passou a acontecer no antigo espaço onde foi o restaurante do Caxias, já com o nome de Festa da Caridade. Ali foi realizada até 1968, quando a festa junina passou a ter espaço no pátio lateral da Santa Casa em construção. &lt;br /&gt;...Pelas festas de São João dava para medir o tamanho da cidade. Era uma Santa Cruz dos Matos ampliada numa proporção de dez ou mais vezes. Depois de cantar, meu pai comandava o fandango do pessoal da Justinada. Se por um lado, eu não gostava de ser visto pelas garotas tocando viola, por outro, sentia uma atração muito grande pelo instrumento. Ficava feliz quando o Arlindo Ribeiro, o Dirceu irmão dele, ou o Adib Fernandes iam cantar com viola lá em casa. Eles estavam se preparando para se apresentar no Estádio do DERAC, no aniversário de Itapetininga. Seria num show ao vivo, transmitido pela PRD 9. Eu ia com eles para declamar uma poesia comprida, chamada “João Paiaço” do poeta Abílio Victor, o itapeteningano conhecido no meio literário e artístico por Nhô Bentico. Provavelmente falar no rádio não seria muito diferente do que falar no microfone do Cassiano Vieira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Decidi acompanhar aquela troupe, nem que fosse para marcar o ritmo numa caixa de fósforos, como sempre fazia quando havia um grupo de pessoas cantando. Assim, eu me enveredei pelo caminho da música. Quase oculto no meu tamanho e timidez. Não sabia muito bem o que fazer no meio daquela gente. Nem as pessoas me indagaram sobre qualquer arte de minha parte, a não ser de um carregador de instrumentos ou mais um par de mãos para aplaudi-los na apoteose da apresentação. O estádio do DERAC estava lotado até a última arquibancada naquele dia. Foi lá que estreei no rádio pela primeira vez. E o rádio entrou na minha vida para nunca mais sair por quarenta anos ou mais.&lt;br /&gt;...Além dessa tradição estar morrendo, a festa junina tornou-se algo superficial. Um verdadeiro e deslavado caça níquel mais interessado no bolso do cidadão do que a oferecer um licor de folha de figo como antigamente.  Não existe sequer resquício da devoção secular cultuada pelo povo simples e devoto. Parece que as festas de hoje foram devastadas por um tsunami de interesses financeiros, muito maiores do que a tempestade de granizo daquele São João do Carlos Viotto. E o pior. A festa vai se acabar em nada, engolida pela mediocridade contemporânea, tanto que a congada, uma dança cultural deu lugar ao rodeio, personagem, totalmente estranho nesse universo folclórico e bem brasileiro. Coisas deste país inculto e subjugado pela mídia idiotizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-3050756618974890177?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/3050756618974890177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=3050756618974890177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3050756618974890177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3050756618974890177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/06/rapidas-festa-junina-de-antigamente.html' title='Rápidas - Festa Junina de antigamente'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bYwW_yVKbwc/TeZn16MZzkI/AAAAAAAAIng/jJ2zXW8RIyE/s72-c/SantosJuninos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-1310091738684034549</id><published>2011-05-24T08:58:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T08:59:27.100-07:00</updated><title type='text'>RÁPIDAS:    ASSIM SE FALA, ASSIM SE FAZ!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-M8Egswj8EtU/TdvVi86onLI/AAAAAAAAImY/aSiqVZXJuEo/s1600/BOBO%2BDA%2BCORTE.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="262" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-M8Egswj8EtU/TdvVi86onLI/AAAAAAAAImY/aSiqVZXJuEo/s320/BOBO%2BDA%2BCORTE.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orlando Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você sair do quadrilátero da Praça Tenente Urias e der um pulo ali no Rio de Janeiro, já vai encontrar uma grande diferença no modo de falar. Basta passar a linha divisória do Estado para ver como o sotaque muda, Carioca fala arrastado, puxando os esses e os erres de forma malandra, quase arrogante. Tem suas gírias próprias. Quando ele fala que você é “Mané”, o está chamando de idiota. Se subir mais à beira dos verdes mares bravio da costa nordestina e ao encontrar uma garota boa, se chamá-la de biscate, ninguém vai lhe falar nada. Esse vocativo não tem o mesmo significado que tem para nós. Lá não é palavra de baixo calão! Mas se você tomar umas à mais e chamar a garota de rapariga, corre o risco de lavar uma espetada de peixeira no bucho. As garotas de Portugal todas, sem distinção, gostam de serem raparigas. Se forem pré-adolescente são infantas. Coisas incríveis da nossa língua. Um retrato verbal da identidade do povo que os novos fazedores de livros de português estão deixando de lado para ensinar a garotada do Brasil inteiro falar errado. &lt;br /&gt;No extremo sul predomina o portunhol. Um dialeto com mescla de português e de espanhol que impera desde os tempos das missões jesuíticas. O gaúcho tem uma sonoridade especial no modo de falar misturando o castelhano (puro espanhol do Reino de Castelha). O mais interessante é que somos uma nação poliglota. Lá no extremo norte, na divisa com as Guianas, fala-se fluentemente o inglês e o francês até nas aldeias indígenas. Só o povo paulista fala nheengatu, a original mistura da língua portuguesa com tupi-guarani, donde originou a gramática do padre Anchieta, corroborada posteriormente pelos vários dialetos africanos para se transformar no nosso doce linguajar caipira. Até 1875, na Vila de São Paulo de Piratininga não se falava uma palavra em português. Só o tupi-guarani.  O uso da língua lusitana como oficial entrou por decreto rígido, envolvendo multa e cadeia para quem usasse o idioma dos bugres, também chamados de negros da terra, que eram os índios. O bandeirante Fernão Dias quando voltou dos sertões não se lembrava de uma palavra sequer em português. Tinha de aprender falar de novo a língua mãe. Não havia quase português da Côrte por aqui. Outro bandeirante, o Raposo Tavares quando adentrou o sertão de Mato Grosso levou consigo três mil homens compostos de negros, cafuzos, mamelucos, mulatos e índios. De branco europeu, havia apenas três pessoas. O próprio Raposo Tavares e seus dois auxiliares. Um era seu genro, o outro seu cunhado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi com esses olhos que a terra há de comer e com esses ouvidos que os ratos de sepultura vão roer nos meados dos anos 50 e até final de 1970, a pura expressão cabocla como forma de comunicação falada no dia à dia de São Miguel Arcanjo, inclusive influenciando os mais elitizados acadêmicos da cidade. Soava estranho quando a comadre Marica da minha mãe chegava lá em casa campeando remédio para curar penarís. A comadre Marica era muito pobre e por isso, sempre carecia de um adjutório. Soava um tanto dissonante para nós o seu jeito de falar. Só quando o professor Arthur explicou que campear e carecer eram verbos com plena força léxica e atual, a gente começou aceitar o que o caipira usava de um idioma castiço e não uma fala errada. Seu Arthur realçava que penarís na realidade era panarício uma inflamação comum naquele tempo. A palavra “adjutório” estava na mais pura forma da flor do Lácio inculta e bela.&lt;br /&gt;Com o advento da TV e depois da chegada da internet, nós, de São Miguel Arcanjo perdemos nossas raízes verbais autóctones. Desaprendemos a gramática! Não falamos mais o caipira, dialeto usado até pelas moças mais bonitas da roça, para criar um imbróglio de palavras que não transmitem a essência daquilo que se quer dizer. Meu amigo Kalylo, muito esperto, compilou para si um dicionário de verdadeiros palavreados que se transformam em palavrões. Tem aquela inclusive do rapaz que no dia dos namorados deu para sua garota, “um rabanete de flores.” Não para por aí a nossa “perca” de identidade lingüística. Tem um líder religioso que é contra bebê de porveta porque é pecado imortal pois a vida é uma dávida de Deus. E complementa: “Descurpe. Falei errado. O pobrema é o arco na cabeça. E a gente fica imaginando um arquinho dourado como o de um anjo, adornando a fronte do homem constituído como palestrante de um tema importante, ligado à espiritualidade através da religião. De repente se levanta alguém e pergunta: “Mais o que “senefica” esse feriado de 9 de julho?”. E o preletor estufando o peito responde sabiamente: “É o dia quando os paulistas perseguiram os jesuítas”.&lt;br /&gt;Tem pastores que são campeões das mais finas pérolas teológicas. E o pregador gritava lá no púlpito: “E o cortejo vinha triste quando Jesuis tocou o esquife. A Bribia diz que Ele tocou o esquife e o jovem viveu...” Um irmão levanta a mão e pergunta: “Pastor o que é esse tal de esquife?”. E ele pensa um instante e reponde: “Esquife... Esquife... Esquife era uma espécie de pandeiro que Jesuis tocava...” E a coisa não para aí. Esse palavrório contaminou os meios políticos, principalmente, ouve-se tal dialeto na casa magna de leis aqui da terra. Dá até para escrever um livro. Na tribuna, o orador levanta a voz e diz: “quem disse que cardo de defunto no rio provoca impatite...” Ou então, quando se fala de progresso na terra do vinho e da uva, outro rebate: “Como que nos vai ponhá esse tar de turismo rurar se nóis num temo nenhuma zona que preste...” Evidentemente ele fala deve estar falando de zona rural. Pelo menos a gente quer acreditar que sim. Como disse, no começo da prosa, perdemos a nossa identidade de caipira autêntico de linguagem autóctone, oriunda desde os tempos de Cabral para criar uma confusão verbal semelhante à da Torre de Babel, agora com amparo do MEC, incluindo o que a moçada escreve nas páginas de relacionamento na internet.  É um capítulo à parte. Isso me deixa com a minha “dramalina” lá em cima, como disse aquele outro vereador revoltado com a falta de hospital na cidade. Paralelo à isso, a maioria aceita tudo calado. Conforma com a falta de hospital, com a falta de outra diversão que não seja bailão e rodeio. Não tem quem verbalize a simplicidade do sim, sim e não, não às suas necessidades mais importantes. Senhores representantes do povo, aí está o pálido esboço do retrato em preto e branco do nosso futuro. Alguém tem que fazer algo sério por essa gente, que na maioria das vezes naufragam a angustia na cerveja barata, mal conseguindo distinguir a mão esquerda da mão direita. Se assim é, como escolher um representante com a capacidade de gigante para arrastar a cidade, tirando-a do lugar onde se estagnou. Através dessas frases, compiladas pelo Calilo conhece-se o tipo de gente que fala por aqui. Vejam só:&lt;br /&gt;* " Quem gosta de cerveja, muié e chicrete, que venha conhecer o Bar da Dete".&lt;br /&gt;*"Eu carço 40 c'o pé inchado; sem inchaço, eu carço 38".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "É mais facir tirá sangue de elefante do que dinheiro do Coeinho".&lt;br /&gt;* "Óia, vô contá uma coisa procê. Num tem uma zona que preste nesta cidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*"Eu fico meio loco quando minha dramalina sobre".&lt;br /&gt;* "Num percisa trocá o copo, eu gosto de copo babado. Babado que é bão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Quando eu era criança, papai criava baratas pra gente pescá tilápias".&lt;br /&gt;*“Tudo que faiz alívio imediato, faiz mar depois".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Eu posso tomá 30 mir cerveja, mais se eu tomá uma Coca pra dormir, viro uma bosta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "São Miguer tem dois cimitério. Um é pra interrá a língua e o outro pra interrá o corpo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*"Se ocê num tivé um Red Bull, me dê um Viagra mesmo".&lt;br /&gt;* "Ocê é bocó mêmo! Cavalo morre de fome, mais num morre afogado. Pode jogá no mar que ele fica quatro dia nadano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Eu tomei Viagra e fiquei com morragia, porque o bicho alevantô e bateu no nariz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "O Lula é um anarfa mêmo. Cortô até um dedinho pra aposentá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "O Carpinho é meu ídolo desde que ele me pois no colo"&lt;br /&gt;* "Em São Miguer tem duas pessoas que pode i no Fantástico. Um é o Celso do Espírito Santo que vai votá pra presidente e governador no Zé Antonio, e o otro é o Topete, se um dia ele casá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Faiz um ano e meio que a minha muié tá esperando nenê. Quarqué dia ele nasce, cê num acha?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*"No Baile do Hawai num tinha uva. Banana, belão e belancia tinha bastante".&lt;br /&gt;* "Eu tô nervoso hoje. Liguei umas cinquenta veiz pro Zé Antonho e só deu caxa postar. Mais só de escuitá a voiz dele dizendo: "No momento não posso atender, deixe sua mensagem", eu já morro de gosto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A cascavé inxerga mar. Ela dá o bote pelo faro, mais quando ela acerta num erra de jeito nenhum".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "O Joaquim dos Passos disse pra mim que comprô uma casa im Iguape cum tudo drento. A dona da casa dexô até o negócio dela prá lavá prato cum motorzinho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "O rapaiz levô um tombo da moto que o véio que tava carpino na bera do asfarto pensô que era um helicóptero que tinha caído; saía fogo do asfarto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Esse tecrado tá uma merda. Eu acho que entrô furmiga nele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Se o Cabeção nasceu no dia 54 de setembro, intão ele é de porveta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Ocê sabia que foi descoberto um remede mior que o Viagra? É só ocê por um grão de milho no buraco do imbigo que o pinto sobe pra comê".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Eu num vô jogá im Iguape co cêis, porque sou empresário e tenho medo&lt;br /&gt;da bandidada me sequestrá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Tá difíce o tar do dinhero. A checaiada vem debuiando tudo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "U’a fôia de cheque é mema coisa que uma ispingarda calibre 12".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Por cinquenta mir eu como até merda no "Hipertensão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Pega uma cerveja bem do fundo, porque essa que ocê troxe tá cum gosto de bigacê".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Eu acho que é brincadera, mas esses dia tava escrito "lindão" no parabrisa do meu carro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "A minha morróida ainda não usufruiu! Mais a creolina é um santo remédio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Mais o cara é azia mêmo. Tem cabimento ele fazê uma pesquisa e dizer que ele foi escolhido como o melhor funcionário da Prefeitura!?".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-1310091738684034549?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/1310091738684034549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=1310091738684034549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/1310091738684034549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/1310091738684034549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/05/rapidas_24.html' title='RÁPIDAS:    ASSIM SE FALA, ASSIM SE FAZ!'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-M8Egswj8EtU/TdvVi86onLI/AAAAAAAAImY/aSiqVZXJuEo/s72-c/BOBO%2BDA%2BCORTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-6861613808011831299</id><published>2011-05-19T15:06:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T15:06:25.742-07:00</updated><title type='text'>HOMOFOBIA É CRIME E POBREFOBIA EXISTE?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gRK5SMkOXWQ/TdWUNqQaeqI/AAAAAAAAIl0/qrrQg97H2JY/s1600/menino-crianca-criancas_%257Ex11362173.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-gRK5SMkOXWQ/TdWUNqQaeqI/AAAAAAAAIl0/qrrQg97H2JY/s320/menino-crianca-criancas_%257Ex11362173.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;São Miguel Arcanjo do meu tempo era uma cidade totalmente diferente do que se vê hoje em dia. Vimos nascer a liberalidade e a liberdade sexual (ainda que um tanto tímida) neste nosso chão e as pessoas falando mais escancaradamente certas coisas que não se falava no tempo do meu irmão, e nem se imaginavam se falar no tempo do meu cunhado que é mais velho que todos nós. Se o sujeito tivesse certa elasticidade exagerada nos gestos e a voz fora do padrão grave do sexo masculino, os olhos o encetavam de arreveso, pois aquele cidadão poderia ser um pederasta. Pederasta era um termo muito pesado naquela época. Era como se tatuasse a ferro e fogo na alma do infeliz uma pecha da qual ele jamais se livraria. Mas para nós, meninos desbocados da Vila Nova o cidadão era “bicha”. Dai por esta e aquela, em noites enfarruscadas, bandinhos de guris seguiam tais indivíduos até a curva do Gijo Válio. Era o “matel” à céu aberto onde acontecia de tudo. Esse pedaço de curva não existe mais para testemunha da história, pois a terraplanagem da Rodovia São Miguel - Pilar do Sul aplainou o inferninho das prostitutas escoteiras e dos homossexuais enrustidos. &lt;br /&gt;   Nós olhávamos de soslaio, desconfiados para o nosso professor nas aulas de português, de forma que ele não visse o nosso preconceito estampado nos olhos. Nunca questionamos o caráter dessas pessoas delicadas. Em contrapartida, sempre houve rapagões que por uma bala de açúcar dava um jeito de levar para um matagal meninos ingênuos em uma brincadeira de arrear a calça nos escondidos. Era para fazer bobagem, como se dizia, até que a dona Nina arrebanhou os meninos para o exército dos engraxates mirins e andou ameaçando de cadeia uns grandalhões habituados a cometer habitualmente o crime de pedofilia, coisa que o povo nem sabia que existia. Havia o Zé Branco, um homem devoto e caridoso, dado em abrigar meninas órfãs. Quando a puberdade começava a despontar, ele as traçava sem pingo e nem pena. Primeiro uma meia de seda, um corte de cetim... Quando a menina percebia, já estava enredada na sua teia. E assim foi até quando os dedos da lei os alcançaram, flagrando-o nu em pelo com um das filhas. Ao ser pego ele ainda falou ao delegado: “Sabe cumé né dotor...As minina vão tê que aprendê mesmo, intão é mior que seja c’o pai...”&lt;br /&gt;   Quem jamais se importou com o que o povo pensava era o Nino, que nasceu Juscelino em homenagem ao Presidente Bossa Nova. Quando não deu mais pra segurar o lado mulher, Juscelino se travestiu. Primeiro no carnaval. Depois, todos os dias de sua vida, até morrer. O mais interessante é que o Nino era meu irmão colaço. Quando chegamos em São Miguel Arcanjo, peregrinando de Santa Cruz dos Matos para esse pedacinho de chão, nós não sabíamos que éramos parte de uma estatística do chamado êxodo rural. Vítima da desnutrição, que sempre acompanha a pobreza, suguei a última seiva do peito da Emília Pereira e dividi as tetas magras com  aquele que viria a ser o primeiro travesti da cidade. Isso nunca me incomodou e jamais me incomodará, tanto que estou contando nesta coluna que fui irmão de leite do Nino. Acho que naquele tempo, todos nós das sesmarias do tenente Urias éramos filhos da mesma mãe pobreza. &lt;br /&gt;   Posso dizer sem medo de errar, que pelo menos trinta por cento de todos os casos de aconselhamento que eu fiz no meu ministério religioso tem muito a ver com desajustes ligados à vida sexual. Chego à conclusão que mesmo vivendo numa sociedade saturada de sexo, poucos entram num casamento com conhecimento adequado nessa área. A informação que nos é transmitida pela TV, revista e internet colaboram mais para a alienação do que para a informação. A religião, a família deixam muito a desejar com relação à  sexualidade humana, mergulhadas em dogmas antiquados e preconceitos que levam muitas pessoas a não abrir o jogo sobre as dificuldades  encontradas. Eu sou bem radical em gênero número e gráu como pessoa. Sou do tempo quando as crianças brincavam separadamente meninos e meninas e ainda se cantava uma musiquinha que dizia: “hóme cum home/Muié cum muié...Faca sem ponta/galinha sem pé. No fundo do meu ranço, creio que Deus criou Adão e Eva e não Adão e Ivo. Isso, entretanto, nunca me levou apedrejar efebófilos e outros simpatizantes da mesma causa pelas ruas. Sempre estive pronto para ouvi-los e entender-lhe as dores. Agora, o preconceito contra a pobreza não é previsto em lei e ela existe. E como pobre sofre, principalmente quando ele nasce com três “P” na testa para ser apontado com dedo: “Lá vai a prostituta, pobre e preta”. Não tem Código Penal, Lei Afonso Arinos que dê jeito, porque é uma questão cultural com mais de quinhentos anos. Mesmo quando a gente nasce pobre, se apercebe num átimo que sempre tem um mais pobre e mais feio que a gente para instigar o nosso preconceito.&lt;br /&gt;   Diante da grande mudança neste século XXI, que pode ser considerado o novo iluminismo da humanidade, eu volto às ruas de pó da minha São Miguel Arcanjo antiga e vejo desfilar na minha frente uma profusão de rostos, cujos nomes esqueci no passado. São prostitutas, homossexuais todos conhecidos pela arte milenar que exerciam entre quatro paredes no seu mister de entreter quem quer que fosse num tempo em que sexo, além de sujo era pecaminoso, e um brinquedinho restrito do casamento. Nós, os jovens românticos dos anos 70 éramos teoricamente adeptos do amor livre, uma realidade somente nos países baixos da Europa, mas que a gente queria que chegasse logo por aqui para devastarmos de vez a mata da forquilha, lá no açude do Alcindo Terra. Interessante esse tal de amor livre! Uma contradição, porque o amor nunca é livre. Se for livre não é amor. &lt;br /&gt;   Entre essas e outras discussões eu me perco em devaneio perguntando aos meus botões quando este chão verde-amarelo deixará de ser pobre de marré de si. É um verdadeiro crime nascer desdentado e feio na barriga da miséria onde a corrupção campeia doida, enriquecendo uns poucos privilegiados, enquanto o resto do povo, homo ou hétero carrega pedra para construir uma nação sem perspectivas de mudança, onde os ricos continuam mais ricos e os pobres definham nas filas da saúde pública, da previdência, desvalidos de um socorro mais substancial para viver a vida em grandes partilhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-6861613808011831299?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/6861613808011831299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=6861613808011831299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/6861613808011831299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/6861613808011831299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/05/homfobia-e-crime-e-pbrefobia-existe.html' title='HOMOFOBIA É CRIME E POBREFOBIA EXISTE?'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-gRK5SMkOXWQ/TdWUNqQaeqI/AAAAAAAAIl0/qrrQg97H2JY/s72-c/menino-crianca-criancas_%257Ex11362173.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-8587454807148937988</id><published>2011-05-15T09:57:00.001-07:00</published><updated>2012-01-29T13:06:22.105-08:00</updated><title type='text'>RÁPIDAS: NÃO VAI LÁ NÃO. ELES ESTÃO QUEIMANDO "OXI"    - Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KNdOyJCeCnE/TdAF81mo15I/AAAAAAAAIlM/jwd69jMmpeo/s1600/crack.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-KNdOyJCeCnE/TdAF81mo15I/AAAAAAAAIlM/jwd69jMmpeo/s320/crack.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos jovens estão buscando o caminho da morte, seguindo o rastro de fumaça deixado por uma nova droga, o “oxi”, que acaba de chegar para dizimar o que restou daqueles que sobreviveram a agressividade nociva do crack. Fico pensando com meus botões... Será que esse veneno não chegou lá pelos lados da lagoa do Guapé, ou numa quebrada de esquina onde a morte espreita sorrateira e satânica? Sem querer usar de uma forma alarmista, especialistas que trabalham na recuperação de dependentes químicos esclarecem ao povo sobre a devastação que essa droga causa no organismo dos usuários. É um entorpecente composto por cocaína, cal virgem, gasolina, querosenes ou mesmo água de bateria. A situação das drogas no Brasil é muito grave e esse espectro tenebroso abraça sem piedade as cidades pequenas como São Miguel Arcanjo, escravizando adolescentes, principalmente aqueles que são sacudidos por problemas de afetividade. Até agora, as medidas tomadas no combate e enfretamento são travados apenas por policiais, entidades assistenciais ligadas ao problema e a rede de saúde pública. Mas deve ser responsabilidade principal de todos os cidadãos.&lt;br /&gt;É importante salientar que esta matéria foi elaborada à partir da experiência que obtivemos depois de termos trabalhado por alguns anos no “Esquadrão Vida”, entidade de recuperação de droga-dependentes, onde observamos não ser fácil a recuperação do individuo, principalmente quando depois de “limpo” ele retorna ao seio da sociedade que continua a mesma  sem dar mostra de avanço para uma melhor qualidade de vida. O retorno ao vício é quase uma certeza, principalmente se não há afetividade no seio da família. Agora, nestes últimos meses, a sociedade se levanta com medo do novo entorpecente, mas está longe de modificar o “modus vivendi” no universo doméstico. Mostrar dramas individuais, sociais e familiares provocado pelo uso da droga é repetir o óbvio, embora seja necessário sermos repetitivos. Nem há necessidade de buscar fatos nos noticiários para reconhecermos que o consumo de droga acarreta grandes problemas de ordem moral e social, como furtos, roubos e homicídios. O “oxi” não pode ser ignorado principalmente pelo poder público para que este ofereça políticas de combate eficaz não só do ponto de vista policial, como no caso da repressão ao tráfico, mas agilizar na educação e conscientização, oferecendo melhores perspectiva à população jovem, a qual fragilizada entrega-se tristemente ao submundo das drogas. Os pais são os principais responsáveis pela conduta dos filhos. Há necessidade de diálogos, princípios éticos, sinceridade e confiança mútua. É mais ou menos como dizia aquela musiquinha dos anos 70: “Eu sou eu/Foi meu pai que me fez assim/Quem quiser que me faça outro/ Se achar que eu sou ruim...”&lt;br /&gt;O “oxi” é uma droga que vicia muito rápido, custa a metade do preço do crack e a duração da pedra é menor. É consumida em menos de cinco minutos. Quando acaba, o dependente fica transtornado em busca de uma outra pedra. A droga compromete todo o sistema digestivo do usuário e mata em menos de dois anos e a recuperação do indivíduo é improvável, mesmo com toda a terapia moderna, ajuda dos narcóticos anônimos, segundo afirmam os psiquiatras.  &lt;br /&gt;Já está mais que na hora, do país que já proibiu o uso do cigarro, mas que de vez em quando se arvora em liberar o uso da maconha, se conscientizar de que somos um povo subdesenvolvido à mercê da ganância e que deputados e senadores pautem o problema dos entorpecentes por outro ângulo, tratando-o como arma química. É a única maneira dos pais poderem dormir em paz e acabar com o tráfico de droga que assola a nação de ponta a ponta, cujos tentáculos malditos atingem até as cidades pequenas feito a nossa, onde o índice de usuários já faz parte de uma estatística considerável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-8587454807148937988?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/8587454807148937988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=8587454807148937988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8587454807148937988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8587454807148937988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/05/rapidas-nao-vai-la-nao-eles-estao.html' title='RÁPIDAS: NÃO VAI LÁ NÃO. ELES ESTÃO QUEIMANDO &quot;OXI&quot;    - Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KNdOyJCeCnE/TdAF81mo15I/AAAAAAAAIlM/jwd69jMmpeo/s72-c/crack.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-1712724683625132954</id><published>2011-05-11T12:58:00.001-07:00</published><updated>2012-01-29T13:08:41.436-08:00</updated><title type='text'>MEU PEDACINHO DE CHÃO -                                                                  Orlando Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vI1-OCnPCgg/Tcrqw2Ni3oI/AAAAAAAAIiU/dCzVTZotnRk/s1600/neblina.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="224" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-vI1-OCnPCgg/Tcrqw2Ni3oI/AAAAAAAAIiU/dCzVTZotnRk/s320/neblina.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;...Minhas raízes em São Miguel Arcanjo são mais profundas do que qualquer pessoa possa imaginar. Elas são regadas por sentimentos que por mais que passem os anos nada vai conseguir mudar. Nesse pedaço de chão estão guardados os melhores anos de minha vida. Desde quando me vi menino correndo na liberdade dos campos e desvendando os segredos das ruas. Ao longo dessa caminhada conquistei amigos que me valem mais do que qualquer tesouro. Nominá-los não seria justo na minha idade de esquecimento, com o tal de Alzheimer rondando por aí. Eu quero que esta conversa seja a declaração pública do meu afeto por todos com quem um dia me relacionei nessa cidade. Imagens em profusão me vêem à mente como um serial trailer de tudo que fiz e vivi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Sempre há uma nota dissonante. Eu me entristeço quando chego na cidade e em pleno domingo encontro a praça vazia. Essa praça era o ponto de encontro da moçada sadia de antigamente. Hoje, apenas alguns gatos pingados, aqui e acolá. Minha última visita à terrinha foi no Dia das Mães, quando passei rapidamente pela Rádio Aliança da dona Estrela e fiz uma participação no programa do Claudemir sob a direção da bela e iluminada Cida Machado. Antes, tinha levantado cedo para apreciar a neblina sobre a cidade. Em seguida visitei o túmulo dos velhos. Espantei-me com a condição de uma sepultura na ala nova do cemitério, a qual exalava da terra um cheiro forte coisa putrefata. Até pensamos em falar com o zelador, mas no mesmo instante lembrei-me das tantas matérias que já havia escrito sobre esse assunto. Depois, a Santa Casa fantasmagórica, guardando nos seus labirintos gemidos de agonia, sem nenhuma perspectiva de futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Na feira, fiz ponto na barraca do meu primo João Machado, o João dos remédios. A conversa girava em torno da morte do terrorista Bin Laden. Como era de se esperar, a maioria não acredita que ele tenha morrido.  Dizem que quem morreu foi o seu “êmulo”. Êmulo, segundo o dicionário Aurélio quer dizer, competidor, aquele que compete com outro... Creio que estavam querendo falar “sósia”. Outra manifestação que foi engraçado de ouvir foi a explanação com relação à arquitetura do prédio da Prefeitura, que segundo alguns, foi construído conforme o desenho de uma loja maçônica. Afirmaram ainda que lá dentro há uma “máfia maçônica”. Eu me lembrei das Lojas de Sorocaba, as quais não obedecem a essa idéia na arquitetura, havendo algumas que se utilizam até de prédios comerciais. Basta lembrar que A Loja Firmeza de Itapetininga ainda permanece no seu tradicional prédio do século XIX. O povo de São Miguel ainda não sabe e nem tem uma vaga idéia do que seja maçonaria. Provavelmente só venha saber quando precisar dela, isso se já não usufruíram das benesses dessa entidade filosófica que muito fez para a indenpedência do Brasil, para a libertação dos escravos, além da assistência filantrópica e da promoção humana. Só não fiquei sabendo por que até agora os Irmãos de Loja ainda não se manifestaram em favor da reconstrução do hospital. Foi falado sobre o lobista espacial João Gilberto Vaz, o meu amigo Tato. Mesmo sem saber o que é lobby, o povo sentou-lhe a ripa dentro de sua própria opinião sem dar direito de resposta ao rapaz. De volta para a casa da minha irmã encontrei a minha prima Hidneya Fogaça e seu marido. Foi um momento de “replay” do tempo dos nossos velhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A Rua Júlio Prestes, em toda a sua extensão é uma passarela de gente gritando alto a noite inteira. Uma lei do silêncio mais rigorosa nunca foi imposta aos boêmios de fim de semana. No meu tempo de rapaz, quando a gente saia para fazer serenata, a preocupação era burlar o jipinho da polícia. Os policiais chamavam os seresteiros de “arruaceiros”. Imagine esse pessoal de hoje que não canta, só briga, o que são. Minha cidade progrediu. Feliz de quem a viu sem barulho e sem poluição sonora dos carros de som e do som alto dos carros particulares. Antes a classificavam a cidade de chata, mas a chatice de outrora era preferível à esta modernização fútil. Hoje já tem butique, salão de festas (tá faltando uma boate, porque inferninho nos outros tempos já teve). Exibição de corpos sarados, gente morrendo de enfarte, outros traficando maconha. Minha cidade progrediu! Tem adultério, amores fartos, colunas sociais e briga de mulheres na rua pelas altas horas da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Nas minhas garimpagens de recordação sempre encontro jóias preciosas... São pessoas do meu tempo e que penso que falamos a mesma língua. Fomos comer uma pizza no Japão, que pela demora acho que veio do Japão mesmo, fugindo de tsunamis. Uma pizza radioativa, pela qual tive de esperar quase uma hora... Até valeu, porque logo na entrada tive a graça de encontrar com a Iacy Terra. Parece a mesma garota dos tempos em que jogava vôlei no Nestor Fogaça. Não mudou nada. Na lanchonete tropecei com o Suzé, o Chico Balboni, o Carlão do Afonso e o Chiqinho da farmácia. Daí a prosa espichou de mãos dadas entre o passado e o presente. O Dico Rosa veio me parabenizar pela mensagem do Dia das Mães que eu fiz na Rádio Aliança. Ele me ouviu e fique feliz. O Dico é uma pessoa que me viu crescer naquele pedaço de rua, entre a Dante Carraro e a Rui Barbosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...São Miguel do meu tempo era uma grande família e parece que esse caráter persiste quando a gente olha nos olhos das pessoas e oferece um sorriso franco, transparente e se reparte em sentimentos nobres. Dissipa aquela armadura afivelada no rosto e a pessoa volta a ser o que sempre foi. Gente humilde, carentes de tudo, vivendo num lugar esquecido, como um satélite isolado, rodopiando ao lado dos grandes centros urbanos, rastejando há mais de cento e vinte anos em busca de um lugar ao sol. Povo simples quase incapaz de distinguir a mão direita da mão esquerda. Por isso, levado no bico de políticos espertalhões, que saltam de pára-quedas em tempo de eleições. Vem uma récua deles aí no ano que vem!  Povo sofrido que precisa saber que a gente só é humano na medida em que representa seu papel no mundo e que fora disso, é um animal como outro qualquer movido pelo instinto.Depois desses encontros e após andar pelas ruas cobertas de neblina, minha saudade pediu a bênção e se foi.E fiquei ruminando com meus botões, até chegar em casa: A personalidade é algo que evolui de acordo com a humildade de cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-1712724683625132954?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/1712724683625132954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=1712724683625132954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/1712724683625132954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/1712724683625132954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/05/rapidas.html' title='MEU PEDACINHO DE CHÃO -                                                                  Orlando Pinheiro'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vI1-OCnPCgg/Tcrqw2Ni3oI/AAAAAAAAIiU/dCzVTZotnRk/s72-c/neblina.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-8600509078714207323</id><published>2011-05-05T19:16:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T08:32:34.822-07:00</updated><title type='text'>ADEUS AO AMIGO OG</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ky3RYH0mHwo/TcNZ_Ti9k9I/AAAAAAAAIhg/lIDAttj0lGo/s1600/OG.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="215" src="http://4.bp.blogspot.com/-ky3RYH0mHwo/TcNZ_Ti9k9I/AAAAAAAAIhg/lIDAttj0lGo/s320/OG.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Orlando Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, não sei o que está acontecendo com a minha geração.  De repente os amigos mais chegados estão partindo antes do combinado, deixando a impressão de que dentro de pouco tempo eu vou encontrá-los na mesma estação de embarque do trem destino.  Parece que 2011 é o ano da ceifa para a safra que nasceu nos anos cinqüenta... Agora, de supetão me vem a notícia abrupta de que o nosso amigo Og nos deixou, logo depois da partida do seu irmão Ed. Da geração da batalhadora dona Dina só nos resta o Grilo e esperamos que este tenha vida longa para alegria de todos nós.  O Og foi um grande companheiro meu desde os tempos de menino... A gente se conheceu quando seu pai, o florestal Alcindo ainda era vivo e eles moravam numa casa grande da Rua João Pessoa, hoje Sadamita Iwasaki. Depois do infausto acontecido com o seu genitor, a dona Dina, mulher de raça forte e muita fé, agasalhou os três filhos e os defendeu com garra de leoa. O Og foi um dos primeiros líderes do grupo de Engraxate Mirins da dona Nina. Foi o meu primeiro aluno de violão. Dividíamos por esse tempo, o mesmo espaço de chão no limiar da Vila Nova, na amplidão dos campos que era o nosso universo.&lt;br /&gt;Tenho guardado comigo uma foto onde aparecem o Og e o Ed numa brincadeira de mocinho lá no sítio do Gijo Válio. Quem acessar as páginas de relacionamento da internet denominadas São Miguel Arcanjo I e São Miguel Arcanjo II verá quase que descorada, a cena onde além dos dois irmãos, estão também o padre Marivaldo de Oliveira, o Iracy Teixeira, o Osni França e este santa-cruzense que vos escreve neste momento de luto, rememorando a juventude fagueira, da qual os sonhos já morreram faz tempo. Nesse universo onde vivíamos, feito de ruas descalças e valetas abertas para escoar a água da chuva, mas que na nossa imaginação se transformavam em labirintos sem fins, fomos escrevendo nossa história de futuro. Os filhos da dona Dina eram o maior exemplo de que a vida pode ser dura, mas quando há empenho constroem-se homens valorosos.&lt;br /&gt;Na rolança do tempo volto a encontrar-me com o Og no Banespa. Ainda me lembro da sua alegre festa de despedida de solteiro que fizemos na agência, num tempo onde eu também andei anotando o meu nome no rol dos homens sérios, despedindo da liberdade da solteirice. No banco o Og foi um exemplo de determinação. Desempenhou importante papel num posto avançado no Gramadão. E se o Banespa não tivesse a triste sorte de ser vendido aos espanhóis, provavelmente o garoto teria alcançado posto de maior destaque ainda. &lt;br /&gt;Os veteranos companheiros do Banespa de São Miguel Arcanjo e aqueles que conviveram com o Og, com certeza estão como eu numa profunda tristeza pela partida do amigo que repartiu conosco o muito da sua simplicidade, simpatia e bondade. O Og era uma pessoa fácil de lidar e bom de conviver. Com ele não havia tempo ruim. Nunca o observei guardando algum rancor ou mágoa e desencanto. Era sempre o mesmo. Creio que o vi pela última vez à cerca de dois anos, onde tiramos uma longa prosa relembrando do nosso tempo de menino da vila e lamentando o destino do banco que nos acolheu e onde passamos a maior parte de nossas vidas.&lt;br /&gt;São Miguel Arcanjo está de luto neste começo de maio. Mais um valoroso filho seu partiu antes do previsto, deixando uma saudade dolorida machucando o peito da gente, provando-nos que não basta apenas existir. O homem tem que marcar sua passagem pela terra. O Og assim fez. Marcou a sua passagem conquistado muitos amigos como a nos ensinar que a intensidade com que se vive é que determina quem somos. Em sua rápida passagem, o Og nos deixa a certeza que não somos só aquilo que vemos  ou aquilo que os outros vêem. Todos nós temos algo muito valioso escondido dentro de nós. E ele trazia consigo um coração de ouro sempre pronto para se dividir com os amigos.&lt;br /&gt;Até breve companheiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-8600509078714207323?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/8600509078714207323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=8600509078714207323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8600509078714207323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/8600509078714207323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/05/adeus-ao-amigo-og.html' title='ADEUS AO AMIGO OG'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ky3RYH0mHwo/TcNZ_Ti9k9I/AAAAAAAAIhg/lIDAttj0lGo/s72-c/OG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-30116708341874557</id><published>2011-05-03T07:53:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T20:17:36.296-07:00</updated><title type='text'>AMOR E REVOLUÇÃO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--P71N6h3_vw/TcAWz-awsDI/AAAAAAAAIhQ/ErnDITdlpj0/s1600/Castelo%2BBranco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="212" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/--P71N6h3_vw/TcAWz-awsDI/AAAAAAAAIhQ/ErnDITdlpj0/s320/Castelo%2BBranco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Orlando Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SBT está apresentando uma novela com o objetivo de mostrar como foi o tratamento nu e cru dispensado pelos militares aos românticos sonhadores de um Brasil melhor naquele começo dos anos de chumbo. O enredo é um tanto frágil, mas pintaram a realidade das torturas com cores fortes, para ninguém, nunca mais pensar em ditadura. Mesmo aqueles que admiram Hugo Chávez, um dos últimos governos autoritários da América. Hoje, creio que outros tantos como eu perguntam qual foi à máquina propulsora que levou tantos jovens a guerrilha urbana. A ideologia com a mordaça e a tortura com seus temores, dúvida e medo chegaram até a minha geração. Um ideário insuflou a moçada depois de 68. A luta armada, na influência ditada pela guerra fria e Cuba foram conseqüências da esperança que guardávamos, assim como o Vietnam. O resultado de tudo foi uma triste via-sacra que o País percorreu por caminhos tortuosos o qual acabou nos levando à democracia plena em 1985, vinte e um anos depois de tanta dor. Mas foi bom. Mesmo que a gente viva uma democracia nada séria em todos os níveis da política nacional. O golpe militar de 64 só aconteceu porque não éramos ninguém. Éramos apenas uma ilusão. A esquerda era um arremedo de oposição no Brasil. Existia mesmo uma revolução de sofismas e palavras. A ideologia revolucionária era uma mistura de JK, Karl Marx e muito sonho. Tínhamos a sensação de que a massa popular do Brasil caminhava de mãos dadas conosco e que nossa geração era o que havia de melhor. Acreditávamos que todos os nosso inimigos estavam fora de nós. Entretanto, o país era uma terra feita de estruturas arcaicas que nos consumia há quatro séculos.&lt;br /&gt;O roteiro dessa moçada era o amor abstrato de uma literatura escapista de salvação. A população mesmo, o proletariado nem sabia que essa garotada de idéia extravagante existia. Não havia base material, econômica ou armada para qualquer revolução. Por isso os grupos tinham que assaltar banco. Alimentando essa utopia, um Brasil escravista e patriarcal desde os tempos das Capitanias Hereditárias, sempre dormindo num sono solto e intocado. O ideário juvenil era uma força oposicionista imaginária, deixando para o Estado a tarefa de fazer revolução contra o próprio Estado. Éramos tão submissos que até para fazer revolução precisávamos do governo. No embasamento desses sonhos da mocidade havia apenas o sindicalismo pelego e sempre dependente do poder e o sonho estudantil de um mundo melhor. O que valia mesmo como alumbramento para a garotada dos anos 60, era a beleza treslumbrante da primeira dama Maria Tereza Goulart, elegantemente vestida com os cabelos dourados realçando o rosto perfeito num coque estilo anos 60, banida com seu marido para o descaso da história e execrados como inimigos públicos deste chão verde-amarelo. &lt;br /&gt;O que acendeu na mente da moçada foi a vela do protesto contra a classe média burguesa reacionária. Hoje, penso que a única pessoa que entendia a confusão toda era o próprio João Goulart, que passou para nós a crença de que éramos especiais e que poderíamos transcender o Brasil real feito de gente com fome e párias sem nomes, mudando o rumo da história como num passe de mágica. Nós, os jovens românticos dos anos 70, herdamos da juventude anterior a análise dessa realidade subjetiva na qual também estávamos incluídos. O que havia então nessa revolução sangrenta? Havia os outros. Outros que vieram do nada... Fantasmas do passado surgiram e com eles uma classe média apavorada e burra que sempre esteve no mesmo lugar, sem nunca arredar o pé. Surgiu um exército autoritário e submisso às ordens dos americanos. Conhecemos cara à cara a ignorância do povo e descobrimos a resistência reacionária. Fomos de encontro à violência repressiva de uma falsa cordialidade. Eu era gurizote nesse tempo e acreditava que “O Desbravador”, jornal composto pelo Clube Literário Asas Brancas, escrito pelo meu irmão, fosse capaz de por luz na cabeça dos moços são-miguelenses. Quase morri de medo. Mas acreditava que a vida real começava naquele primeiro de abril quando São Miguel Arcanjo completava 75 anos de vida. Foi o surgimento de Castelo Branco, feito um alienígena todo verde, enterrado em sua farda com o bastão de comando nas mãos.     &lt;br /&gt;Mas isso tudo levaria o país a maturidade. Assim como nós amadurecemos à força e pela força. Amordaçaram aqueles que poderiam gritar que o país estava contraindo uma dívida para nós pagarmos vinte anos depois. Hoje, observo que a esquerda tinha principio, e fins, mas não tinha meios. A CIA armou as coisas como roteirista de uma longa novela feita de tortura e sangue. Os anos de ditadura foram um “show” histórico. Não havia ideal democrático nenhum em nossos guerrilheiros. Basta observar como se portam na Câmara e no Congresso os remanescentes dessa luta inglória,  que conseguiram chegar ao poder, pós-revolução. Hoje vejo com ironia pessoas que querem restaurar as ilusões de outrora. Mas o tempo não para e as forças produtivas do admirável mundo novo continuam ditando as regras sobre a nossa vida de colonos consumistas do primeiro mundo. O mundo digital de hoje nos obriga à democracia e a entendermos que a verdadeira revolução do país terá que ser um choque de capitalismo e de empreendedores livres para destruir as fortalezas dos corruptos que se propagam como ervas daninhas desde os tempos de Cabral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-30116708341874557?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/30116708341874557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=30116708341874557' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/30116708341874557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/30116708341874557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/05/cronica.html' title='AMOR E REVOLUÇÃO'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--P71N6h3_vw/TcAWz-awsDI/AAAAAAAAIhQ/ErnDITdlpj0/s72-c/Castelo%2BBranco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-3061350200645656288</id><published>2011-04-23T06:02:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T13:03:11.207-08:00</updated><title type='text'>PÁSCOA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GwTIyAYDIV0/TbLN9zmNQ1I/AAAAAAAAIg8/68BSH0hzQ8A/s1600/cordeiro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="293" width="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-GwTIyAYDIV0/TbLN9zmNQ1I/AAAAAAAAIg8/68BSH0hzQ8A/s320/cordeiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;RÁPIDAS&lt;br /&gt;Orlando Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Você já viu uma Páscoa Judaica? Não? Se você a ver então não vai achar graça. A nossa também era para ser semelhante, apenas comemorada em dia diferente devido aquele povo contar de forma lunar o seu calendário mosaico, e ainda com menos doze horas. A noite para o povo judeu era um período de vigília. Agora, o povo cristão&lt;br /&gt;perdeu o foco histórico e trocou tudo por um bom mega-show gospel.  É uma liturgia séria, comemorada com outro ingrediente revestido de simbologia que nos remete ao Antigo Testamento. Para o povo judeu, esse dia representa a libertação de 400 anos de cativeiro no Egito. Mais ou menos semelhante ao brasileiro que está há mais de quatrocentos anos escravo do salário mínimo. A religião cristã é essencialmente judaica porque Jesus e seus discípulos eram judeus. Não! Jesus não era europeu e muito menos esteve em Roma um dia. Seu rosto não tem nada à ver com o do ator Jim Kaveziel que o interpretou no cinema e agora tem a imagem difundida até como santinho de oratório. A diferença a bagunçar a essência histórica é que a nossa fragilidade espiritual de cristão descomprometido permitiu a participação especial de um ser estranho orelhudo, peludo e que bota ovo de chocolate todos os anos para alegria das crianças com assanhamento por doce caro. Esse malfadado coelho que já deveria ter ido pra panela no domingo gordo, deve ser sócio daquele velhinho barrigudo que aparece sorrindo no fim do ano para meter a mão no seu décimo terceiro. O papai de todos os comerciantes e que se alimenta de juros de cartões de créditos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Nunca na história da humanidade se ganhou tanto dinheiro usando o nome de um só homem, desde o seu nascimento à sua morte. O Jesus dos Evangelhos torna-se um ser estranho nestes tempos modernos onde vale tudo por dinheiro. O meu lado antropoteológico fica ruminando o porquê de um povo comer pão sem fermento e ingerir ervas amargas, se pode se deliciar com ovo meio amargo de chocolate suíço? Estamos à um passo de colocarmos no museu nossa crença e no panteão dos eleitos um computador de novíssima geração. Depois de quatro mil anos, contando da primeira páscoa instituída por Moisés, passando pela páscoa cristã, quando Jesus disse aos seus que Ele seria o Cordeiro imolado, eis que nós estamos novamente discutindo sobre algo que é mais uma atitude de fé do que propriamente um conhecimento histórico. Como a fé não é mensurável, estamos aí todos nós claudicando no espiritual e mergulhando no material até se sufocar na angustia e na desesperança, principalmente quando acontecem as festas religiosas mais importantes que agora são especialidades de agência de publicidade para empresas que investem alto nessas datas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Páscoa historicamente não é uma coisa bonita. É o resumo de um povo roto e miserável fugindo pelo deserto em busca da própria liberdade. É tal qual a história daquele menino que nasceu no relento do mundo, numa cova feito bicho, sem lâmpadas coloridas e sem música de harpa. A história sem a roupagem do merchandising é feia. Ninguém quer ter qualquer idade, morar em qualquer canto, amar qualquer pessoa, e ainda por cima ter a pobreza de Cristo, ou a humildade deste, naquela páscoa de dois mil anos atrás. Páscoa dos que tinham calo nas mãos, sabedoria no coração e pés inchados de caminhar por areais e colinas. É... A tal de páscoa não é do jeito que a gente queria que fosse, assim como vem sendo realizada em embalagens de papel celofane dourado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...De acordo com o costume judeu a ceia pascal baseava-se num prato único de cordeiro ou cabrito guarnecido com uma série de verduras obrigatórias conforme a Misná e a Torá. Eram as ervas compostas de alface, cerefólios olorosos, de aroma semelhante ao anis e as imprescindíveis ervas amargas. Tudo isso sem ferver e sem cozinhar. O cordeiro era assado em brasa de madeira de pinho num fogão feito de pedras. O animal era esfolado e purificado com água e depois recheado com louro, pimenta e ramos de alecrim, dispostos ao redor da peça. Tudo conforme está escrito no Livro do Êxodo (12:6). Para completar o banquete, eram servidos porros, ervilhas, nozes, amêndoas tostadas e uma compota chamada jerôset, preparada à base de vinho, vinagre e frutas trituradas. Os comensais deviam no mínimo beber quatro copos de vinho, intercalados com água, conforme deve ser feito para não alterar o sabor da bebida. O primeiro copo é a entrada. Toma-se antes da refeição. No segundo copo, parte-se o pão que é um antepasto. Foi no terceiro copo (ou cálice) que Jesus disse o Memorial... “Este é o cálice da Nova e Eterna Aliança que será derramado vos... E fazei isto em memória de mim”. O Cálice da Redenção da Nova Aliança (B’ritish chaslah) em hebraico, e no grego (plérosai). Após esse ato todos cantaram uma música chamada: “Ouve Israel” que diz: “Eu sou o Adonai e vos tirei do jugo do Egito/ Vos livrei da servidão/ Vos resgatei com os braços estendidos/E com juízo vos tornei meu povo/ E serei Vosso Deus.” A Páscoa já era mencionada em Jeremias (31-34). Quando estávamos pastoreando como auxiliar na igreja Ministério Vida, fizemos uma ceia pascal como didática elucidativa aos membros daquela comunidade. O próprio povo judeu também faz uma ceia mais “light” hoje em dia. Somente os mais ortodoxos seguem à risca essa receita. É bom lembrar que a Nova Aliança restaura a que a aliança de Moisés prometeu ao povo judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Ao contrário do judaísmo, no cristianismo a essência da libertação do homem, quer do deserto de suas dificuldades, ou da libertação para a vida, estão perdendo terreno para comércio ganancioso e para igrejas descompromissadas com o ser humano. A liturgia foi relegada à um segundo plano e a data transforma-se numa ótima oportunidade para ressuscitar o desejo de se afogar numa pilha de ovos de pascoa que custa os olhos da cara e peso de ouro. O brasileiro incauto, sem crenças e sem tradições cai na armadilha dos espertalhões, sejam eles religiosos ou comerciantes. Uma das mais horrorosas manifestações anti-semitismo do começo da era cristã foi o chamado “Libelo de Sangue” no qual os judeus foram acusados de assassinar um bebê cristão para usar seu sangue na celebração da páscoa judaica.  Muitos foram mortos com o resultado de inflamados sentimentos de cristãos contra judeus. Nunca houve tal libelo de sangue. Os exegetas de antigamente eram maldosos e distorciam a palavra de Jesus quando Ele dizia que aquele cálice era o seu sangue de forma simbólica. Ora, era só observar na história da humanidade que o povo semita nunca fez uso dessa substância. Ao contrário, pela lei mosaica o judeu é proibido de ingerir sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Páscoa para mim começa com o Espírito que se fez filho e o filho fez-se Evangelho. O Evangelho fez-se o caminho, o caminho fez-se verdade, a verdade se fez vida. A vida é Deus. E Deus se fez homem para que o homem fosse a Deus! Homem livre pela própria consciência e não pelo o que o mandam fazer. E a gente ainda teima em buscar a paz num ovo de chocolate carregado de triptofano e fenilanina que dá sensação de bem estar. Isso é páscoa hoje em dia. Fé é algo irônico. Uma coisa que você alcança, mas não pega. A maior prova da passagem de Jesus pela Terra, é que hoje, depois dois mil anos ainda existem fariseus tentando provar o contrário, oferecendo ovinhos de chocolate como sendo ópio para o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Boa Páscoa e até a semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-3061350200645656288?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/3061350200645656288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=3061350200645656288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3061350200645656288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/3061350200645656288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/04/rapidas_23.html' title='PÁSCOA'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GwTIyAYDIV0/TbLN9zmNQ1I/AAAAAAAAIg8/68BSH0hzQ8A/s72-c/cordeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6179388978814434071.post-7978273572958044025</id><published>2011-04-19T08:57:00.001-07:00</published><updated>2011-04-23T06:07:37.358-07:00</updated><title type='text'>Crônica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ktm66WRdV3Y/TbLOyhPaxrI/AAAAAAAAIhE/_mV1DCYHs-s/s1600/viola-giannin.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="122" width="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-ktm66WRdV3Y/TbLOyhPaxrI/AAAAAAAAIhE/_mV1DCYHs-s/s320/viola-giannin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O MEU AMIGO MIGUEL CINQUENTA&lt;br /&gt;Orlando Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu senti muito mesmo a perda do meu amigo Miguel Cinqüenta, violeiro de mão cheia que alegrava aquelas noites de festas do ano de 78, fazendo parceria com outro Miguel, o da padaria, também de saudosa memória: o Miguel Honório de Oliveira Cruz. Eu tinha muita amizade com os dois, por isso no exercício do meu humor “stand up” eu anunciava a dupla dizendo: “E agora com vocês, Migué Rico e Migué Pobre”. Não era por preconceito... Na arte pura não existem essas coisas. Miguel Cinqüenta retinia nas cordas a arte herdada dos Cirino através do seu pai, grande violeiro, e o Miguel Honório, trazia as profundas raízes dos Ponce. Tudo do mais puro e mais autêntico!&lt;br /&gt;Todo o ser humano nasce zero quilometro.  Caso não possua nenhum desvio neurológico pode alimentar o cérebro com fantásticos conhecimentos e chegar ao sucesso na área que escolher. Entretanto, a alimentação do cérebro está vinculada aos costumes, religiosidade, situação geográfica e outros que tais importantes para a formação da personalidade e do espírito crítico. Miguel em sua modéstia ultrapassou as limitações impostas pela vida no ambiente provinciano e infestado de preconceito onde viveu. Escreveu sua história de homem de bem e fez amigos em todos os cantos da cidade. Temos a certeza de que seus filhos herdaram o seu caráter de pessoa honrada.&lt;br /&gt;Caso você tenha o hábito da leitura, por exemplo, todos os seus filhos gostarão de ler, estudar e terão a curiosidade aguçada. Porém, o aprimoramento do aprendizado depende somente da nossa liberdade. Uma família que esteja presa a radicalismos religiosos pode proibir, truncar ou inibir o conhecimento, pois estimula o pré julgamento. E isso é um atraso de vida! Eu fico surtado quando escuto alguém dizer “isso não presta”, “isso é feio!”, “a nossa religião é o caminho para a salvação”.  As igrejas nascidas da religião judaico-cristã afirmam que Deus é puro amor. O mais profundo de todos e por isso, devemos amar o próximo como a nós mesmos. São frases belíssimas, perfeitas, irretocáveis, mas que no dia à dia não funcionam. Uma denominação critica a outra tentando conquistar mais número de adeptos para seu rebanho. Na área da comunicação, por exemplo, há grande preconceito também. Ditos intelectuais, ou pessoas que pensam que são, criticam os que fazem relativo sucesso. Lançam mão da expressão “auto-ajuda” para pejorativamente nomearem uma área. Escritores são desqualificados por tais pensadores de botequim, mas acredito que no fundo o que existe mesmo é o ciúme, a inveja e a dor de cotovelo.  Nos meados dos anos 80 quando decidi fazer filosofia e teologia; e depois pós-graduação na área da antropologia da religião, fui execrado pelos meus colegas de banco, calejados nas contabilidades e administração de empresas. Eles me perguntavam: qual vantagem essa área escolhida por mim traria no meu trabalho? Para o banco não sei, mas era o que eu gostava e me sentia vocacionado. Nas primeiras aulas já fiquei encantado quando o professor Wlademir Lamarke, um verdadeiro gênio na área das relações humanas nos disse que primeiros teríamos que nos despir de todos os preconceitos. Precisávamos ouvir todo o tipo de música, assistir programas populares de TV, como os do Gugu, Ratinho e Faustão para sairmos do nosso casulo comportamental e conhecer a essência do ser humano e interagir com ela na busca de melhores resultados. A fala do professor foi discrepante numa sala composta por crentes tradicionais, menos para quem como eu, conhecia os dois lados da moeda. Algum tempo depois todos os banespianos foram obrigados a fazer um seminário com o antropólogo Luiz Almeida Marins Filho, contratado pelo banco como auditor de Recursos Humanos. Marins nos ensinava tudo e maios um pouco sobre motivação. Se não fosse o curso do professor Marins o banespiano jamais saberia da importância da antropologia para motivar o funcionário a produz mais e com melhor qualidade.&lt;br /&gt;Não sei se fui muito complexo no meu tributo de saudade à uma pessoa simples e doce como foi o Miguel Cinqüenta. É que quanto mais simples é o ser humano, torna-se mais complexo descobrir como se vive em paz, com serenidade neste mundo eivado de porquês que levam ao homem a matar-se a si mesmo, quando não entram abruptamente numa sala de aula e detonam a sua metralhadora em crianças que estão desabrochando para a vida. Ou então, quando esse mesmo ser humano veste o manto da ganância e faz da política o trampolim para seu sucesso pessoal pisando na própria sombra? É esse ser “humano” que merece nossa admiração e respeito?  Miguel passou tão depressa pela vida que nem teve tempo de olhar essa podridão à beira do caminho. Deixou-nos um jeito simples de observar o mundo.  Dizem alguns admirados que até o Celso de Souza foi no seu velório o que confirma estarmos avaliando as pessoas com a mesma medida antiga. Vou guardar no coração a lembrança do meu amigo com a mesma imagem de quem eu  não via há muito tempo. E provavelmente, nestes poucos dias de eternidade ele já esteja cantando a música “Flor do Baile” com o Miguel Honório, como sempre fazia. Não é mais a dupla Migué Rico e Migué Pobre. O nome da dupla agora é... “Os iguais”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6179388978814434071-7978273572958044025?l=rpidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rpidas.blogspot.com/feeds/7978273572958044025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6179388978814434071&amp;postID=7978273572958044025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7978273572958044025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6179388978814434071/posts/default/7978273572958044025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rpidas.blogspot.com/2011/04/cronica.html' title='Crônica'/><author><name>Rápidas de São Miguel Arcanjo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14250695746284100602</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_V9yewcS3mYA/TS-qXmMrTEI/AAAAAAAAIMI/WxAAeNPbYBc/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ktm66WRdV3Y/TbLOyhPaxrI/AAAAAAAAIhE/_mV1DCYHs-s/s72-c/viola-giannin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
